O que me agrada é que, apesar de eu ter atualizado pouco este blog, quando o faço, gero murmúrio. Dois visitantes, um cliente antigo e outra ainda novata, reclamaram do post anterior. Ao primeiro, digo que o blog é meu e escrevo nele o que desejar. Se ele pode ser ranzinza, eu também posso. Para a segunda, pense bem... ao ficar sem dizer nada, acabei dizendo muitas coisas...
Fico contente também em registrar a presença de Maria Fernanda Ribeiro, saudosa colega dos tempos do jornal Bom Dia Jundiaí. Jornalista extremamente competente que merece espaço em qualquer redação que se preze. Seja bem-vinda e volte sempre. Agora que a eleição passou, a tendência é que este blog retome suas atualizações regulares.
Para finalizar o dia, afinal sou filho de Deus e estou de folga, sobre a eleição... democracia deve ser respeitada. Uma maioria decidiu um rumo, vamos nele, fiscalizando e ajudando no que for possível. Mas acho legal lembrar que praticamente metade do eleitorado deixou claro que deseja mudanças. Estou neste grupo. Passou da hora de mudar para melhorar. Torço para que vencedores não se apeguem com vendettas e idéias retrógradas.
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Só algumas palavras
Sobrou um tempinho para tirar o pó aqui do blog. Nem registrei o resultado do primeiro turno da eleição em Santa Catarina. No fim das contas, deu tudo certo para a equipe da qual sou integrantes. Venceram os candidatos que apoiamos, corremos o Estado, conheci várias cidades, muita gente nova, rimos, tivemos momentos de alta tensão, má alimentação, raras horas de sono, muitas latas de Red Bull, mas valeu a pena.
Minha idéia era fazer um "diário de bordo" ao longo de toda a campanha, mas as características mencionadas acima impediram isso. Uma pena. Talvez rendesse um bom número de histórias. E como ainda estamos em campanha, agora no segundo turno, dentro do pleito nacional, a saga continua. Acabei deixando meio de lado, mas, se rolar uma folga após a eleição, se me vier a paciência necessária, quem sabe eu não lance aqui alguma das passagens ocorridas na estrada.
Confesso que, particularmente, tive alguns dias em que a vitória me pareceu distante. O investimento do governo federal na campanha do adversário foi forte. Mas, no dia da eleição, assim que saiu a primeira parcial do TRE, me tranquilizei. Tenho colegas que prestam serviço para o PT, lamento por eles, mas eleição é igual tênis, não há como existir empate. Só um pode ganhar.
Mal terminou a festa da comemoração e já fomos à estrada novamente. Os candidatos eleitos da polialiança estão passando pelas sedes das 36 regiões administrativas de Santa Catarina. É o famoso "Obrigado meu povo", para agradecer os votos. De quebra, aproveitam para pedir votos para o candidato José Serra. Já me perdi nas contas de quantas cidades visitamos, mas sei que esta semana tem mais: Quilombo, Xanxerê, Seara, Concórdia, Joaçaba, Lages, Caçador, Videira, Curitibanos e São Joaquim.
Consegui na última semana até ver meus pais. Tive a chance de passar algumas horas com eles em três dias. Meu velho eu não via há mais de um mês, a mamma, talvez um pouco menos. Ela, por sinal, quebrou o pé no dia da votação, mas, ainda bem, já está caminhando, quase pronta para a próxima.
Ainda não consegui rever os amigos, contar as novidades, então, de certa forma, o blog pode me ajudar nisto. O Twitter acabou se transformando em uma ferramenta mais acessível, mas não pretendo abandonar esta plataforma aqui. Escrever é preciso, tuitar é um passatempo.
Volto assim que puder. Abracci per tutti!
Minha idéia era fazer um "diário de bordo" ao longo de toda a campanha, mas as características mencionadas acima impediram isso. Uma pena. Talvez rendesse um bom número de histórias. E como ainda estamos em campanha, agora no segundo turno, dentro do pleito nacional, a saga continua. Acabei deixando meio de lado, mas, se rolar uma folga após a eleição, se me vier a paciência necessária, quem sabe eu não lance aqui alguma das passagens ocorridas na estrada.
Confesso que, particularmente, tive alguns dias em que a vitória me pareceu distante. O investimento do governo federal na campanha do adversário foi forte. Mas, no dia da eleição, assim que saiu a primeira parcial do TRE, me tranquilizei. Tenho colegas que prestam serviço para o PT, lamento por eles, mas eleição é igual tênis, não há como existir empate. Só um pode ganhar.
Mal terminou a festa da comemoração e já fomos à estrada novamente. Os candidatos eleitos da polialiança estão passando pelas sedes das 36 regiões administrativas de Santa Catarina. É o famoso "Obrigado meu povo", para agradecer os votos. De quebra, aproveitam para pedir votos para o candidato José Serra. Já me perdi nas contas de quantas cidades visitamos, mas sei que esta semana tem mais: Quilombo, Xanxerê, Seara, Concórdia, Joaçaba, Lages, Caçador, Videira, Curitibanos e São Joaquim.
Consegui na última semana até ver meus pais. Tive a chance de passar algumas horas com eles em três dias. Meu velho eu não via há mais de um mês, a mamma, talvez um pouco menos. Ela, por sinal, quebrou o pé no dia da votação, mas, ainda bem, já está caminhando, quase pronta para a próxima.
Ainda não consegui rever os amigos, contar as novidades, então, de certa forma, o blog pode me ajudar nisto. O Twitter acabou se transformando em uma ferramenta mais acessível, mas não pretendo abandonar esta plataforma aqui. Escrever é preciso, tuitar é um passatempo.
Volto assim que puder. Abracci per tutti!
terça-feira, 31 de agosto de 2010
On the Road 6
Amanhã começa mais um roteiro no interior. A lista inclui:
Araranguá
Sombrio
Jacinto Machado
Ermo
Turvo
Meleiro
Forquilhinha
Criciúma
Içara
Quinta-feira:
Blumenau
Joinville
Campo Alegre
São Bento do Sul
Rio Negrinho
Sexta-feira:
Carreata
Guaramirim
Massaranduba
Jaraguá do Sul
Araquari
Joinville
Vai um Red Bull aí?
