quarta-feira, 8 de abril de 2009

Começa o novo Centenário

Terça-feira, 7 de abril de 2009. Inauguração da reforma e ampliação da Escola Estadual Básica Pio XII, município de Entre Rios, Oeste de Santa Catarina. As imagens comprovam que o segundo centenário está só começando.

Fotos: Alessandro Bonassoli



quinta-feira, 2 de abril de 2009

O tempo passa, o tempo voa...

No último dia 18 de março recebi um e-mail de sentido duplo. O primeiro foi de alegria, era uma mensagem que tentava reunir, colocar em contato, reaproximar, uma turma de amigos/colegas de faculdade. O segundo sentido me deixou pasmo. Isabela Scwengber - a popular Isabelão - escreveu lembrando à todos que vamos completar DEZ ANOS da nossa formatura no Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

É nestas horas que a gente percebe que está envelhecendo. Como eu iniciei a carreira alguns anos antes, em 1995, lá se vão 14 anos de profissão! Já é possível um balanço disso tudo. Nada que eu vá fazer neste momento, afinal é tanta coisa que começa a voltar à memória: amizades, alegrias, decepções, péssimos patrões, péssimos salários, viagens, mudanças, ótimas matérias, pautas terríveis, glórias e erros (sim! jornalista também erra, e muito!). Coincidência ou não, o Curso completou 30 anos nos últimos dias. Nem consegui ir até lá rever alguns velhos mestres. Apenas li o discurso intenso e emocionante que o inigualável Paulo Britto fez na cerimônia de comemoração pela data. Reproduzo o texto do Britão - ok, já sei que o Porta Torta saiu na frente - para se ter uma noção do que é a mística que envolve a velha Baiúca, como, carinhosamente, nós ex-alunos apelidamos o Curso de Jornalismo da UFSC.


Triunfar ou Fracassar

“I Had Good Times” – Rocky Balboa
“I Have a Dream” – Martin Luther King, Jr.
“As Time Goes By” – Jimmy Durante


Quero agradecer o convite que me honra e permite reviver momentos da minha vida e os 30 anos do Curso de Jornalismo da UFSC.

“Há um vento atrás de cada um de nós. Que nos acompanha pela vida.
Nunca o vemos.
Não podemos manipulá-lo.
Esse vento me trouxe a este lugar, e estou contente de que o poder, que me conduziu até aqui, o fez com sabedoria. E esse poder é a minha fé (1)”. Vou contar-lhes uma história.
Prestem atenção.
Vim aqui com uma condição: de não falar do Roberto Alves, do Miguel Livramento e nem responder se torço por Avaí ou Figueirense, porque quando fui a um estádio de futebol - pela primeira vez -, aos 16 anos, havia muitos clubes de futebol na cidade. Você poderia escolher, mas alguns amigos preferiam torcer pelos clubes cariocas, ouvindo as rádios do Rio de Janeiro, assistindo ao Canal 100 no cinema e esperavam a chegada dos jornais do Rio, no outro dia na Banca do Beck, para discutirem detalhes, como se os jogos tivessem sido jogados aqui:
1. O Globo era o mais vendido
2. Os políticos preferiam o Jornal do Brasil
3. Os mais jovens e rebeldes, a Última Hora –
Atraídos pelos textos de Jacinto de Tornes, João Saldanha e Nelson Rodrigues que escreviam, também, sobre futebol.
Estou falando dos anos 50 e 60.
Não havia televisão na cidade e os jornais locais: A Gazeta e O Estado – eram impressos folha a folha em gráficas e não havia mercado para os jornalistas.
Eu nem sabia o que era isso.

A lição

No livro, a “Construção da Personagem” de Constantin Stanislavski, li o que o professor Luiz Scotto, desse Curso de Jornalismo, costuma dizer:
“Se não houver história não haverá nada”.
Em janeiro de 1969 virei jornalista. Tenho um telegrama, datado de 14 de janeiro, enviado pela Betty Kalil, uma amiga, que escreveu assim: “Parabéns Jornalista. Inscrições até o dia 19”.
Em dezembro de 68, eu havia feito vestibular para a Faculdade dos Meios de Comunicação Social – FAMECOS – da PUC de Porto Alegre e passei. Conferi o resultado no jornal Correio do Povo e sai procurando por amigos para contar.
No Ponto Chique, ainda não havia calçadão da Felipe, em Florianópolis e asfalto para Porto Alegre, estações de televisão, jornais modernos e um monte de coisas que existem agora...
Encontrei o Nilson Cardoso, fotógrafo e cinegrafista do Palácio do Governo, que me deu um conselho.
- Não faz isto! Olha tu o amanhã! Apontando para si mesmo e prosseguiu: “Vai estudar medicina, engenharia ou vai morar em Lages”.
Em 1967, eu fizera vestibular para medicina e não gostei do que vi no anatômico. Acabara de chegar de Minas, onde fiz um Curso Técnico de Eletricidade na CEMIG para trabalhar na CELESC e sobre ir para Lages? Bem o primo irmão do meu pai, Darci Pereira, havia me dito a mesma coisa - cinco anos, em Joinville, quando andava pelas cidades de Santa Catarina, vendendo cobertor.
Eu não acreditei no Darci e nem no Nilson Cardoso, que casar com uma filha de um fazendeiro rico, de Lages, seria um bom emprego ou um sonho para se viver.

