sexta-feira, 5 de junho de 2009

Dia ruim

Você sabe que o dia tem tudo para ser ruim quando:

a) acorda gripado

b) motoristas e cobradores de ônibus - que já fizeram uma greve recente - interrompem suas atividades por duas horas, deixando o trabalhador sem ter como ir cumprir as obrigações contratuais

c) descobre que um ídolo morreu: perdemos David Carradine! Sim, ele mesmo, Mr. "Kung Fu". Claro, aos mais novos, ele é o "Kill Bill".

Este blog faz agora um minuto de silêncio.

O destino do livro

Respondendo à questão levantada pela Angela no post anterior: os livros do Cristóvão Tezza, depois de recolhidos, estão sendo redirecionados para os CEJAs, os Centros de Formação de Jovens e Adultos.

terça-feira, 2 de junho de 2009

E o autor sai ganhando

Já me perguntaram se não vou me manifestar sobre o episódio do livro "Aventuras Provisórias", do escritor catarinense Cristóvão Tezza. Para quem não leu os jornais nos últimos dias - e olha que repercutiu n´O Estado de São Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo e Gazeta do Povo, além da imprensa catarinense - explico que o mesmo foi recolhido das escolas catarinenses.

Dois professores alegaram que o texto continha termos chulos e descrevia relações sexuais, sendo inadequado para os adolescentes. Honestamente, nada que a molecada não tenha ouvido, lido ou visto. Mas, quem sou eu para contradizer pedagogos? Não entro no cerne da questão, só tenho certeza que o autor foi o grande beneficiado. Afinal, o interesse pela citada obra aumentou consideravelmente.

Spam

E outro dia chegou no meu e-mail uma divulgação do "3º Curso com participação de médicos táticos da SWAT de Dallas". Olha, enviar spam vá lá, mal inevitável, mas, ao menos, poderiam mandar para o público-alvo correto.

domingo, 31 de maio de 2009

Sem Copa

E Florianópolis não vai ser uma das sedes da próxima Copa do Mundo. Alguém - além dos diretamente interessados economicamente falando - realmente acreditou que havia alguma chance?

Vejamos:

- Restaurar uma ponte cujo restauro parece ser interminável
- Refazer um aeroporto cujas tentativas de licitação para reforma e ampliação simplesmente não tiveram empresas interessadas
- Construir um metrô de superfície ligando a ilha ao continente - passando pela ponte supracitada - em menos de cinco anos
- Levantar verba para ressarcir todos os moradores cujas casas precisariam ser removidas dos arredores do estádio do Estreito
- Transformar o estádio em um estádio de verdade, moderno, com segurança e capacidade (sendo que o clube mantenedor está numa fase digamos.. delicada)
- Tudo isso em meio à crise mundial e à crise que o Estado de Santa Catarina atravessa

É meio demais, não? E agora? sem a Copa será que a reforma da ponte, do aeroporto, o metrô de superfície vão ser esquecidos? Só se fazem melhorias por motivos esportivos? Desde o início a idéia soou megalomaníaca. O Brasil sediar a Copa já é uma idéia megalomaníaca. Enquanto fã de futebol, claro que eu gostaria de ver jogos de uma Copa na cidade onde vivo, mas, honestamente, e o desemprego? e a fome? a miséria? as condições no mínimo precárias de Saúde dos brasileiros e deste País? Nada disso é mais importante do que sediar uma Copa? Correndo, claro, o risco de um novo "Maracanaço".

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Rapidinha 2

O Avaí perdeu ontem a terceira chance de, finalmente, vencer na Série A do Campeonato Brasileiro. Era, curiosamente, o adversário mais fraco deste início de competição. Ao ceder o empate para o Atlético Mineiro na rodada inicial e desperdiçar a real chance de voltar do Maracanã com um triunfo sobre o Flamengo, o Leão da Ilha deu início à uma campanha temerosa.

Ontem, em casa, contra um Coritiba tão limitado quanto seu próprio elenco, o Avaí repete a história do arqui-rival Figueirense no ano passado. Na próxima rodada, a equipe da ilha encara o líder e favorito Internacional. Ou seja, ou começa a reação ou a tendência é continuar treinando para a Série B de 2010.

Rapidinha 1

Neste exato momento, o brasileiro Marcos Daniel enfrenta o espanhol Rafael Nadal em Roland Garros. Perdeu o primeiro set por 7/5 e vai perdendo o segundo por 4/3. Resultado esperado, claro. Mas ainda é possível uma reviravolta (não que este blogueiro acredite nisso).