Araranguá
Sombrio
Jacinto Machado
Ermo
Turvo
Meleiro
Forquilhinha
Criciúma
Içara
Quinta-feira:
Blumenau
Joinville
Campo Alegre
São Bento do Sul
Rio Negrinho
Sexta-feira:
Carreata
Guaramirim
Massaranduba
Jaraguá do Sul
Araquari
Joinville
Vai um Red Bull aí?
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Lá vai a notícia
A campanha tem me permitido participar, ainda que indiretamente, de coberturas jornalísticas. É empolgante rever colegas e, em alguns casos, correr literalmente atrás da notícia.
Foto: Alessandro Bonassoli

A caminhada dos candidatos da coligação As Pessoas em Primeiro Lugar pelo Centro de Joinville, semana passada, foi um exemplo disso. Não resisti à tentação de registrar o trampo de vários colegas. Nas imagens abaixo estão Antonio Carlos Mafalda, J.L. Cibils e Giovanna Locatelli. Mas vários outros têm suado a camisa na cobertura desta eleição, quer seja pelas assessorias de imprensa, quer seja por jornais, rádios e TVs. À todos, minhas considerações.
Foto: Alessandro Bonassoli
A caminhada dos candidatos da coligação As Pessoas em Primeiro Lugar pelo Centro de Joinville, semana passada, foi um exemplo disso. Não resisti à tentação de registrar o trampo de vários colegas. Nas imagens abaixo estão Antonio Carlos Mafalda, J.L. Cibils e Giovanna Locatelli. Mas vários outros têm suado a camisa na cobertura desta eleição, quer seja pelas assessorias de imprensa, quer seja por jornais, rádios e TVs. À todos, minhas considerações.
sábado, 24 de julho de 2010
Quem não chora, não... se elege
Pensando bem, vou fazer um registro. Até agora, só um candidato e uma candidata me pediram voto.
E olha que, ultimamente, tenho convivido com muitos, muitos, candidatos. Sei lá, acho estranho, como desejam se eleger se não pedem voto?
E olha que, ultimamente, tenho convivido com muitos, muitos, candidatos. Sei lá, acho estranho, como desejam se eleger se não pedem voto?
Sem updates
Tenho muita coisa para contar destas duas primeiras semanas de campanha Estado afora. Mas depois de dormir só duas horas de quinta para sexta e quatro horas de sexta para sábado e ainda ter que levantar amanhã, domingo, às 6 da madrugada, vou me reservar o direito de dormir um pouco mais.
domingo, 6 de junho de 2010
Discursando com o inimigo
Política e políticos não são mais surpreendentes. Ou, ao menos, não deveriam mais ser. Mas ver o deputado estadual Joares Ponticelli (PP) no palanque do PSDB na noite da última quinta-feira foi algo no mínimo curioso. Certamente o crítico mais aguerrido, feroz e ousado do governo catarinense (leia-se PMDB e PSDB), o parlamentar era só sorrisos ao lado de todas as lideranças tucanas que lotaram o palanque de Prezalino Ramos Neto, o Preto, que exatamente neste domingo, disputa a prefeitura de Maracajá.
Sim, eleição municipal. A bucólica cidade do Sul do Estado teve os vencedores do pleito cassados em 2010 e a segunda chance de eleição suspensa pela Justiça Eleitoral. Prezalino, presidente da Câmara, herdou o cargo interinamente. O caso é que, nos poucos meses que pilotou a prefeitura, conseguiu fazer uma boa administração e virou candidato. Mas para bater o PMDB local, foi necessário uma coligação com o PP. Coisas da política catarinense. Amigos lá nem sempre são amigos aqui e vice-versa.
Ponticelli foi recebido pacificamente no palanque em Maracajá. Mas era nítido o ar sério e distante de alguns tucanos de alta plumagem. Fiquei imaginando se o parlamentar do PP não iria fazer nenhuma crítica ao governo Leonel Pavan. Claro que não o fez. Está certo ele. Estratégia e estratégia. E a chance de conquistar mais uma vice-prefeitura deve fazer valer a pena a proximidade com adversários declarados. Por trás de tanta harmonia também deve estar o interesse de uma coligação para a eleição ao governo do Estado com os tucanos. O tema agrada parte do PSDB, mas desagrada outra fatia significativa do partido. É só mais um capítulo da confusa configuração do quadro eleitoral catarinense para este ano.
Sim, eleição municipal. A bucólica cidade do Sul do Estado teve os vencedores do pleito cassados em 2010 e a segunda chance de eleição suspensa pela Justiça Eleitoral. Prezalino, presidente da Câmara, herdou o cargo interinamente. O caso é que, nos poucos meses que pilotou a prefeitura, conseguiu fazer uma boa administração e virou candidato. Mas para bater o PMDB local, foi necessário uma coligação com o PP. Coisas da política catarinense. Amigos lá nem sempre são amigos aqui e vice-versa.
Ponticelli foi recebido pacificamente no palanque em Maracajá. Mas era nítido o ar sério e distante de alguns tucanos de alta plumagem. Fiquei imaginando se o parlamentar do PP não iria fazer nenhuma crítica ao governo Leonel Pavan. Claro que não o fez. Está certo ele. Estratégia e estratégia. E a chance de conquistar mais uma vice-prefeitura deve fazer valer a pena a proximidade com adversários declarados. Por trás de tanta harmonia também deve estar o interesse de uma coligação para a eleição ao governo do Estado com os tucanos. O tema agrada parte do PSDB, mas desagrada outra fatia significativa do partido. É só mais um capítulo da confusa configuração do quadro eleitoral catarinense para este ano.
terça-feira, 4 de maio de 2010
A fila no Cartório Eleitoral de Florianópolis desce a rua Esteves Júnior até a esquina com a rua São Francisco e por esta sobre até a metade da íngreme subida. Preferia acreditar que é o amplo interesse da população em regularizar sua situação com a Justiça Eleitoral para participar das próximas eleições.