Querer ser o que sou

O filme “Rocky: O Lutador”, lançado em 1977, ganhou três Oscar como melhor filme, melhor diretor e melhor edição. Hoje, eu queria lembrar do último, intitulado: “Rocky Balboa” produzido em 2006, quando a personagem Rocky, aos 50 anos decide voltar a lutar e conversa com o filho:

- O que há de louco em querer ser o que sou? O mundo não é um mar de rosas...
...E não importa o quão duro seja você - apanhará e ficará de joelho, e ficará ali se permitir.

Nem você, nem ninguém bate tão forte quanto a vida. Não importa você teria que seguir adiante. E não colocar a culpa nesse ou naquele.
Os covardes fazem isso!
E você não pode ser covarde!
Você é melhor do que isso!
Mas enquanto não começar a acreditar e ter fé em si mesmo não poderá ter uma vida”.

Eu acreditei...

Mário Medáglia reproduziu no seu Blog – Batendo Forte, um texto do Nei Duclós. Eles são dois velhos companheiros dos primeiros anos do “Jornal de Santa Catarina”, fundado em 1º de setembro de 1971 e que se transformou, sob a batuta de Nestor Fredizi, na melhor oficina do jornalismo, como ofício, em nosso estado.

- Era apenas um jornal regional, para nós era um embate sério e difícil. Morávamos todos no mesmo casarão, que chamávamos de mansão, situado ao lado da sede do jornal – uma antiga fábrica de chapéus. O jornalismo era um ofício para valer e ficávamos o dia todo na redação. Produzíamos a melhor edição de um diário, com meia dúzia de resistentes.

“Bons tempos”!

Para ele, ficaram as histórias, a saudade e o sentimento de ter pertencido a uma geração. Diz Nei: “Éramos uma porção do jornalismo vocacionado e sério”...
Foi com esse espírito e nesta época que voltei à cidade junho de 1972. Em dezembro, formei-me numa noite e dois dias depois, casei. Fui trabalhar na Sucursal do Jornal de Santa Catarina, aqui em Florianópolis. Esse sentimento descrito por Duclós eu encontrei, sete anos depois, no Curso de Jornalismo da Federal, em 1979, quando entrei neste projeto que está completando 30 anos.
Por duas vezes o curso não saiu, porque não havia mercado.
Não preciso contar a história do Curso, o Moacir e o César o fizeram. Quando ele começou, já havia televisão na cidade, os jornais eram impressos em rotativas e publicavam fotos dos jogadores de Avaí e Figueirense... Havia um mercado para jornalistas.
Dez anos mais tarde, em 1989, depois de andar por São Paulo e Barcelona, virei coordenador de um Curso de Jornalismo, que produziu um áudio-visual com fotografias feitas pelos alunos, que se transformou numa bela página da história desta turma intitulada: "Diretas Já". O trabalho foi produzido e editado pelo professor Daniel Herz.

Produção

O Curso também produziu um filme; o jornal Zero conquistou prêmios na PUC; professores e alunos participaram, com destaque, de Congressos de Comunicação e realizamos um deles, aqui, que produziu histórias fantásticas sobre uma Brasília Amarela.
Foi no Curso que me emocionei com a história do Metropol, que virou um livro, porque ninguém acreditava no Zedassilva. Assim, ele teve que produzir um TCC para provar ao Yan Boechat que o Metropol existiu;///
O Maeda – um brasileiro quer era japonês no Brasil e brasileiro no Japão - fez outro livro de fotografia sobre os portos em Santa Catarina, outra emoção. Meu pai foi embarcadiço, trabalhava em um navio e navio atraca em porto.
No Curso editaram-se imagens em on line, num computador, antes que as redes de TV o fizessem. Uma maravilha! O Curso virou referência, o número um no Brasil graças aos seus professores e alunos, que também ajudou a mudar a história do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina e, hoje, um dos ex-alunos é presidente da FENAJ.

Fui longe demais

Em 1998, retirei-me da UFSC, aos 55 anos e voltei aos microfones, porque o primeiro salário que cobrei, como jornalista, foi o de comentarista esportivo na Rádio Farroupilha, em Porto Alegre, ainda como estudante.
Desde o telegrama da Betty Kalil até hoje passaram-se 40 anos. Casei, descasei, tive dois filhos, um deles morreu no ano passado. Deixei de ser revolucionário. Deixei de gostar do Brizola. Tive namoradas e amantes.
Meu sonho foi longe demais...
Nesses anos que passei no Curso, guardo boas lembranças e quero lembrar três delas:
1ª - a homenagem que a turma Direta Já, a mais politizada, me fez,///
2ª - de participar da banca do TCC do Zedassilva sobre o Metropol e///
3ª - de quando vi o Pedro Valente, filho do César, sentado nas cadeiras do Curso. Chorei, porque meus filhos não podiam subir escadas...
Pediram-me para falar da falta de mercado, de tecnologia e de evolução nestes 30 anos. Preferi a história das emoções que vivi, porque quem faz o mercado são vocês...
Vão à luta.
Quando eu fui para a FAMECOS, o ônibus passava pela Ponte Hercílio Luz, não havia calçadão da Felipe, estações de televisão, jornais modernos, computador, fax, telefone móvel e um monte de outras coisas que existem agora...
Eu nasci sem sapato, não havia asfalto até Porto Alegre, lá eles riam do meu sotaque e me chamavam de “Catarina – comedor de bananas” - trabalhei na Caldas Junior, Estado de São Paulo, Jornal da Tarde, O Globo e agora estou há 11 anos na RBS.///
O que eu poderia querer mais?
Eu aproveitei as oportunidades que apareceram. E o Nilson – fotógrafo do Palácio - queria que eu fosse casar em Lages.///
Obrigado aos que fizeram parte desta história. Mandei bem, heimmmm?