Uma eventual zebra traria, certamente, lembranças e emoções de um País que vive de raros heróis esportivos. Seria possível antever manchetes ufanistas/saudosistas tipo "o novo Guga" ou qualquer coisa nesta linha.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Categoria unida

A companheirada do transporte é soda como diria o Fócrates. Os caras não têm medo e páram tudo mesmo. Classe unida é assim mesmo. Ok, nós passageiros é que vamos pagar a conta no final desta greve dos motoristas e cobradores de Florianópolis. Mas não consigo não me entusiasmar com o "poder da massa". Romantismo, utopia, eu sei. Mas a mobilização de uma classe trabalhadora - e eu nem sou socialista ou comunista - sempre empolga.

Foto: Alessandro Bonassoli

Estacionamento: Visão "aérea" da greve

Isso me faz lembrar do velho sonho de uma greve geral, ampla e irrestrita da categoria dos jornalistas catarinenses. Mesmo não trabalhando mais em redação, ainda creio na paralisação dos profissionais como única forma de se conseguir uma negociação decente com as empresas de comunicação de Santa Catarina. É, isso nunca vai acontecer, eu também sei. Mas sonhar continua sendo gratuito.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Companheirada

Há quem diga que a greve dos motoristas e cobradores de ônibus de Florianópolis não será nesta sexta-feira, conforme ameaça a categoria. A estratégia seria deixar a greve para a estréia do WTCC, dia 14, quando o presidente Lula, autoridades estrangeiras e, certamente, a imprensa nacional, estarão na cidade acompanhando o tal evento sobre turismo.

Eu e provavelmente todas as pessoas que moram ou trabalham nos arredores do Terminal Cidade de Florianópolis, torcemos para que a greve comece neste momento. Assim, Deus queira, aquela insuportável mensagem gravada que está sendo repetida à exaustão em um carro de som seja interrompida. Utilizaram uma mulher de voz estridente, sotaque insuportável e um timbre tenebroso para gravar a convocação para "a companheirada do transporte". Desta vez, na verdade, chamados de "aí, colega".

Quem disse que a democracia era perfeita?

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Da arte de arranhar carros

Fã de heavy metal, o gato que mora embaixo da escada lá do prédio não perde a chance de "acariciar" o capô de alguns carros.

Foto: Alessandro Bonassoli


Na foto, o bicho já espreita o próximo veículo.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Cristais blumenauenses

Fotos: Alessandro Bonassoli


No gabinete do prefeito de Blumenau há dois exemplos de uma das tradições da indústria local: o trabalho com cristais. Uma é a réplica do imponente prédio da prefeitura, obra tão impactante quanto a torre do sino, também - belissimamente - retratada em cristal.

Pedala, Santa Catarina

Não é a Holanda. Não é a Europa. É Blumenau, Santa Catarina, no "estacionamento" da Escola Estadual Básica Emílio Baumgart. Região de colonização germânica, é básico o uso da bicicleta como meio de transporte.

Foto: Alessandro Bonassoli

Característica: Uso das magrelas é ponto básico da cultura local

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Muitos minutos de silêncio

No último sábado, 25 de abril, perdemos Ricardo Mega. Fotojornalista de primeiro nível, ele não resistiu a dois AVCs seguidos de uma complicação nos pulmões. Este blog faz muitos minutos de silêncio em memória ao colega de tantas pautas no saudoso AN Capital.

Foto: Marcelo Bittencourt

Mega: Fotos em uma praia distante

O Mega era daquelas pessoas sem meio termo, ou você gosta ou não gosta. Dono de um senso profissional elevado, era ranzinza, irritante algumas vezes, mas sério e leal. Suas fotos são provas de sua habilidade e apuro técnico. Perde a imprensa catarinense um excelente fotojornalista.

Prefiro pensar que o Mega não morreu. Ele só foi ali fazer fotos em outra praia, um pouco mais distante. Vai em paz, velho!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Lula em South Park

Li no Omelete que o presidente Lula é um dos "convidados" para um episódio do desenho South Park. O texto está neste link. A imagem abaixo comprova o novo palanque do cara.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Floripa continua a mesma

Leio no Bloger Lerina que o Sisters of Mercy vai tocar em Porto Alegre. Florianópolis? Claro, não vai ter show. A filial da ilha de "Lost", apesar da inexplicável aparição do Deep Purple, continua a mesma. Só babas pop, bregas e sertanejas.