Este seria o mundo ideal. Mas, na verdade, hoje é o penúltimo dia para quem ainda não fez ou transferiu o título de eleitor. Brasileiro, como diz o ditado, deixa tudo para a última hora. Desconfio que, de fato, tamanho interesse é apenas garantir a possibilidade de participar de um dos vários concursos públicos existentes, pois o título é documento obrigatóriio para quem deseja participar destas seleções.
Este seria o mundo ideal. Mas, na verdade, hoje é o penúltimo dia para quem ainda não fez ou transferiu o título de eleitor. Brasileiro, como diz o ditado, deixa tudo para a última hora. Desconfio que, de fato, tamanho interesse é apenas garantir a possibilidade de participar de um dos vários concursos públicos existentes, pois o título é documento obrigatóriio para quem deseja participar destas seleções.
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domingo, 2 de maio de 2010
Serra aprimorado?
Jornalistas e goleiros têm algo em comum. Não basta cumprir com suas funções a contento de patrões (clubes de futebol e torcidas, jornais ou assessorados). É preciso ter um pouco de sorte. Não sou goleiro, apesar de sempre ter sempre "preferido" jogar em tal posição, já que no início da fase onde se decide quem sabe jogar futebol e quem não sabe - ali pelos 10 ou 11 anos de idade - tive a certeza de que sou um perna de pau incorrigível. Em minha carreira de jornalista, acabei fazendo um golzinho aqui, outro acolá. Nada que me garantisse uma vaga em alguma seleção nacional ou contrato no exterior.
Ontem, o fator sorte me ajudou. Acompanhando meu assessorado durante a passagem por Santa Catarina de José Serra, ex-governador de São Paulo, tive a oportunidade de ser um dos três ou quatro jornalistas que testemunhou a entrevista que o pré-candidato do PSDB à presidência concedeu ao colega Paulo Alceu, veterano repórter e colunista político da imprensa nacional. Em um estúdo improvisado no Aeroporto Internacional de Navegantes, Serra falou por quase uma hora, para o programa "Conexão News", que será exibido em Santa Catarina na próxima terça-feira pela Record News.
Fotos: Alessandro Bonassoli

Estilo: Jornalista Paulo Alceu mistura humor discreto e questões afiadas
Notei um aprimoramento na postura do candidato. Ao contrário das campanhas de 2002 e 2004, que acompanhei de perto pois morava na capital paulista, Serra está menos arisco, mais simpático. Seu esforço para não parecer tão carrancudo como era no passado, é quase imperceptível, é praticamente natural. Creio que algum marqueteiro fez por merecer os vencimentos. Exatamente como aconteceu com o atual presidente, Luis Inácio Lula da Silva, na última eleição.

Efeito-defeito: Na falta de qualidade do retratista, brincadeirinha com o ar mais sociável do pré-candidato tucano
Paulo Alceu conduziu a entrevista com seu estilo habitual. Um bom humor discreto junto com perguntas afiadas, na veia. Serra recuou apenas quando indagado sobre a postura de seus adversários ou de críticas que recebeu de Ciro Gomes. Preferiu não comentar, demonstrando cavalheirismo. "Não é meu estilo [entrar na política de troca de acusações]", defendeu-se.
Fez juras de amor a Santa Catarina, onde deu alguns dos primeiros passos na vida pública, quando fazia política estudantil. "Convoquei a Assembléia da UNE [União Nacional dos Estudantes] em janeiro de 1969, na Assembléia Legislativa, em Florianópolis", afirmou.

Passado: Serra atesta amor por SC ao lembrar de início da vida pública
Sobre a proposta de criar o ministério da Segurança Pública, Serra explicou que há a necessidade "de jogar o governo federal" na questão. Sobre as críticas do PT que o acusa de inchaço da máquina pública caso isso aconteça, foi enfático: "não vamos botar gordura no governo, mas músculos". Sobre as comparações que possam surgir durante a campanha entre as duas últimas adminitrações, com o seu partido comandando o País por oito anos e com o PT nos últimos oito, o ex-governador paulista deu a entender que tal tópico é desnecessário. "Fernando Henrique e Lula não são candidatos", argumentou, deixando a entender que ele e Dilma Roussef são os nomes a ser comparados pela mídia e pelos eleitores. "Ninguém terceiriza o governo" e "governo não é uma gincana" foram outras frases ditas sobre o tópico.

Campanha: Ex-governador evita trocar farpas com adversários mas afirma que FHC e Lula não são os candidatos
Para Santa Catarina, Paulo Alceu tentou extrair a opinião de Serra sobre a questão local. Quem assistir ao programa verá que o jornalista procurou identificar a opinião do pré-candidato em relação às possíveis variações no cenário eleitoral catarinense. Serra não mediu palavras e afirmou o que já havia dito aos interlocutores de PSDB, PMDB e DEM: prefere um palanque único. "Espera-se a melhor unidade possível. Gostaria que se pudesse manter a Tríplice Aliança", falou. Mas garantiu, para alívio dos seus correligionários, que não virá aqui ditar regras. "Eu sou de fora. Mas é claro para mim que, quem for sozinho, não irá bem", sentenciou.
Ontem, o fator sorte me ajudou. Acompanhando meu assessorado durante a passagem por Santa Catarina de José Serra, ex-governador de São Paulo, tive a oportunidade de ser um dos três ou quatro jornalistas que testemunhou a entrevista que o pré-candidato do PSDB à presidência concedeu ao colega Paulo Alceu, veterano repórter e colunista político da imprensa nacional. Em um estúdo improvisado no Aeroporto Internacional de Navegantes, Serra falou por quase uma hora, para o programa "Conexão News", que será exibido em Santa Catarina na próxima terça-feira pela Record News.
Fotos: Alessandro Bonassoli
Estilo: Jornalista Paulo Alceu mistura humor discreto e questões afiadas
Notei um aprimoramento na postura do candidato. Ao contrário das campanhas de 2002 e 2004, que acompanhei de perto pois morava na capital paulista, Serra está menos arisco, mais simpático. Seu esforço para não parecer tão carrancudo como era no passado, é quase imperceptível, é praticamente natural. Creio que algum marqueteiro fez por merecer os vencimentos. Exatamente como aconteceu com o atual presidente, Luis Inácio Lula da Silva, na última eleição.