1 - John Patrick Shanley em Doubt (Dúvida) – 2008, USA, Miramar Films Corp.
2 – Constantin Stanilavski – Construção da Personagem – 10ª Ed. – Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.
3 – Sylvester Stallone em Rocky Balboa – 2006, com Sylvester Stallone, Burt Young. Direção Stallone.

terça-feira, 31 de março de 2009

Equipe, brother!

De uns tempos para cá, em todo e qualquer discurso, o governador Luiz Henrique da Silveira faz questão de destacar seu vice, Leonel Pavan. "Com quem governo a quatro mãos" virou frase emblemática.

Seria uma maneira de tranquilizar o PSDB, reafirmando o compromisso de renunciar em 2010 para que o vice tucano assuma o governo estadual? Ou o contrário?

Aproveitando a deixa dos discursos de LHS, não se pode negar que ele é um alívio para as platéias e para a imprensa. O homem, na maior parte das oportunidades, vai ao microfone e dá o recado em duas ou três frases. Ao contrário da imensa maioria dos políticos, ele não perde tempo com o tradicional, irritante e desnecessário "quero cumprimentar o fulano, quero cumprimentar o cicrano, quero cumprimentar ainda o beltrano, em nome de quem aproveito para lembrar de jostrano".

Quem, afinal de contas, disse para os políticos que eles devem fazer a população perder tempo ouvindo tantos cumprimentos? O ideal é cumprimentar o cidadão mais gabaritado na cerimônia "em nome de quem cumprimento as demais autoridades presentes" e pronto, segue o discurso. De preferência com, no máximo, três minutos de duração.

terça-feira, 24 de março de 2009

Quebratudo, Leão!

Com seis dias de atraso, mas agora vai!

Eis a prova do crime: infiltrado nas sociais do Joinville, vi a brilhante vitória do Avaí sobre o time da casa, na 7ª rodada do returno do Catarinão 2009. Na foto, ao fundo, estavam os cerca de 150 torcedores que foram de Florianópolis até o Norte do Estado para acompanhar o único clube de Santa Catarina na Série A do Campeonato Brasileiro.

Todo mundo que acompanha já sabe, mas foi um jogo difícil. Arbitragem equivocada, cometeu erros que prejudicaram os dois times. O Joinville era líder e único candidato - naquele momento - ao título com merecimento. Mas não conseguiu repetir o bom desempenho que mantinha até então. O resultado de 1 a 0 foi pouco. Para ambos os lados. O JEC teve boas chances, o Leão da Ilha muitas. Mas faltou craque, goleador, homem-gol. Este Avaí atual nem de longe lembra o que garantiu o acesso à elite do futebol nacional. E, se nada for feito, não tenham dúvidas, vai ser bate-e-volta.

Foto: Jefferson Fonseca

Infiltrado: Avaí até na torcida adversária

O engraçado do jogo em Joinville foi ter que atuar como torcedor do JEC. A cada ataque do Avaí, o jeito era gritar e reclamar, como se tricolor eu fosse. Para minha sorte, estava com outro avaiano, o Roberto. Ajudou no disfarce. E olha que ainda tínhamos um alvinegro ao nosso lado, o secador Jefferson Fonseca. Mas nem isso atrapalhou.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Tira foto, fotógrafo!

O boa praça Marcelo Bittencourt, de quem fui colega no jornal Notícias do Dia, em Florianópolis, estava atento à cerimônia de homenagem ao ex-deputado Paulo Stuart Wright, desaparecido político dos Anos de Chumbo da História do Brasil.

Foto: Alessandro Bonassoli

No lance: Entrou no foco, lá vai o flash

Ao perceber que estava sendo registrado, Marcelo não teve dúvidas: lascou uma foto no sentido inverso.

Ah... e, ao contrário do que se possa imaginar, o deputado federal Gervásio Silva não estava dormindo durante a cerimônia realizada no Plenarinho da Assembléia Legislativa de Santa Catarina.

terça-feira, 17 de março de 2009

Paradoxos da tecnologia

O que seria de nós sem a tecnologia? Alguém consegue imaginar uma vida sem celular? fax? e-mail? tela de plasma? internet? tv a cabo? máquina fotográfica digital? cabo USB? e todas as demais tranqueiras sensacionais criadas nos últimos anos?

Mas tudo tem o outro lado da moeda. Experimente procurar no comércio de Florianópolis uma bolsa para guardar máquina fotográfica profissional. Praticamente impossível encontrar. Nem mesmo nas tradicionais lojas do ramo, tipo a anteriormente poderosa Realcolor, você acha o produto. Algumas vendedoras sequer sabem o que é a bolsa ou a tal máquina profissional. A turma só conhece as maravilhas da fotografia digital.

segunda-feira, 9 de março de 2009

O Trapalhão, a sereia, as bicicleteiras, os políticos e a abelhinha

Retratos do aniversário da cidade de Joinville, que completou 158 anos hoje. Além dos tradicionais desfiles de escolas, unidades militares e entidades em geral, um dos destaques foi o Trapalhão Dedé, que chamou a atenção do público em um dos carros do Beto Carrero World. Na sequência, uma sereia da mesma trupe, as simpáticas vovós e suas rosadas bicicletas, políticos de ideologias diametralmente opostas e a abelhinha de uma das várias princesas das muitas festas típicas alemãs.