O Sisters não foi influência minha nos anos 80. Mas, de alguns anos para cá, passou a ser um som muito atrativo. Sei lá, talvez tenha sido o fato de eu descobrir em várias bandas das quais sou fã muitas das suas características. Não por acaso, venho - desde 2000 - ouvindo muito grupo gothic metal, principalmente o fuckin' Moonspell.

[Ouvindo: "Lucretia My Reflection" - The Sisters of Mercy - Álbum: Floodland]

domingo, 19 de abril de 2009

8 a 1

Bicampeão. Pelo segundo ano seguido empurrando 8 a 1 no adversário. Invicto com 18 vitórias e três empates em 21 jogos. Balançando as redes 67 vezes e sofrendo apenas 14 gols. Começou muito bem o ano do centenário.

Quebratudo, Colorado!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Começa o novo Centenário

Terça-feira, 7 de abril de 2009. Inauguração da reforma e ampliação da Escola Estadual Básica Pio XII, município de Entre Rios, Oeste de Santa Catarina. As imagens comprovam que o segundo centenário está só começando.

Fotos: Alessandro Bonassoli



quinta-feira, 2 de abril de 2009

O tempo passa, o tempo voa...

No último dia 18 de março recebi um e-mail de sentido duplo. O primeiro foi de alegria, era uma mensagem que tentava reunir, colocar em contato, reaproximar, uma turma de amigos/colegas de faculdade. O segundo sentido me deixou pasmo. Isabela Scwengber - a popular Isabelão - escreveu lembrando à todos que vamos completar DEZ ANOS da nossa formatura no Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

É nestas horas que a gente percebe que está envelhecendo. Como eu iniciei a carreira alguns anos antes, em 1995, lá se vão 14 anos de profissão! Já é possível um balanço disso tudo. Nada que eu vá fazer neste momento, afinal é tanta coisa que começa a voltar à memória: amizades, alegrias, decepções, péssimos patrões, péssimos salários, viagens, mudanças, ótimas matérias, pautas terríveis, glórias e erros (sim! jornalista também erra, e muito!). Coincidência ou não, o Curso completou 30 anos nos últimos dias. Nem consegui ir até lá rever alguns velhos mestres. Apenas li o discurso intenso e emocionante que o inigualável Paulo Britto fez na cerimônia de comemoração pela data. Reproduzo o texto do Britão - ok, já sei que o Porta Torta saiu na frente - para se ter uma noção do que é a mística que envolve a velha Baiúca, como, carinhosamente, nós ex-alunos apelidamos o Curso de Jornalismo da UFSC.


Triunfar ou Fracassar

“I Had Good Times” – Rocky Balboa
“I Have a Dream” – Martin Luther King, Jr.
“As Time Goes By” – Jimmy Durante


Quero agradecer o convite que me honra e permite reviver momentos da minha vida e os 30 anos do Curso de Jornalismo da UFSC.

“Há um vento atrás de cada um de nós. Que nos acompanha pela vida.
Nunca o vemos.
Não podemos manipulá-lo.
Esse vento me trouxe a este lugar, e estou contente de que o poder, que me conduziu até aqui, o fez com sabedoria. E esse poder é a minha fé (1)”. Vou contar-lhes uma história.
Prestem atenção.
Vim aqui com uma condição: de não falar do Roberto Alves, do Miguel Livramento e nem responder se torço por Avaí ou Figueirense, porque quando fui a um estádio de futebol - pela primeira vez -, aos 16 anos, havia muitos clubes de futebol na cidade. Você poderia escolher, mas alguns amigos preferiam torcer pelos clubes cariocas, ouvindo as rádios do Rio de Janeiro, assistindo ao Canal 100 no cinema e esperavam a chegada dos jornais do Rio, no outro dia na Banca do Beck, para discutirem detalhes, como se os jogos tivessem sido jogados aqui:
1. O Globo era o mais vendido
2. Os políticos preferiam o Jornal do Brasil
3. Os mais jovens e rebeldes, a Última Hora –
Atraídos pelos textos de Jacinto de Tornes, João Saldanha e Nelson Rodrigues que escreviam, também, sobre futebol.
Estou falando dos anos 50 e 60.
Não havia televisão na cidade e os jornais locais: A Gazeta e O Estado – eram impressos folha a folha em gráficas e não havia mercado para os jornalistas.
Eu nem sabia o que era isso.