Efeito-defeito: Na falta de qualidade do retratista, brincadeirinha com o ar mais sociável do pré-candidato tucano
Paulo Alceu conduziu a entrevista com seu estilo habitual. Um bom humor discreto junto com perguntas afiadas, na veia. Serra recuou apenas quando indagado sobre a postura de seus adversários ou de críticas que recebeu de Ciro Gomes. Preferiu não comentar, demonstrando cavalheirismo. "Não é meu estilo [entrar na política de troca de acusações]", defendeu-se.
Fez juras de amor a Santa Catarina, onde deu alguns dos primeiros passos na vida pública, quando fazia política estudantil. "Convoquei a Assembléia da UNE [União Nacional dos Estudantes] em janeiro de 1969, na Assembléia Legislativa, em Florianópolis", afirmou.
Passado: Serra atesta amor por SC ao lembrar de início da vida pública
Sobre a proposta de criar o ministério da Segurança Pública, Serra explicou que há a necessidade "de jogar o governo federal" na questão. Sobre as críticas do PT que o acusa de inchaço da máquina pública caso isso aconteça, foi enfático: "não vamos botar gordura no governo, mas músculos". Sobre as comparações que possam surgir durante a campanha entre as duas últimas adminitrações, com o seu partido comandando o País por oito anos e com o PT nos últimos oito, o ex-governador paulista deu a entender que tal tópico é desnecessário. "Fernando Henrique e Lula não são candidatos", argumentou, deixando a entender que ele e Dilma Roussef são os nomes a ser comparados pela mídia e pelos eleitores. "Ninguém terceiriza o governo" e "governo não é uma gincana" foram outras frases ditas sobre o tópico.
Campanha: Ex-governador evita trocar farpas com adversários mas afirma que FHC e Lula não são os candidatos
Para Santa Catarina, Paulo Alceu tentou extrair a opinião de Serra sobre a questão local. Quem assistir ao programa verá que o jornalista procurou identificar a opinião do pré-candidato em relação às possíveis variações no cenário eleitoral catarinense. Serra não mediu palavras e afirmou o que já havia dito aos interlocutores de PSDB, PMDB e DEM: prefere um palanque único. "Espera-se a melhor unidade possível. Gostaria que se pudesse manter a Tríplice Aliança", falou. Mas garantiu, para alívio dos seus correligionários, que não virá aqui ditar regras. "Eu sou de fora. Mas é claro para mim que, quem for sozinho, não irá bem", sentenciou.
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quarta-feira, 7 de abril de 2010
Erro básico
Esta confusão das gratificações para o funcionalismo público tem tudo para custar caro para vários políticos catarinenses. Nem quero saber quem é o culpado, mas errou feio. E na quase véspera das eleições.
Nada mais primário do que irritar funcionalismo público em ano eleitoral. O brasileiro esquece até perdoa erro de político, afinal é um povo semi letrado. Mas mexer no bolso do vivente, ah, isso não tem perdão.
Nada mais primário do que irritar funcionalismo público em ano eleitoral. O brasileiro esquece até perdoa erro de político, afinal é um povo semi letrado. Mas mexer no bolso do vivente, ah, isso não tem perdão.
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quarta-feira, 17 de março de 2010
Pesquisas
O Ibope lançou hoje mais uma pesquisa sobre intenção de votos para a presidência do Brasil. José Serra (PSDB) aparece com 35%, cinco pontos percentuais na frente de Dilma Rousseff (PT). Tucanos comemoram, petistas dizem que é questão de tempo para este cenário se inverter.
Ah, tenham paciência! A eleição será em outubro, muita pesquisa será feita até lá. E, na boa, sete meses antes do pleito, pesquisa não define vencedor nem derrotado. Tudo, simplesmente tudo, pode acontecer até lá. Adianta gastarem dinheiro com isso? não tem notícia acontecendo no mundo não? Na política, a imprensa não tem coisa mais útil para publicar?
Na minha opinião, pesquisa de intenção de voto é igual impedimento no futebol: deveriam deixar de existir. Geram perda de tempo, mudam o foco do que realmente importa e podem complicar uma disputa.
Ah, tenham paciência! A eleição será em outubro, muita pesquisa será feita até lá. E, na boa, sete meses antes do pleito, pesquisa não define vencedor nem derrotado. Tudo, simplesmente tudo, pode acontecer até lá. Adianta gastarem dinheiro com isso? não tem notícia acontecendo no mundo não? Na política, a imprensa não tem coisa mais útil para publicar?
Na minha opinião, pesquisa de intenção de voto é igual impedimento no futebol: deveriam deixar de existir. Geram perda de tempo, mudam o foco do que realmente importa e podem complicar uma disputa.
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Aniversário com ar de lançamento de candidatura
O governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) completou ontem 70 anos de idade. Iniciou o dia ganhando bolo de parabéns pela manhã, na inauguração da rede wireless e de seis quadras cobertas do Instituto Estadual da Educação (IEE), em Florianópolis. Encarou tranquilamente um mínimo protesto de um grupo de 2 ou 3 alunos, fato exageradamente destacado pelo Diário Catarinense.
O ápice da data aconteceria horas depois, à noite, em Joinville. A festa estava programada para 1500 convidados, mas avalio que estavam lá pelo menos 500 pessoas a mais. Vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, secretários de Estado, senadores catarinenses e o governador do Paraná, Roberto Requião, amigo de LHS há décadas, prestigiaram o atual gestor de Santa Catarina. Ex-prefeito de Joinville, a maior cidade do Estado, foi deputado estadual e federal, ministro, presidente do maior partido do País e entrou para a história como o primeiro governador catarinense a conseguir ser reeleito.