Fotos: Alessanddro Bonassoli

Eterno: Já catarinense, Dedé ainda mostra o carisma que o consagrou



Do mar: Parecia Carnaval, mas era desfile cívico



Vitalidade: Alegria e disposição sem fim



Unidos: PT, PMDB e PSDB no palanque e nem é época de eleição



Discrição: A tatoo sem zumbido

Au-au infrator?

Esta o Zanfra pode elucidar: não é proibido conduzir animais com a cabeça para fora do veículo?

O flagrante abaixo foi feito hoje pela manhã, em Joinville. Caso o fato for uma infração os pontos vão para a carteira do motorista ou do cachorro?

Foto: Alessandro Bonassoli

Au-au: Cão faz a ronda nas ruas de Joinville

sexta-feira, 6 de março de 2009

Floripa sem Beats

Há alguns dias eu lembrei de vários shows prometidos para a capital de todos os catarinenses e que nunca aconteceram. Bom, agora, pelo visto, segundo fonte segura deste blog, haverá um novo capítulo nesta saga. Se bem que, sejamos justos, não será por calote de produtores pilantras.

Tá ligado no The Beats? Aquela banda cover dos Beatles que, supostamente, seria "a melhor do mundo"? Os caras até tocaram em Florianópolis - no palco do Centro Integrado de Cultura (CIC) - em 2008. Pois é, o produtor Paulo Plentz (que tem exclusividade para agendar shows deles no País) está na correria para tentar trazer a banda novamente para a cidade, cuja apresentação anterior reuniu cerca de mil pessoas.

A primeira tentativa foi o CIC, mas como o local está em reformas, sem chance. O homem tentou o Teatro Pedro Ivo, anexo ao Centro Administrativo. Não deu. O lugar é pequeno para toda a infra-estrutura que o grupo necessita (com telões, cenário, etc e tal). Plentz ainda tenta encontrar uma área adequada mas a tendência é que, pela primeira vez, Florianópolis fique de fora da série de shows. Passarela Nego Quirido é um tanto quanto exagerado para uma banda cover, mas que tal o LIC?

terça-feira, 3 de março de 2009

Vamos a la playa, senadora?

Senadora Ideli Salvati (PT) não propôs nada muito específico para a Educação ontem à noite, na abertura do Encontro de Secretários Municipais de Educação de Santa Catarina e do Paraná. No evento, que tem como palco um hotel de Ingleses, no litoral Norte de Florianópolis, ela que já foi professora e sindicalista, combatente ferrenha, porém respeitada, acabou aplaudida ao citar que todos deveriam ir à praia. Afinal, segundo ela, não se pode ficar sem conhecer a maravilha que é aquela região da capital catarinense.

Tem razão. Vale o passeio. Mas faltou mais discurso político, mais propostas para a sempre combalida educação brasileira. As várias dificuldades sociais da Favela do Siri, conhecida no modo politicamente correto como Comunidade do Arvoredo, sequer foram lembradas. Lá, por sinal, um PAC vinha bem a calhar. Mas os turistas-secretários, claro, nem devem sonhar que há problemas sociais na capital da utopia.

Na mesa estavam ainda os também petistas Cláudio Vignatti, deputado federal e, dizem, pré-candidato ao Senado, e o deputado estadual Pedro Uczai. Presidente da Comissão de Educação na Assembléia Legislativa, Uczai acabou, por ironia, sentado ao lado do Secretário de Estado do setor, Paulo Bauer, durante o discurso deste. Uczai vem ocupando espaço na mídia, cobrando a presença do secretário no Parlamento, para explicar como fica a situação do piso salarial do magistério em Santa Catarina. Segundo ele, o tucano teria sido convocado. Na verdade, o documento oficial enviado pela Assembléia é um convite, com "data e horário a confirmar". Mas isso é um detalhe.

Se a imprensa local estivesse cobrindo o encontro em Ingleses, talvez surgisse alguma expectativa sobre algum tipo de discussão (positiva ou negativa) entre os dois deputados (Bauer é federal). Mas, em eventos no início da noite não se pode esperar que exista repórter nas ruas de Florianópolis. Afinal, horário de fechamento é por volta das 19 horas. Excluindo, claro, casos muito especiais. Não rolou debate nem discussão. Não se misturaram os temas e ambos trocaram meramente um cordial cumprimento. E viva a democracia!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Róquenrrou!

Acabo de ler no Orelhada, blog do colega Rubens Herbst, com quem tive a honra de trampar no jornal A Notícia, que a turma de Curitiba e do Norte catarinense vai ter a chance de ver Lemmy Kilminster e companhia no dia 12 de abril. O link para a nota está aqui. Bom, com o aparente sucesso da vinda do também lendário Deep Purple para Florianópolis, no próximo dia 5, até que não seria uma má idéia trazerem tio Lemmy para tomar umas geladas por estas bandas e para mostrar para a filial da ilha de "Lost" o quê é rock and roll de verdade.

Sobre o Purple, que vai tocar no Floripa Music Hall, apurei com o assessor de imprensa da casa, o também ex-colega de redação Urbano Salles, ainda dos tempos de O Estado, que a produção está que é só alegria. O primeiro lote de ingresos - R$ 120 cada um - esgotou na primeira manhã de vendagem. Um segundo estava à disposição por R$ 180. Isso, na última terça-feira. Dos camarotes da casa, só sobravam dois.