A lição

No livro, a “Construção da Personagem” de Constantin Stanislavski, li o que o professor Luiz Scotto, desse Curso de Jornalismo, costuma dizer:
“Se não houver história não haverá nada”.
Em janeiro de 1969 virei jornalista. Tenho um telegrama, datado de 14 de janeiro, enviado pela Betty Kalil, uma amiga, que escreveu assim: “Parabéns Jornalista. Inscrições até o dia 19”.
Em dezembro de 68, eu havia feito vestibular para a Faculdade dos Meios de Comunicação Social – FAMECOS – da PUC de Porto Alegre e passei. Conferi o resultado no jornal Correio do Povo e sai procurando por amigos para contar.
No Ponto Chique, ainda não havia calçadão da Felipe, em Florianópolis e asfalto para Porto Alegre, estações de televisão, jornais modernos e um monte de coisas que existem agora...
Encontrei o Nilson Cardoso, fotógrafo e cinegrafista do Palácio do Governo, que me deu um conselho.
- Não faz isto! Olha tu o amanhã! Apontando para si mesmo e prosseguiu: “Vai estudar medicina, engenharia ou vai morar em Lages”.
Em 1967, eu fizera vestibular para medicina e não gostei do que vi no anatômico. Acabara de chegar de Minas, onde fiz um Curso Técnico de Eletricidade na CEMIG para trabalhar na CELESC e sobre ir para Lages? Bem o primo irmão do meu pai, Darci Pereira, havia me dito a mesma coisa - cinco anos, em Joinville, quando andava pelas cidades de Santa Catarina, vendendo cobertor.
Eu não acreditei no Darci e nem no Nilson Cardoso, que casar com uma filha de um fazendeiro rico, de Lages, seria um bom emprego ou um sonho para se viver.

Querer ser o que sou

O filme “Rocky: O Lutador”, lançado em 1977, ganhou três Oscar como melhor filme, melhor diretor e melhor edição. Hoje, eu queria lembrar do último, intitulado: “Rocky Balboa” produzido em 2006, quando a personagem Rocky, aos 50 anos decide voltar a lutar e conversa com o filho:

- O que há de louco em querer ser o que sou? O mundo não é um mar de rosas...
...E não importa o quão duro seja você - apanhará e ficará de joelho, e ficará ali se permitir.

Nem você, nem ninguém bate tão forte quanto a vida. Não importa você teria que seguir adiante. E não colocar a culpa nesse ou naquele.
Os covardes fazem isso!
E você não pode ser covarde!
Você é melhor do que isso!
Mas enquanto não começar a acreditar e ter fé em si mesmo não poderá ter uma vida”.

Eu acreditei...

Mário Medáglia reproduziu no seu Blog – Batendo Forte, um texto do Nei Duclós. Eles são dois velhos companheiros dos primeiros anos do “Jornal de Santa Catarina”, fundado em 1º de setembro de 1971 e que se transformou, sob a batuta de Nestor Fredizi, na melhor oficina do jornalismo, como ofício, em nosso estado.

- Era apenas um jornal regional, para nós era um embate sério e difícil. Morávamos todos no mesmo casarão, que chamávamos de mansão, situado ao lado da sede do jornal – uma antiga fábrica de chapéus. O jornalismo era um ofício para valer e ficávamos o dia todo na redação. Produzíamos a melhor edição de um diário, com meia dúzia de resistentes.

“Bons tempos”!

Para ele, ficaram as histórias, a saudade e o sentimento de ter pertencido a uma geração. Diz Nei: “Éramos uma porção do jornalismo vocacionado e sério”...
Foi com esse espírito e nesta época que voltei à cidade junho de 1972. Em dezembro, formei-me numa noite e dois dias depois, casei. Fui trabalhar na Sucursal do Jornal de Santa Catarina, aqui em Florianópolis. Esse sentimento descrito por Duclós eu encontrei, sete anos depois, no Curso de Jornalismo da Federal, em 1979, quando entrei neste projeto que está completando 30 anos.
Por duas vezes o curso não saiu, porque não havia mercado.
Não preciso contar a história do Curso, o Moacir e o César o fizeram. Quando ele começou, já havia televisão na cidade, os jornais eram impressos em rotativas e publicavam fotos dos jogadores de Avaí e Figueirense... Havia um mercado para jornalistas.
Dez anos mais tarde, em 1989, depois de andar por São Paulo e Barcelona, virei coordenador de um Curso de Jornalismo, que produziu um áudio-visual com fotografias feitas pelos alunos, que se transformou numa bela página da história desta turma intitulada: "Diretas Já". O trabalho foi produzido e editado pelo professor Daniel Herz.