Em meio à crise institucional e política surgida com as acusações contra o seu vice, Leonel Pavan (PSDB), Luiz Henrique vê ameaçado o seu sonho de chegar ao Senado. Mas, ontem, a crise ficou de fora do restaurante onde a festa de aniversário aconteceu. LHS foi calorosamente recepcionado e aplaudido. E já não falou como governador de Santa Catarina. Seu discurso foi nitidamente nacional. O palco onde uma banda animava a noite minutos antes, se transformou em um palanque de campanha. Não faltou nem o apoio de outra referência política. Requião não se conteve: "E com pessoas como meu amigo LHS no Senado o Brasil vai caminhar para as verdadeiras e necessárias mudanças", bradou o governante do Estado vizinho para delírio da massa peemedebista.
E Luiz Henrique discursou pedindo um presente para o próximo aniversário. "Quero uma reforma política que revogue a presença do financiamento privado, que alimenta o Caixa 2 nas eleições". Pediu ainda que a mesma reforma "revogue a reeleição e a loucura de uma eleição a cada dois anos". Aparentemente, ninguém lembrou que o próprio LHS é governador reeleito.
Defendeu ainda mais ao citar a necessidade de programas gratuitos de televisão e rádio realmente gratuitos, "acabando com o pré-programa, fazendo com que os candidatos apareçam com a sua cra, sem maquiagem" para os eleitores. Curiosamente, LHS lançou ao público um argumento que, de certa forma, contradiz o seu apoio ao prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB). "Quero uma reforma política que reforce a fidelidade partidária. Em caso de mudança de siglas, o político fique duas eleições sem se candidatar", disse o candidatíssimo Luiz Henrique. Berger trocou de legendas sistematicamente, conquistando duas eleições consecutivas em São José e outras duas seguidas na vizinha Florianópolis.
Quem esperava um balanço sobre as duas gestões de LHS, ficou a ver navios. O tom do discurso foi claramente voltado às eleições de outubro. Para muitos, salvo revés gravíssimo, ele já seria o dono de uma das duas vagas do Senado reservadas para Santa Catarina. Resta aguardar.
O ápice da data aconteceria horas depois, à noite, em Joinville. A festa estava programada para 1500 convidados, mas avalio que estavam lá pelo menos 500 pessoas a mais. Vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, secretários de Estado, senadores catarinenses e o governador do Paraná, Roberto Requião, amigo de LHS há décadas, prestigiaram o atual gestor de Santa Catarina. Ex-prefeito de Joinville, a maior cidade do Estado, foi deputado estadual e federal, ministro, presidente do maior partido do País e entrou para a história como o primeiro governador catarinense a conseguir ser reeleito.
Em meio à crise institucional e política surgida com as acusações contra o seu vice, Leonel Pavan (PSDB), Luiz Henrique vê ameaçado o seu sonho de chegar ao Senado. Mas, ontem, a crise ficou de fora do restaurante onde a festa de aniversário aconteceu. LHS foi calorosamente recepcionado e aplaudido. E já não falou como governador de Santa Catarina. Seu discurso foi nitidamente nacional. O palco onde uma banda animava a noite minutos antes, se transformou em um palanque de campanha. Não faltou nem o apoio de outra referência política. Requião não se conteve: "E com pessoas como meu amigo LHS no Senado o Brasil vai caminhar para as verdadeiras e necessárias mudanças", bradou o governante do Estado vizinho para delírio da massa peemedebista.
E Luiz Henrique discursou pedindo um presente para o próximo aniversário. "Quero uma reforma política que revogue a presença do financiamento privado, que alimenta o Caixa 2 nas eleições". Pediu ainda que a mesma reforma "revogue a reeleição e a loucura de uma eleição a cada dois anos". Aparentemente, ninguém lembrou que o próprio LHS é governador reeleito.
Defendeu ainda mais ao citar a necessidade de programas gratuitos de televisão e rádio realmente gratuitos, "acabando com o pré-programa, fazendo com que os candidatos apareçam com a sua cra, sem maquiagem" para os eleitores. Curiosamente, LHS lançou ao público um argumento que, de certa forma, contradiz o seu apoio ao prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB). "Quero uma reforma política que reforce a fidelidade partidária. Em caso de mudança de siglas, o político fique duas eleições sem se candidatar", disse o candidatíssimo Luiz Henrique. Berger trocou de legendas sistematicamente, conquistando duas eleições consecutivas em São José e outras duas seguidas na vizinha Florianópolis.
Quem esperava um balanço sobre as duas gestões de LHS, ficou a ver navios. O tom do discurso foi claramente voltado às eleições de outubro. Para muitos, salvo revés gravíssimo, ele já seria o dono de uma das duas vagas do Senado reservadas para Santa Catarina. Resta aguardar.
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
As moças da Esquerda e o Carnaval
Na volta do chopp lá no Botequim, encontrei duas políticas da Esquerda catarinense. Primeiro, a ex-vereadora Angela Albino (PCdoB), que ia com o namorado rumo a um dos blocos carnavalescos que iriam esquentar a noite no Centro de Florianópolis. Logo depois, no Largo da Alfândega, vi a senadora Ideli Salvati (PT), com o marido, também indo ao "esquenta" dos festejos de Momo.
Ambas são da oposição, ambas estão amando e são apaixonadas pelo samba e o Carnaval. Ideli é figurinha carimbada no desfile das escolas de Samba da Capital. Angela, dizem, aprendeu a sambar com a assessora Marja Nunes, outro destaque carnavalesco de Florianópolis.
Uma vez repórter, sempre repórter: tentei especular com a ex-vereadora e candidatíssima à uma vaga na Assembléia Legislativa se os boatos sobre uma - nova - aproximação com o PT para a disputa do governo do Estado são verdadeiros. Ela, como sempre, usou seu tradicional jogo de cintura para despistar jornalistas e se esquivou. São as velhas táticas do "ainda é cedo", "tudo pode acontecer", "deixa estar para ver como é que fica", que todo político usa para não revelar os bastidores.
Particularmente, mesmo conheçendo muito pouco da política, arrisco e aposto que a falta de união entre PT e PCdoB na eleição de 2008 em Florianóplis dificilmente será revertida tão cedo.