Urbano não quis confirmar, mas deixou escapar que a empresa já pensa em outros vôos internacionais. Simply Red e A-Ha estariam sendo cogitados para agradar às ex-teenagers florianopolitanas. Ok, tem público. Mas e o Motörhead? não vale o investimento?

Ah, falando em show em Floripa... vale lembrar que a expectativa do público metal é grande pela vinda do Purple. Espera-se que isso acabe com a maldição dos calotes que a raça levou nos últimos anos. Lembram do mitológico show do Accept? e o do Blind Guardian? e aquele do Saxon? Pois é, nem eu. Nenhum aconteceu. Tem gente querendo receber a grana do ingresso de volta até hoje.

Agora, a melhor notícia que colhi lá no Orelhada foi sobre uma eventual reunião da formação clássica do Faith No More. Isso é sonho.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Periodicidade

Juro que é pura coincidência: as últimas três atualizações deste blog foram feitas em quartas-feiras. Pode até parecer, mas a periodicidade não mudou para o modo semanal. Os de hoje, por exemplo, já deveriam estar "no ar" desde o último sábado.

A falta de internet na nova residência, entretanto, impediu não só a atualização como o controle da correspondência virtual. E durante o Carnaval sequer passei perto de alguma lan house, me atendo à atividades domésticas. Não foi possível nem explicar para a Isabela, que deixou um comentário no post sobre as maçãs, que não são as frutas que não tenho encontrado nos supermercados, mas a versão desidratada das mesmas.

Com tão pouca novidade por estas paragens, creio, devo estar perdendo a pouca audiência que sempre tive. Mas peço a compreensão dos leitores fiéis. Assim que as dividas diminuírem, vou resolver a pendência da conexão lá em casa. Ou vocês acham que casar é algo barato?

Reflexos do crescimento

É só tentar cruzar o calçadão da Felipe Schmidt, no Centro de Florianópolis, para o cidadão receber, em média, uns 8 flyers daquelas moças.. hã?.. digamos.. prestadoras de serviços. Quem entrega, não tem dó do vivente. Vai só repassando os papeizinhos. Já vi cidadão de mãos dadas com a mulher receber um lembrete dos prazeres rápidos oferecidos em tradicionais endereços comerciais da capital de todos os catarinenses.

A mensagem não varia muito e, normalmente, indica que há "loiras, morenas, negras e ruivas" ao dispor do cliente. "A partir de R$ 30". Bom, se contarmos somente os 8 flyers citados, com uma representante de cada categoria... 4 x 8 = 32. Mas como os textos sempre vêm no plural, então o número vai subir (sem trocadilho!) consideravelmente.

Resumo da ópera, Florianópolis, pelo visto, já tomou o título de uma determinada cidade da Serra catarinense. Um agradável e próspero munícipio cuja fama de ser prolífero neste nicho de mercado sempre foi lendária. Aposto que muitas das profissionais que se multiplicam no ramo são filhas das mais tradicionais famílias florianopolitanas.

Queriam que a cidade crescesse, né? Queriam mais moradores? Fama nacional? Pois então tá...

Maldade

A piada que mais se escuta nos bares e ruas de Joinville é a seguinte:

"Esta cidade é governada pela Marinete e pelo Marionete".

Alusão explícita ao prefeito Carlito Merss (PT) e sua mulher.

Claro, a frase também é dita nos corredores e repartições.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Vai uma maçã aí?

Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009, um dos muitos pomares de Fraiburgo, abertura oficial da colheita da maçã. A novidade do setor produtor da fruta, ao menos para este jornalista, são os pacotinhos de "salgadinhos" de maçã desidratada. Ainda não encontrei nos supermercados para comprar, mas recomendo.

Foto: Alessandro Bonassoli

Ritual: Trabalhadores reiniciam o dia-a-dia de um dos setores mais produtivos de SC

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Frustração, medo e saudade

A Assembléia Legislativa lotou ontem à tarde para a leitura da mensagem do governador do Estado aos parlamentares. O clima, principalmente por parte da imprensa, era de expectativa sobre os atos de protesto de servidores públicos. Ainda mais com o conflito não-declarado - ou seria declarado? - entre o governo Luiz Henrique da Silveira e a Associação dos Praças de Santa Catarina (Aprasc).

Frustração é a palavra que descreve bem o sentimento entre os colegas de imprensa. Representantes dos praças fizeram um protesto silencioso com faixas até que discretas. nem de longe se pareceu com o dia da aprovação do Iprev, no ano passado. Sem isso, restou o discurso do governador.

Destacou os pontos positivos de 2008, obviamente contestados pela oposição. Mas a introdução do texto foi assustadora. O homem não mediu palavras para afirmar que vai ser um ano complicado em função da crise financeira e da catástrofe climática do fim do ano passado. A recessão já está em Santa Catarina e vai ser forte.

Não passou despercebido o equívoco de LHS ao citar o nome do seu vice, Leonel Pavan, cujo segundo nome foi dito como "Arcangelo", ao invés de "Arcanjo". Entre os parlamentares presentes no plenário, a hora do Hino Nacional só contou com as vozes dos tucanos Giancarlo Tomelin e José Natal. O restante da turma preferiu o silêncio.