Produção

O Curso também produziu um filme; o jornal Zero conquistou prêmios na PUC; professores e alunos participaram, com destaque, de Congressos de Comunicação e realizamos um deles, aqui, que produziu histórias fantásticas sobre uma Brasília Amarela.
Foi no Curso que me emocionei com a história do Metropol, que virou um livro, porque ninguém acreditava no Zedassilva. Assim, ele teve que produzir um TCC para provar ao Yan Boechat que o Metropol existiu;///
O Maeda – um brasileiro quer era japonês no Brasil e brasileiro no Japão - fez outro livro de fotografia sobre os portos em Santa Catarina, outra emoção. Meu pai foi embarcadiço, trabalhava em um navio e navio atraca em porto.
No Curso editaram-se imagens em on line, num computador, antes que as redes de TV o fizessem. Uma maravilha! O Curso virou referência, o número um no Brasil graças aos seus professores e alunos, que também ajudou a mudar a história do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina e, hoje, um dos ex-alunos é presidente da FENAJ.

Fui longe demais

Em 1998, retirei-me da UFSC, aos 55 anos e voltei aos microfones, porque o primeiro salário que cobrei, como jornalista, foi o de comentarista esportivo na Rádio Farroupilha, em Porto Alegre, ainda como estudante.
Desde o telegrama da Betty Kalil até hoje passaram-se 40 anos. Casei, descasei, tive dois filhos, um deles morreu no ano passado. Deixei de ser revolucionário. Deixei de gostar do Brizola. Tive namoradas e amantes.
Meu sonho foi longe demais...
Nesses anos que passei no Curso, guardo boas lembranças e quero lembrar três delas:
1ª - a homenagem que a turma Direta Já, a mais politizada, me fez,///
2ª - de participar da banca do TCC do Zedassilva sobre o Metropol e///
3ª - de quando vi o Pedro Valente, filho do César, sentado nas cadeiras do Curso. Chorei, porque meus filhos não podiam subir escadas...
Pediram-me para falar da falta de mercado, de tecnologia e de evolução nestes 30 anos. Preferi a história das emoções que vivi, porque quem faz o mercado são vocês...
Vão à luta.
Quando eu fui para a FAMECOS, o ônibus passava pela Ponte Hercílio Luz, não havia calçadão da Felipe, estações de televisão, jornais modernos, computador, fax, telefone móvel e um monte de outras coisas que existem agora...
Eu nasci sem sapato, não havia asfalto até Porto Alegre, lá eles riam do meu sotaque e me chamavam de “Catarina – comedor de bananas” - trabalhei na Caldas Junior, Estado de São Paulo, Jornal da Tarde, O Globo e agora estou há 11 anos na RBS.///
O que eu poderia querer mais?
Eu aproveitei as oportunidades que apareceram. E o Nilson – fotógrafo do Palácio - queria que eu fosse casar em Lages.///
Obrigado aos que fizeram parte desta história. Mandei bem, heimmmm?

1 - John Patrick Shanley em Doubt (Dúvida) – 2008, USA, Miramar Films Corp.
2 – Constantin Stanilavski – Construção da Personagem – 10ª Ed. – Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.
3 – Sylvester Stallone em Rocky Balboa – 2006, com Sylvester Stallone, Burt Young. Direção Stallone.

terça-feira, 31 de março de 2009

Equipe, brother!

De uns tempos para cá, em todo e qualquer discurso, o governador Luiz Henrique da Silveira faz questão de destacar seu vice, Leonel Pavan. "Com quem governo a quatro mãos" virou frase emblemática.

Seria uma maneira de tranquilizar o PSDB, reafirmando o compromisso de renunciar em 2010 para que o vice tucano assuma o governo estadual? Ou o contrário?