Ambas são da oposição, ambas estão amando e são apaixonadas pelo samba e o Carnaval. Ideli é figurinha carimbada no desfile das escolas de Samba da Capital. Angela, dizem, aprendeu a sambar com a assessora Marja Nunes, outro destaque carnavalesco de Florianópolis.
Uma vez repórter, sempre repórter: tentei especular com a ex-vereadora e candidatíssima à uma vaga na Assembléia Legislativa se os boatos sobre uma - nova - aproximação com o PT para a disputa do governo do Estado são verdadeiros. Ela, como sempre, usou seu tradicional jogo de cintura para despistar jornalistas e se esquivou. São as velhas táticas do "ainda é cedo", "tudo pode acontecer", "deixa estar para ver como é que fica", que todo político usa para não revelar os bastidores.
Particularmente, mesmo conheçendo muito pouco da política, arrisco e aposto que a falta de união entre PT e PCdoB na eleição de 2008 em Florianóplis dificilmente será revertida tão cedo.
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terça-feira, 31 de março de 2009
Equipe, brother!
De uns tempos para cá, em todo e qualquer discurso, o governador Luiz Henrique da Silveira faz questão de destacar seu vice, Leonel Pavan. "Com quem governo a quatro mãos" virou frase emblemática.
Seria uma maneira de tranquilizar o PSDB, reafirmando o compromisso de renunciar em 2010 para que o vice tucano assuma o governo estadual? Ou o contrário?
Aproveitando a deixa dos discursos de LHS, não se pode negar que ele é um alívio para as platéias e para a imprensa. O homem, na maior parte das oportunidades, vai ao microfone e dá o recado em duas ou três frases. Ao contrário da imensa maioria dos políticos, ele não perde tempo com o tradicional, irritante e desnecessário "quero cumprimentar o fulano, quero cumprimentar o cicrano, quero cumprimentar ainda o beltrano, em nome de quem aproveito para lembrar de jostrano".
Quem, afinal de contas, disse para os políticos que eles devem fazer a população perder tempo ouvindo tantos cumprimentos? O ideal é cumprimentar o cidadão mais gabaritado na cerimônia "em nome de quem cumprimento as demais autoridades presentes" e pronto, segue o discurso. De preferência com, no máximo, três minutos de duração.
Seria uma maneira de tranquilizar o PSDB, reafirmando o compromisso de renunciar em 2010 para que o vice tucano assuma o governo estadual? Ou o contrário?
Aproveitando a deixa dos discursos de LHS, não se pode negar que ele é um alívio para as platéias e para a imprensa. O homem, na maior parte das oportunidades, vai ao microfone e dá o recado em duas ou três frases. Ao contrário da imensa maioria dos políticos, ele não perde tempo com o tradicional, irritante e desnecessário "quero cumprimentar o fulano, quero cumprimentar o cicrano, quero cumprimentar ainda o beltrano, em nome de quem aproveito para lembrar de jostrano".
Quem, afinal de contas, disse para os políticos que eles devem fazer a população perder tempo ouvindo tantos cumprimentos? O ideal é cumprimentar o cidadão mais gabaritado na cerimônia "em nome de quem cumprimento as demais autoridades presentes" e pronto, segue o discurso. De preferência com, no máximo, três minutos de duração.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Câncer devastador
Moacir Pereira bateu sem dó ou meias-palavras na situação do turismo em Florianópolis (e em Santa Catarina). Na sua coluna publicada hoje no Diário Catarinense, o colega destaca a ausência do poder público, o baixo nível de boa parte dos turistas que nos visitam e a falta de cidadania por parte de nós, moradores.
E o que mais dói é que trata-se de um processo longo, que ocorre há anos e só agora algumas poucas pessoas se dão conta. Ser uma "capital turística" é uma praga para Florianópolis. Há empresários locais que agem na má fé. Há moradores que odeiam os turistas e os exploram. Mas há turistas predatórios. Um reflexo da queda na educação da nação brasileira. Aqueles fulanos que vão para outras cidades, se acham donos do local, usam e abuso e apostam na impunidade, este monstro feroz, que cresce como um câncer devastador e incontrolável.
Isso só vai mudar a partir das próximas eleições, quando a população passar a escolher representantes decentes. Utopia de botequim, eu sei. Pois, será que o povo quer mudanças mesmo? Afinal, isso significa que cada um tem que mudar, para dar exemplo.
E o que mais dói é que trata-se de um processo longo, que ocorre há anos e só agora algumas poucas pessoas se dão conta. Ser uma "capital turística" é uma praga para Florianópolis. Há empresários locais que agem na má fé. Há moradores que odeiam os turistas e os exploram. Mas há turistas predatórios. Um reflexo da queda na educação da nação brasileira. Aqueles fulanos que vão para outras cidades, se acham donos do local, usam e abuso e apostam na impunidade, este monstro feroz, que cresce como um câncer devastador e incontrolável.
Isso só vai mudar a partir das próximas eleições, quando a população passar a escolher representantes decentes. Utopia de botequim, eu sei. Pois, será que o povo quer mudanças mesmo? Afinal, isso significa que cada um tem que mudar, para dar exemplo.
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Angela vai ou Angela fica
Angela Albino estranha a nota publicada na edição de ontem do Diário Catarinense. Segundo o texto, a ex-vereadora do PCdoB, que disputou a eleição para a prefeitura de Florianópolis em 2008, estaria perto de assumir um cargo público em Brasília (DF).
"Tomei um susto quando li a nota. Da onde se tira essas coisas? Ao menos comigo ninguém falou sobre o assunto", me garantiu Angela. Fato é que o ministro dos Esportes, Orlando Silva, é correligionário da ex-parlamentar. Mais fato ainda é o excelente desempenho dela durante a corrida pelo Paço Municipal. O próprio prefeito Dário Berger (PMDB) me disse durante a apuração do primeiro turno que, se não fosse o crescimento de Angela no pleito, ele poderia ter liquidado a fatura sem a necessidade do segundo turno. Talvez tudo isso possa não parecer muito, mas justificaria um eventual convite para alguma função na capital federal.