Foi meu primeiro retorno oficial à Assembléia depois que, profissionalmente, deixei de ser repórter e me tornei assessor de comunicação. Bateu saudade forte! Lá é que as notícias acontecem. Não é no Executivo, estadual ou municipal, que estão as grandes pautas. Repórter que cobre Política tem que estar no Parlamento. Este foi um dos assuntos que debati com Clodoalvo Volpato, ex-colega dos tempos de A Notícia que também trocou a redação por uma assessoria. Além dele, revi o povo que ainda resiste bravamente está "no outro lado do balcão" e Natália Viana, também ex-A Notícia e agora cobrindo férias no Notícias do Dia.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Corrente de segredos

Não gosto de correntes. Sou quase nada afeito à este tipo de "passatempo" virtual. Mas o pedido - ou melhor, a convocação - veio por parte da Cris Fontinha. Minha amiga pessoal, ex-colega de universidade e do saudoso AN Capital. Não tive como recusar.

E esta parada tá pegando, pois já fui "convocado" por mais dois na sequência. Justamente dois parceiros que eu tava pensando em convocar também.. mas.. deixa prá lá. Eis as regras do esquema:

* Colocar o link de quem te indicou para a brincadeira.
* Escrever as regras para deixar o jogo mais claro.
* Contar seis fatos aleatórios sobre você.
* Convocar seis blogueiros para fazerem o mesmo. Os convocados estão no pé do post.
* Avisar os convocados.


Segredos?

1) Já votei - na mesma eleição - em candidato da esquerda e da direita
2) Ainda não perdi a mania de roer as unhas
3) Eu gosto de (algumas) bandas pop dos anos 80
4) Tenho exatamente o mesmo pesadelo com uma tsunami em Balneário Camboriú há anos
5) Tomei cerveja "di grátis" com ticket falsificado que ganhei em um evento estudantil que eu estava na organização
6) Entrei de bicão em uma festa de 15 anos e dancei com a aniversariante


Além disso, eu sei quem matou Salomão Ayala e Odete Roitmann e i see dead people!



Agora, convoco o Josemar Sehnem, o Zanfra, o Dogman, a Ana e o Cañas.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Festa, muita festa Pomerana

Estive ontem na abertura da 26ª Festa Pomerana, em Pomerode, a cidade mais alemã do Brasil. Foi minha primeira ida ao evento que, espero, continue sempre nos moldes atuais. Não há a badalação da Oktoberfest de Blumenau, algo que garante tranquilidade, diversão e alegria sem filas, empurra-empurra e as brigas habituais da festa blumenauense.

Foi difícil definir o que impressiona mais, se a beleza da bucólica cidade ou a simpatia dos moradores. Praticamente não havia turistas, e isso é outra vantagem. Comidas típicas e chopp, é claro, são outros atrativos. Vale a visita, vale o investimento. Indicado para quem procura um local decente para se descansar e aproveitar com a família.

Depois do resgate da descendência italiana, talvez seja hora de iniciar a busca pelas minhas origens alemãs. Quem sabe este espaço virtual não vire "Blog do Schroeder Bonassoli"?

Fotos: Alessandro Bonassoli

Mágica: ...and de party begins!


Respeito: Orgulho das origens


Ícone: A música é elemento central da identidade germânica


Exemplo: A velha guarda


Inevitável: Carro das autoridades, incluindo o prefeito da cidade-irmã de Pomerode na Alemanha, Greffswald


Ritual: Desfile de abertura rumo ao palco da festa


Cultura: Trilha sonora típica


Futuro: As novas gerações


Imutável: Carro da rainha da festa e suas princesas


Empolgação: Alegria contagia moradores que viram artistas


Graça: Pompa e circustância


Passado: Resgate da memória e homenagem aos colonizadores


Realeza: Cores e sorrisos


Envolvimento: Participação


Detalhe: Instrumentos em ação


Inusitado: Este sim é o carro do ano


Irreverência: Vai um chopp, aí?


Beleza: Perfume


Alegria: Hora de reabastecer com mais chopp


Para o alto: Chapéus voadores


Só o início: A festa irá madrugada à dentro


Sem medo: Quem disse que é preciso de companhia para dançar?

Foto: Jefernson Fonseca

Ein Prosit!: Ô vidinha bem ruim!!!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Blogs viram jornal impresso

Não tem aquela velha frase "um dia o mar vai virar sertão e sertão vai virar", ou algo assim? Bom, agora já se pode dizer que, ao contrário do que alardearam tanto, a internet não vai matar o jornal impresso. Ao menos é o que sugere a matéria do The New York Times, reproduzida na edição de hoje de O Estado de S. Paulo.


Blogs se tornam jornal impresso nos EUA

Claire Cain Miller, The New York Times


Em meio ao alvoroço dos pessimistas, que insistem que os jornais estão à beira da morte, uma nova empresa pretende abrir dezenas de novos - com uma mudança. O Printed Blog, novo jornal de Chicago, será feito com postagens retiradas diretamente de blogs na internet, terá anúncios locais e será distribuído gratuitamente.

As primeiras edições deste jornal gratuito da era da internet devem aparecer em Chicago e San Francisco na terça-feira. De início, serão edições semanais, mas Joshua Karp, fundador e editor, espera, mais tarde, que o Printed Blog saia duas vezes por dia em muitas cidades dos Estados Unidos.

"Vamos tentar ser o primeiro jornal diário feito inteiramente de blogs ou outro conteúdo gerado pelos usuários", disse. "Há tantas técnicas que funcionam online que achei que, talvez, poderia aplicar no jornal impresso". À medida que os jornais pagos perdem leitores para a internet, onde podem ler os mesmos artigos sem nenhum custo, muitos jornais gratuitos conseguiram se manter.