Aproveitando a deixa dos discursos de LHS, não se pode negar que ele é um alívio para as platéias e para a imprensa. O homem, na maior parte das oportunidades, vai ao microfone e dá o recado em duas ou três frases. Ao contrário da imensa maioria dos políticos, ele não perde tempo com o tradicional, irritante e desnecessário "quero cumprimentar o fulano, quero cumprimentar o cicrano, quero cumprimentar ainda o beltrano, em nome de quem aproveito para lembrar de jostrano".

Quem, afinal de contas, disse para os políticos que eles devem fazer a população perder tempo ouvindo tantos cumprimentos? O ideal é cumprimentar o cidadão mais gabaritado na cerimônia "em nome de quem cumprimento as demais autoridades presentes" e pronto, segue o discurso. De preferência com, no máximo, três minutos de duração.

terça-feira, 24 de março de 2009

Quebratudo, Leão!

Com seis dias de atraso, mas agora vai!

Eis a prova do crime: infiltrado nas sociais do Joinville, vi a brilhante vitória do Avaí sobre o time da casa, na 7ª rodada do returno do Catarinão 2009. Na foto, ao fundo, estavam os cerca de 150 torcedores que foram de Florianópolis até o Norte do Estado para acompanhar o único clube de Santa Catarina na Série A do Campeonato Brasileiro.

Todo mundo que acompanha já sabe, mas foi um jogo difícil. Arbitragem equivocada, cometeu erros que prejudicaram os dois times. O Joinville era líder e único candidato - naquele momento - ao título com merecimento. Mas não conseguiu repetir o bom desempenho que mantinha até então. O resultado de 1 a 0 foi pouco. Para ambos os lados. O JEC teve boas chances, o Leão da Ilha muitas. Mas faltou craque, goleador, homem-gol. Este Avaí atual nem de longe lembra o que garantiu o acesso à elite do futebol nacional. E, se nada for feito, não tenham dúvidas, vai ser bate-e-volta.

Foto: Jefferson Fonseca

Infiltrado: Avaí até na torcida adversária

O engraçado do jogo em Joinville foi ter que atuar como torcedor do JEC. A cada ataque do Avaí, o jeito era gritar e reclamar, como se tricolor eu fosse. Para minha sorte, estava com outro avaiano, o Roberto. Ajudou no disfarce. E olha que ainda tínhamos um alvinegro ao nosso lado, o secador Jefferson Fonseca. Mas nem isso atrapalhou.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Tira foto, fotógrafo!

O boa praça Marcelo Bittencourt, de quem fui colega no jornal Notícias do Dia, em Florianópolis, estava atento à cerimônia de homenagem ao ex-deputado Paulo Stuart Wright, desaparecido político dos Anos de Chumbo da História do Brasil.

Foto: Alessandro Bonassoli

No lance: Entrou no foco, lá vai o flash

Ao perceber que estava sendo registrado, Marcelo não teve dúvidas: lascou uma foto no sentido inverso.

Ah... e, ao contrário do que se possa imaginar, o deputado federal Gervásio Silva não estava dormindo durante a cerimônia realizada no Plenarinho da Assembléia Legislativa de Santa Catarina.

terça-feira, 17 de março de 2009

Paradoxos da tecnologia

O que seria de nós sem a tecnologia? Alguém consegue imaginar uma vida sem celular? fax? e-mail? tela de plasma? internet? tv a cabo? máquina fotográfica digital? cabo USB? e todas as demais tranqueiras sensacionais criadas nos últimos anos?

Mas tudo tem o outro lado da moeda. Experimente procurar no comércio de Florianópolis uma bolsa para guardar máquina fotográfica profissional. Praticamente impossível encontrar. Nem mesmo nas tradicionais lojas do ramo, tipo a anteriormente poderosa Realcolor, você acha o produto. Algumas vendedoras sequer sabem o que é a bolsa ou a tal máquina profissional. A turma só conhece as maravilhas da fotografia digital.

segunda-feira, 9 de março de 2009

O Trapalhão, a sereia, as bicicleteiras, os políticos e a abelhinha

Retratos do aniversário da cidade de Joinville, que completou 158 anos hoje. Além dos tradicionais desfiles de escolas, unidades militares e entidades em geral, um dos destaques foi o Trapalhão Dedé, que chamou a atenção do público em um dos carros do Beto Carrero World. Na sequência, uma sereia da mesma trupe, as simpáticas vovós e suas rosadas bicicletas, políticos de ideologias diametralmente opostas e a abelhinha de uma das várias princesas das muitas festas típicas alemãs.