Como ela nega o episódio, fica o dito pelo não dito. Creio que, mantendo sua postura, Angela deva atuar nos bastidores, continuando na oposição.
"Tomei um susto quando li a nota. Da onde se tira essas coisas? Ao menos comigo ninguém falou sobre o assunto", me garantiu Angela. Fato é que o ministro dos Esportes, Orlando Silva, é correligionário da ex-parlamentar. Mais fato ainda é o excelente desempenho dela durante a corrida pelo Paço Municipal. O próprio prefeito Dário Berger (PMDB) me disse durante a apuração do primeiro turno que, se não fosse o crescimento de Angela no pleito, ele poderia ter liquidado a fatura sem a necessidade do segundo turno. Talvez tudo isso possa não parecer muito, mas justificaria um eventual convite para alguma função na capital federal.
Como ela nega o episódio, fica o dito pelo não dito. Creio que, mantendo sua postura, Angela deva atuar nos bastidores, continuando na oposição.
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terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Palestino vermelho
Nildomar "Nildão" Freire, que disputou a eleição para prefeito de Florianópolis em outubro passado, era um dos mais entusiasmados no ato de apoio à causa palestina. A ação, primeira do ano realizada pelo PT da Capital, aconteceu hoje à tarde na Esquina Democrática do Calçadão da Felipe Schmidt.
Foto: Alessandro Bonassoli

Apoio: Nildão (com o chapéu) se mantém na cena
"Mas não é um ato partidário", me garantiu Nildão. Segundo ele, foram convidados representantes das mais variadas correntes políticas de Florianópolis e representantes de outros setores da sociedade civil. Passei pelo local quando voltava de uma pendência burocrática para obter meu plano de saúde. Cheguei no final do evento e, da turma da Política, só avistei ali o deputado estadual Sargento Soares (PDT). Mas, de acordo com Nildão, integrantes de outras siglas, como o PSOL, por exemplo, também prestigiaram a iniciativa. A idéia não era debater os meandros da política local ou brasileira, mas um fato "que é de todo o mundo".
Uma senhora que vestia os trajes típicos da Palestina, fez questão de cumprimentar o ex-vereador, a quem chamou de "palestino de coração". Se este novo capítulo da crise no Oriente Médio tivesse ocorrido há alguns meses, Nildão provavelmente teria somado os votos das famílias de origem palestina que vivem em Florianópolis.
Foto: Alessandro Bonassoli

Apoio: Nildão (com o chapéu) se mantém na cena
"Mas não é um ato partidário", me garantiu Nildão. Segundo ele, foram convidados representantes das mais variadas correntes políticas de Florianópolis e representantes de outros setores da sociedade civil. Passei pelo local quando voltava de uma pendência burocrática para obter meu plano de saúde. Cheguei no final do evento e, da turma da Política, só avistei ali o deputado estadual Sargento Soares (PDT). Mas, de acordo com Nildão, integrantes de outras siglas, como o PSOL, por exemplo, também prestigiaram a iniciativa. A idéia não era debater os meandros da política local ou brasileira, mas um fato "que é de todo o mundo".
Uma senhora que vestia os trajes típicos da Palestina, fez questão de cumprimentar o ex-vereador, a quem chamou de "palestino de coração". Se este novo capítulo da crise no Oriente Médio tivesse ocorrido há alguns meses, Nildão provavelmente teria somado os votos das famílias de origem palestina que vivem em Florianópolis.
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quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Para o bem ou para o mal
Agora não tem mais volta. Nestes últimos dias há pouco o que se fazer para tentar derrotar o adversário. Praticamente tudo o que Dário Berger (PMDB) e Esperidião Amin (PP) podiam utilizar como arma contra o rival, já o fizeram.
Somente um milagre vai mudar o destino dos dois candidatos à prefeitura de Florianópolis. Tenho certeza que o resultado está definido, para o bem ou para o mal da capital catarinense. Não votarei neste segundo turno. Viajo sexta-feira à noite para Jundiaí (SP), onde vou visitar minha doce namorada - e, espero, muito em breve futura senhora Bonassoli. Chegou a hora de tirar uma semana de férias, algo que não tenho há quatro longos anos. Ninguém é de ferro, então, não hesitei em abrir mão do meu sagrado direito do voto.
Na matéria abaixo, eu e o Marcelo Tolentino tentamos mostrar como é um dia. Ou melhor, parte de um dia dos candidatos. Haja perna e preparo físico. Quem diz que ser político é fácil ainda não experimentou fazer uma campanha. E olha que foi somente uma manhã de trabalho! Estes doidos fazem isso por quase três meses. E é preciso muita paciência para tolerar cidadão reclamando, gente histérica querendo beijar, abraçar, agarrar, tirar fotografia, vento, chuva, sol, sede, fome, barulho, buzinaços...

Na caminhada que acompanhei o ponto alto não foram estas situações que citei no parágrafo anterior. O prefeito licenciado até pode ser o personagem principal, mas o vereador reeleito Deglaber Goulart é, sem dúvida, o mais engraçado.
O homem não pára de fazer piada nem um minuto. Foi assim quando duas adolescentes gêmeas quiseram ser fotografadas ao lado do prefeito:
- Dário, as meninas querem uma foto!
O prefeito sorri, abraça as joves e lá vai retrato.
- Dário, a dona Rose vai ficar com ciúmes! - Emendou Deglaber, para riso de todos, inclusive da mulher do prefeito.
Mais adiante, ao notar o colega e candidato a vice-prefeito, João Batista Nunes de um lado para outro acenando para as pessoas e apoiando Berger no contato com o eleitorado Deglaber faz nova investida:
- João Batista, anda! Não fica parado aí! Se mexe, homem!
Só assim, com bom humor, para tolerar quase três horas de caminhada.
Somente um milagre vai mudar o destino dos dois candidatos à prefeitura de Florianópolis. Tenho certeza que o resultado está definido, para o bem ou para o mal da capital catarinense. Não votarei neste segundo turno. Viajo sexta-feira à noite para Jundiaí (SP), onde vou visitar minha doce namorada - e, espero, muito em breve futura senhora Bonassoli. Chegou a hora de tirar uma semana de férias, algo que não tenho há quatro longos anos. Ninguém é de ferro, então, não hesitei em abrir mão do meu sagrado direito do voto.