"Trabalhar com o jornal gratuito ainda é bastante viável", disse David Cohen, fundador do Silicon Valley Community Newspapers, grupo de jornais semanais distribuídos gratuitamente no sul de San Francisco, vendido para o grupo Knight Rider em 2005 e hoje propriedade da Media News. "Existe uma enorme faixa de leitores que quer saber das notícias locais, e as empresas locais tendem a aumentar sua publicidade nos períodos ruins porque precisam chamar a atenção das pessoas".

Mas Karp não precisa olhar muito à frente para ver as dificuldades para ser ter sucesso na atividade jornalística nos dias atuais. A Tribune Co., que edita o Chicago Tribune e um diário grátis, o Red Eye, entrou com pedido de recuperação judicial em dezembro.

Karp está apostando que vai ter sucesso combinando o melhor que existe do modelo impresso e do modelo online. O Printed Blog vai publicar postagens de blogs ao lado de outros conteúdos típicos da internet, como comentários de leitores e fotos oferecidas pelos usuários. O jornal será impresso, a princípio, quatro páginas de 28cm X 43 cm, em papel branco, e desenhado como um blog, em vez de em colunas.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

As aparências enganam

Mestre Frank Maia matou a charada.

A imprensa nacional vem destacando o tema muito bem retratado na charge abaixo. Só estão esquecendo de avisar que estas vagas são temporárias, que a maioria delas vai deixar de existir assim que o verão acabar.



Ou seja, NÃO adianta se mudar para Florianópolis. Aqui também tem desemprego. Só eu, conheço umas seis pessoas - incluindo a titular da pasta - que estão procurando trabalho.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Interlúdio

Parque Malwee, Jaraguá do Sul.
Bastaram 15 minutos entre as bucólicas paisagens do local para apagar o stress de uma viagem pela BR-101.

Foto: Alessandro Bonassoli

Tranquilidade: A dama observa a calmaria do lago

Afinal, é uma democracia...

Ele foi integrante do PDS e do PP, partidos de Direita, muito Direita. Hoje, Eni Voltolini é secretário de desenvolvimento do prefeito de Joinville, Carlito Merss (PT). Sinal dos tempos.

Tempos em que o Partido dos Trabalhadores se aproxima do PP, algo impensável há poucos anos. Politica e radicalmente falando, é estranhíssimo. Mas, há quem veja algo de positivo, é o fortalecimento da democracia, a modernidade, etc e tal.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Em nome da vida e da arte

Após o primeiro dia de viagem pelo Norte do Estado, quando fui cobrir as visitas oficiais do Secretário de Estado da Educação, Paulo Bauer, aos novos prefeitos de Joinville, Carlito Merss (PT), e Jaraguá do Sul, Cecília Konell (DEM), tive um encontro inesperado com o pintor espanhol Antonio Mir.

Estávamos eu, o motorista Roberto e o assessor Jeferson Fonseca matando a fome após a viagem entre Florianópolis e a fervente Joinville - 38 graus é dose para fritar o vivente. Na outra mesa, Bauer jantava com a filha e o genro, todos degustando caranguejos. Logo depois, ao nosso lado, um cidadão falante chegou apoiado por um andador e uma senhora que, horas mais tarde, eu descobriria ser uma enfermeira.

Foto: Alessandro Bonassoli

Superação: Mir (à direita) vai combatendo a doença em nome da vida e da arte

Era Antonio Mir, pintor espanhol que veio morar no Brasil, mais precisamente em Joinville, aos 8 anos de idade. Contador de histórias e sempre alegre, o artista não demonstra ter enfrentado o maior desafio dos seus 58 anos de idade. Internado no início do ano passado em um hospital por causa de uma divirticulite (perfuração dos intestinos), ele encarou quatro longos meses em uma cama, sendo 58 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). De junho de 2008 até agora, correm longos dias de fisioterapia e dedicação à vida. "Vou voltar para a Espanha em breve, tenho muito trabalho para terminar", nos disse. Refere-se à casa e o ateliê em Múrcia, onde irá concluir uma série de painéis que vinha produzindo para a empresa Bunge.

Depois de painéis instalados na sede da multinacional, no município de Gaspar, e em unidades de Nova York e Barcelona, Mir não vê a hora de completar o trabalho, com obras para as unidades de Genebra e Buenos Aires. Em 2008, foram 12 cirurgias. Desgaste e dor que poucos teriam coragem e força para superar. Um pouco mais sobre esta história-exemplo está em uma reportagem que o colega Rodrigo Schwarz escreveu para o jornal A Notícia, neste link.

Um brinde à Antonio Mir!

domingo, 11 de janeiro de 2009

Isso sim é crise

Há algum tempo a noiva vem insistindo para que eu diminua o consumo de cerveja. Normal, mulher sempre reclama disso. E, confesso, o resultado de tanto prazer etílico está ficando "a olhos vistos".

Acho que ela vai ter sucesso na reivindicação mais cedo do que esperava. Paguei R$ 3,00 uma garrafa da Brahma. Na verdade, foram R$ 9,00, pois eu e meu progenitor bebemos três na tradicional "cervejinha de domingo com os camaradas do mercadinho ali na frente do prédio".