Fotos: Alessanddro Bonassoli

Eterno: Já catarinense, Dedé ainda mostra o carisma que o consagrou



Do mar: Parecia Carnaval, mas era desfile cívico



Vitalidade: Alegria e disposição sem fim



Unidos: PT, PMDB e PSDB no palanque e nem é época de eleição



Discrição: A tatoo sem zumbido

Au-au infrator?

Esta o Zanfra pode elucidar: não é proibido conduzir animais com a cabeça para fora do veículo?

O flagrante abaixo foi feito hoje pela manhã, em Joinville. Caso o fato for uma infração os pontos vão para a carteira do motorista ou do cachorro?

Foto: Alessandro Bonassoli

Au-au: Cão faz a ronda nas ruas de Joinville

sexta-feira, 6 de março de 2009

Floripa sem Beats

Há alguns dias eu lembrei de vários shows prometidos para a capital de todos os catarinenses e que nunca aconteceram. Bom, agora, pelo visto, segundo fonte segura deste blog, haverá um novo capítulo nesta saga. Se bem que, sejamos justos, não será por calote de produtores pilantras.

Tá ligado no The Beats? Aquela banda cover dos Beatles que, supostamente, seria "a melhor do mundo"? Os caras até tocaram em Florianópolis - no palco do Centro Integrado de Cultura (CIC) - em 2008. Pois é, o produtor Paulo Plentz (que tem exclusividade para agendar shows deles no País) está na correria para tentar trazer a banda novamente para a cidade, cuja apresentação anterior reuniu cerca de mil pessoas.

A primeira tentativa foi o CIC, mas como o local está em reformas, sem chance. O homem tentou o Teatro Pedro Ivo, anexo ao Centro Administrativo. Não deu. O lugar é pequeno para toda a infra-estrutura que o grupo necessita (com telões, cenário, etc e tal). Plentz ainda tenta encontrar uma área adequada mas a tendência é que, pela primeira vez, Florianópolis fique de fora da série de shows. Passarela Nego Quirido é um tanto quanto exagerado para uma banda cover, mas que tal o LIC?

terça-feira, 3 de março de 2009

Vamos a la playa, senadora?

Senadora Ideli Salvati (PT) não propôs nada muito específico para a Educação ontem à noite, na abertura do Encontro de Secretários Municipais de Educação de Santa Catarina e do Paraná. No evento, que tem como palco um hotel de Ingleses, no litoral Norte de Florianópolis, ela que já foi professora e sindicalista, combatente ferrenha, porém respeitada, acabou aplaudida ao citar que todos deveriam ir à praia. Afinal, segundo ela, não se pode ficar sem conhecer a maravilha que é aquela região da capital catarinense.

Tem razão. Vale o passeio. Mas faltou mais discurso político, mais propostas para a sempre combalida educação brasileira. As várias dificuldades sociais da Favela do Siri, conhecida no modo politicamente correto como Comunidade do Arvoredo, sequer foram lembradas. Lá, por sinal, um PAC vinha bem a calhar. Mas os turistas-secretários, claro, nem devem sonhar que há problemas sociais na capital da utopia.

Na mesa estavam ainda os também petistas Cláudio Vignatti, deputado federal e, dizem, pré-candidato ao Senado, e o deputado estadual Pedro Uczai. Presidente da Comissão de Educação na Assembléia Legislativa, Uczai acabou, por ironia, sentado ao lado do Secretário de Estado do setor, Paulo Bauer, durante o discurso deste. Uczai vem ocupando espaço na mídia, cobrando a presença do secretário no Parlamento, para explicar como fica a situação do piso salarial do magistério em Santa Catarina. Segundo ele, o tucano teria sido convocado. Na verdade, o documento oficial enviado pela Assembléia é um convite, com "data e horário a confirmar". Mas isso é um detalhe.

Se a imprensa local estivesse cobrindo o encontro em Ingleses, talvez surgisse alguma expectativa sobre algum tipo de discussão (positiva ou negativa) entre os dois deputados (Bauer é federal). Mas, em eventos no início da noite não se pode esperar que exista repórter nas ruas de Florianópolis. Afinal, horário de fechamento é por volta das 19 horas. Excluindo, claro, casos muito especiais. Não rolou debate nem discussão. Não se misturaram os temas e ambos trocaram meramente um cordial cumprimento. E viva a democracia!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Róquenrrou!