Na matéria abaixo, eu e o Marcelo Tolentino tentamos mostrar como é um dia. Ou melhor, parte de um dia dos candidatos. Haja perna e preparo físico. Quem diz que ser político é fácil ainda não experimentou fazer uma campanha. E olha que foi somente uma manhã de trabalho! Estes doidos fazem isso por quase três meses. E é preciso muita paciência para tolerar cidadão reclamando, gente histérica querendo beijar, abraçar, agarrar, tirar fotografia, vento, chuva, sol, sede, fome, barulho, buzinaços...

Na caminhada que acompanhei o ponto alto não foram estas situações que citei no parágrafo anterior. O prefeito licenciado até pode ser o personagem principal, mas o vereador reeleito Deglaber Goulart é, sem dúvida, o mais engraçado.
O homem não pára de fazer piada nem um minuto. Foi assim quando duas adolescentes gêmeas quiseram ser fotografadas ao lado do prefeito:
- Dário, as meninas querem uma foto!
O prefeito sorri, abraça as joves e lá vai retrato.
- Dário, a dona Rose vai ficar com ciúmes! - Emendou Deglaber, para riso de todos, inclusive da mulher do prefeito.
Mais adiante, ao notar o colega e candidato a vice-prefeito, João Batista Nunes de um lado para outro acenando para as pessoas e apoiando Berger no contato com o eleitorado Deglaber faz nova investida:
- João Batista, anda! Não fica parado aí! Se mexe, homem!
Só assim, com bom humor, para tolerar quase três horas de caminhada.
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quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Imagem histórica
A assessoria de imprensa da coligação Amo Florianópolis (PP/PTB) divulgou nesta tarde uma foto histórica. A imagem, de 1992, mostra o atual prefeito da Capital, Dário Berger, ao lado de seu rival na disputa pela vaga no comando da cidade, Esperidião Amin.
"Dário Berger foi eleitor de Esperidião Amin até a eleição de 2002, quando o atual candidato da Amo Florianópolis à Prefeitura de Florianópolis perdeu a eleição para o Governo do Estado", diz uma singela mensagem enviada por e-mail para este jornalista e mais alguns colegas da imprensa florianopolitana.
É uma prova de que Amin não mentiu no último debate da RIC Record, domingo passado, quando mencionou o fato. Berger, negou. Não vai minimizar os estragos que a carta divulgada por Jorge Konder Bornhausen desmentindo uma série de afirmações que Amin fez sobre a autoria de obras como o Terminal Rodoviário Rita Maria e a avenida Beira-Mar Norte, por exemplo. Mas serve como mais lenha para os últimos momentos da fogueira em que se transformou o pleito aqui na vila de Nossa Senhora do Desterro.
Foto: Divulgação

Passado: Diga-me com quem andas que te direi quem és
"Dário Berger foi eleitor de Esperidião Amin até a eleição de 2002, quando o atual candidato da Amo Florianópolis à Prefeitura de Florianópolis perdeu a eleição para o Governo do Estado", diz uma singela mensagem enviada por e-mail para este jornalista e mais alguns colegas da imprensa florianopolitana.
É uma prova de que Amin não mentiu no último debate da RIC Record, domingo passado, quando mencionou o fato. Berger, negou. Não vai minimizar os estragos que a carta divulgada por Jorge Konder Bornhausen desmentindo uma série de afirmações que Amin fez sobre a autoria de obras como o Terminal Rodoviário Rita Maria e a avenida Beira-Mar Norte, por exemplo. Mas serve como mais lenha para os últimos momentos da fogueira em que se transformou o pleito aqui na vila de Nossa Senhora do Desterro.
Foto: Divulgação

Passado: Diga-me com quem andas que te direi quem és
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Sem mulheres
Um título alarmante o deste post. Imaginem um mundo sem mulheres. É impossível. Ou melhor, nem existiria um mundo por causa das óbvias implicações biológicas. Só com espermatozóides a humanidade não teria existido. Bem, com eles a pobre humanidade já quase foi extinta umas trocentas vezes.
Todo este nariz de cera para resgatar uma matéria recém publicada no jornal Notícias do Dia. Os ilustres vereadores da Capital não terão mais a oportunidade de atuar ao lado de uma colega. Pelo menos, nos próximos quatro anos, Florianópolis voltou a ficar sem uma vereadorA. Bem mais do que o desespero da ala masculina heterosexual e maior do que as piadinhas machistas, a situação é grave. Como muito bem observou uma das entrevistadas para a matéria abaixo, vai faltar sensibilidade nas decisões do legislativo municipal.
Mas se as mulheres são a maioria na nossa sociedade como é que não dominam o mundo? Como não se elegem? Em eras de tantas conquistas, de quebras de tabus, como elas não estão no controle? Será que vale a velha máxima "mulher não vota em mulher"? Algumas militantes do cenário político catarinense concordam. Outras discordam totalmente. Fica a discussão em aberto.
Todo este nariz de cera para resgatar uma matéria recém publicada no jornal Notícias do Dia. Os ilustres vereadores da Capital não terão mais a oportunidade de atuar ao lado de uma colega. Pelo menos, nos próximos quatro anos, Florianópolis voltou a ficar sem uma vereadorA. Bem mais do que o desespero da ala masculina heterosexual e maior do que as piadinhas machistas, a situação é grave. Como muito bem observou uma das entrevistadas para a matéria abaixo, vai faltar sensibilidade nas decisões do legislativo municipal.
Mas se as mulheres são a maioria na nossa sociedade como é que não dominam o mundo? Como não se elegem? Em eras de tantas conquistas, de quebras de tabus, como elas não estão no controle? Será que vale a velha máxima "mulher não vota em mulher"? Algumas militantes do cenário político catarinense concordam. Outras discordam totalmente. Fica a discussão em aberto.
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