Pô! Eu nem gosto de Brahma. Optamos por esta marca pois as demais eram ainda mais caras. Meu pai defende a tese que "os impostos que o governo tirou dos carros foram passados para a cerveja". Não sei. Pode até ser. Mas, tanto faz, o preço está subindo. Segundo o Sêo Jaime - também conhecido como pai do Bonassoli - já foram três aumentos consecutivos nos últimos meses. Das duas uma: ou corto a cervejinha no boteco ou apelo para as latinhas adquiridas nos supermercados, cuja relação custo-benefício é menos agressiva ao orçamento doméstico.

É um saco este lance de vida saudável: obriga o vivente a comer e beber somente coisas ruins e sem graça. E o nosso governo? Aumentar impostos da cerveja devia ser inconstitucional, crime hediondo, sem direito à fiança.

Insegurança

Reportagem do Diário Catarinense revela outro câncer anunciado há anos. Mas não há um "médico" com competência suficiente para iniciar o processo de cura.

Câncer devastador

Moacir Pereira bateu sem dó ou meias-palavras na situação do turismo em Florianópolis (e em Santa Catarina). Na sua coluna publicada hoje no Diário Catarinense, o colega destaca a ausência do poder público, o baixo nível de boa parte dos turistas que nos visitam e a falta de cidadania por parte de nós, moradores.

E o que mais dói é que trata-se de um processo longo, que ocorre há anos e só agora algumas poucas pessoas se dão conta. Ser uma "capital turística" é uma praga para Florianópolis. Há empresários locais que agem na má fé. Há moradores que odeiam os turistas e os exploram. Mas há turistas predatórios. Um reflexo da queda na educação da nação brasileira. Aqueles fulanos que vão para outras cidades, se acham donos do local, usam e abuso e apostam na impunidade, este monstro feroz, que cresce como um câncer devastador e incontrolável.

Isso só vai mudar a partir das próximas eleições, quando a população passar a escolher representantes decentes. Utopia de botequim, eu sei. Pois, será que o povo quer mudanças mesmo? Afinal, isso significa que cada um tem que mudar, para dar exemplo.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Crise

Florianópolis, 08 de janeiro de 2009. Calçadão da Felipe Schmidt, 21h30. Cerca de 30 pessoas se instalaram com cadeiras plásticas na frente de uma grande loja de departamentos. Seriam malucos? fanáticos? desocupados? Que nada, são só clientes que aguardam a abertura das portas do estabelecimento, às 5h do dia seguinte para mais uma grande liquidação de início de ano.

Foto: Alessandro Bonassoli

Fila: Antes até de "quem cedo madruga"

É outra das liquidações que tomaram conta da capital catarinense nos últimos dias. O quê leva tanta gente a sair do conforto das suas casas para encarar uma fila, madrugada inteira, sob a intempérie, sob os riscos da violência de uma cidade como Florianópolis? Mero consumismo? Ou a crise econômica é tanta que o melhor é mesmo comprar em mega-liquidações?

Angela vai ou Angela fica

Angela Albino estranha a nota publicada na edição de ontem do Diário Catarinense. Segundo o texto, a ex-vereadora do PCdoB, que disputou a eleição para a prefeitura de Florianópolis em 2008, estaria perto de assumir um cargo público em Brasília (DF).

"Tomei um susto quando li a nota. Da onde se tira essas coisas? Ao menos comigo ninguém falou sobre o assunto", me garantiu Angela. Fato é que o ministro dos Esportes, Orlando Silva, é correligionário da ex-parlamentar. Mais fato ainda é o excelente desempenho dela durante a corrida pelo Paço Municipal. O próprio prefeito Dário Berger (PMDB) me disse durante a apuração do primeiro turno que, se não fosse o crescimento de Angela no pleito, ele poderia ter liquidado a fatura sem a necessidade do segundo turno. Talvez tudo isso possa não parecer muito, mas justificaria um eventual convite para alguma função na capital federal.

Como ela nega o episódio, fica o dito pelo não dito. Creio que, mantendo sua postura, Angela deva atuar nos bastidores, continuando na oposição.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Velha questão

No portal G1:

"Notícias mais lidas"

1 Mãe de bebê de olho azul: ‘Dói pensar em trocá-lo'

2 Menino morde agressor e salva mãe de estupro

3 Marido arrasta mulher com moto na Grande SP

4 Menina achada morta em poça na Grande São Paulo

5 Novas imagens: mulheres deixam aeronave que caiu

Todas falam sobre violência, tristeza e dor. Em maior ou menor grau. Quer seja na primeira, onde a mãe negra saiu da maternidade com um filho branco (e sem ter traído o marido), quer seja na tentativa de estupro. Aí vem a velha questão: são as mais lidas porquê o público gosta deste tipo de assunto ou há falta de boas notícias?

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Mobilização

E se alguém achava que a Associação dos Praças de Santa Catarina (Aprasc) iria jogar a tolha na queda de braço com o governo do estado é melhor mudar de idéia. O deputado estadual Sargento Amauri Soares (PDT), me garantiu hoje à tarde que amanhã tem uma nova mobilização.

A turma vai para a Praça Tancredo Neves retomar a campanha pelo cumprimento da Lei 254, sancionada em 2003, que prevê o reajuste salarial de todos os servidores da área. Segundo a Aprasc, são profissionais cujos salários estão congelados há três anos. "A última vez que o governo negociou efetivamente foi em 10 de outubro de 2005", afirma documento divulgado pela entidade há alguns dias.

Segundo Soares, além da Capital, também vai haver mobilização em São Miguel do Oeste. Estratégia interessante, mobilizar a categoria justamente nas duas "pontas" do Estado, tipo, entrada e saída. Pelo visto, o barulho terá continuidade.