Acabo de ler no Orelhada, blog do colega Rubens Herbst, com quem tive a honra de trampar no jornal A Notícia, que a turma de Curitiba e do Norte catarinense vai ter a chance de ver Lemmy Kilminster e companhia no dia 12 de abril. O link para a nota está aqui. Bom, com o aparente sucesso da vinda do também lendário Deep Purple para Florianópolis, no próximo dia 5, até que não seria uma má idéia trazerem tio Lemmy para tomar umas geladas por estas bandas e para mostrar para a filial da ilha de "Lost" o quê é rock and roll de verdade.

Sobre o Purple, que vai tocar no Floripa Music Hall, apurei com o assessor de imprensa da casa, o também ex-colega de redação Urbano Salles, ainda dos tempos de O Estado, que a produção está que é só alegria. O primeiro lote de ingresos - R$ 120 cada um - esgotou na primeira manhã de vendagem. Um segundo estava à disposição por R$ 180. Isso, na última terça-feira. Dos camarotes da casa, só sobravam dois.

Urbano não quis confirmar, mas deixou escapar que a empresa já pensa em outros vôos internacionais. Simply Red e A-Ha estariam sendo cogitados para agradar às ex-teenagers florianopolitanas. Ok, tem público. Mas e o Motörhead? não vale o investimento?

Ah, falando em show em Floripa... vale lembrar que a expectativa do público metal é grande pela vinda do Purple. Espera-se que isso acabe com a maldição dos calotes que a raça levou nos últimos anos. Lembram do mitológico show do Accept? e o do Blind Guardian? e aquele do Saxon? Pois é, nem eu. Nenhum aconteceu. Tem gente querendo receber a grana do ingresso de volta até hoje.

Agora, a melhor notícia que colhi lá no Orelhada foi sobre uma eventual reunião da formação clássica do Faith No More. Isso é sonho.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Periodicidade

Juro que é pura coincidência: as últimas três atualizações deste blog foram feitas em quartas-feiras. Pode até parecer, mas a periodicidade não mudou para o modo semanal. Os de hoje, por exemplo, já deveriam estar "no ar" desde o último sábado.

A falta de internet na nova residência, entretanto, impediu não só a atualização como o controle da correspondência virtual. E durante o Carnaval sequer passei perto de alguma lan house, me atendo à atividades domésticas. Não foi possível nem explicar para a Isabela, que deixou um comentário no post sobre as maçãs, que não são as frutas que não tenho encontrado nos supermercados, mas a versão desidratada das mesmas.

Com tão pouca novidade por estas paragens, creio, devo estar perdendo a pouca audiência que sempre tive. Mas peço a compreensão dos leitores fiéis. Assim que as dividas diminuírem, vou resolver a pendência da conexão lá em casa. Ou vocês acham que casar é algo barato?

Reflexos do crescimento

É só tentar cruzar o calçadão da Felipe Schmidt, no Centro de Florianópolis, para o cidadão receber, em média, uns 8 flyers daquelas moças.. hã?.. digamos.. prestadoras de serviços. Quem entrega, não tem dó do vivente. Vai só repassando os papeizinhos. Já vi cidadão de mãos dadas com a mulher receber um lembrete dos prazeres rápidos oferecidos em tradicionais endereços comerciais da capital de todos os catarinenses.

A mensagem não varia muito e, normalmente, indica que há "loiras, morenas, negras e ruivas" ao dispor do cliente. "A partir de R$ 30". Bom, se contarmos somente os 8 flyers citados, com uma representante de cada categoria... 4 x 8 = 32. Mas como os textos sempre vêm no plural, então o número vai subir (sem trocadilho!) consideravelmente.

Resumo da ópera, Florianópolis, pelo visto, já tomou o título de uma determinada cidade da Serra catarinense. Um agradável e próspero munícipio cuja fama de ser prolífero neste nicho de mercado sempre foi lendária. Aposto que muitas das profissionais que se multiplicam no ramo são filhas das mais tradicionais famílias florianopolitanas.

Queriam que a cidade crescesse, né? Queriam mais moradores? Fama nacional? Pois então tá...

Maldade

A piada que mais se escuta nos bares e ruas de Joinville é a seguinte:

"Esta cidade é governada pela Marinete e pelo Marionete".

Alusão explícita ao prefeito Carlito Merss (PT) e sua mulher.

Claro, a frase também é dita nos corredores e repartições.