segunda-feira, 26 de maio de 2008

Fotojornalismo

Precisando de FOTOJORNALISTA no interior de São Paulo ou em qualquer outro lugar do Brasil?

www.simonelins.com.br

Finalmente, Queensrÿche!

São 10 dias de atraso. Reconheço. O Dogman até cobrou um post sobre o show do Queensrÿche em São Paulo. Eu nem ia escrever nada para tentar evitar que este blog fique ligado tanto à música. Afinal, esta nunca foi a intenção quando eu comecei a escrevê-lo. Mas hoje, ouvindo - mais uma vez - o áudio daquela noite - ah, as maravilhas da tecnologia - decidi apertar a tecla fuck off!

Foi um investimento e tanto, em uma época na qual eu nem poderia ter aberto as reservas econômicas. Mas o Queensrÿche é uma das últimas que me faltavam ver ao vivo. Já perdi duas chances e sei lá se haverá uma nova oportunidade. Então, no último dia 16, uma sexta-feira, estava eu de volta ao Credicard Hall. Local de gratas lembranças, pelos vários shows que lá assisti e pela fase em que trabalhei na assessoria de imprensa da casa.

Fui com o brother Fausto Cabral que, outra vez, me hospedou. Na chegada, já tivemos a impressão de que o fracasso de público seria fato (impressão que não se confirmaria). Mas, também, nunca vi show em sexta-feira lotar em Sampa. Some-se isso à série de eventos na cidade - Iron Maiden, Ozzy Osborne, Whitesnake, antes, e Megadeth, U.D.O. e outros, depois - além dos preços exorbitante dos ingressos. Tenha como resultado, uma platéia pequena. Tudo culpa da irritante meia-entrada. País que precisa de assistencialismo é foda! A maior parte dos espectadores, quer seja estudante ou não, usa a tal carteirinha e, com isso, uma minoria precisa bancar R$ 120 para ver o show na pista.



Ao menos, não teve banda de abertura. Foi direto. "Best I Can", do mega-sucesso "Empire", abriu a noite puxando "NM 156" (do primeiro LP, "The Warning", de 1984) e "Screaming In Digital" (do "Rage For Order", de 1986). Isso só confirmou o que todos sabíamos, eles não iriam fazer no Brasil a tour com a íntegra dos álbuns "Operation: Mindcrime" e "Operation: Mindcrime II".



Deste últimos, vieram "Hostage" e "The Hands". Aí começou uma série de supresas para nós que acompanhamos a carreira do grupo de Seattle. "Bridge", do quase depressivo "Promided Land" (1994) e "The Killing Words", também de 1986, fizeram muitos da geração "Rock In Rio II" ficar sem entender nada. Para eles, "Another Rainy Night (Without You)" foi a salvação.



Particularmente, "Gonna Get Close To You" e "Walk In The Shadows" (ambas do "Rage For Order") já fizeram valer a viagem até São Paulo. E aí a turma foi ao delírio com uma versão para "Neon Knights", clássico do Black Sabbath. "Last Time In Paris" passou meio batida, pois foi a ponte para "Breaking The Silence" (um dos capítulos perfeitos de "Operation: Mindcrime"), a pinkfloydiana "Anibody Listening?" e "Jet City Woman", também do "Empire".



"Eyes of a Stranger", "The Lady Wore Black" (do primeiro EP do grupo, lançado no distante 1983), "Empire" e o hino "Take a Hold of the Flame", do "The Warning", concluíram a parte principal. O bis burocrático foi com "Silent Lucidity", a balada que rendeu milhões e levou o até então grupo heavy metal ao mainstream. Menininhas gritaram, marmanjos ficaram de olhos marejados e todo o ritual de praxe.



Como sempre, São Paulo foi o maior público da tournê. Cerca de 4 mil pessoas, contra irrisórias 300 cabeças em Curitiba, um pouco mais no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte (nestas duas não chegou a mil pagantes). Buenos Aires, na Argentina, e Santiago, no Chile, onde terminou a excursão sul-americana, os números foram várias vezes superiores. Muita gente deixou de ir, no Brasil, por causa dos preços. É mais do que necessário rever esta questão da meia entrada.

Depois do show, ainda rolou um meet & greet. Graças à Juliana Negri, que foi a tour manager, e é minha amiga há anos, conseguimos, junto com o povo do fã-clube, encontrar os caras. Rolou foto e até uma camiseta autografada. A noite só não foi perfeita porquê perfeição, talvez, não exista.

Das bandas que realmente me interessam, agora só faltam Metallica e a formação clássica do Black Sabbath. Neste caso, algo pouco provável.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Ficção ou realidade? II

Os funcionários assistiam pelo circuito interno a sessão daquela manhã ensolarada. Um calor estranho para aquele mês que já não era mais verão.

Séria e compenetrada, a parlamentar ralhava com os demais colegas. Olhando de cima para baixo, parecia a dona da situação. Nem seus cabelos ousavam se mover.

- Precisamos ser mais ágeis. Não podemos perder tempo, pois a carroça vai passar e vamos ficar. - Comentou.

Em outra sala, Fulano, um dos mais antigos membros da equipe de trabalhadores não se aguentou.
- Falou a mulher mais lenta do mundo. A dona dos discursos mais sonolentos. - Disse em alto e bom tom, sem medo de represálias, antes de soltar uma gargalhada que valeria a manhã de todos.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Operação: Queensrÿche

Sexta-feira, 16 de maio de 2008. Finalmente vou ver o Queensrÿche ao vivo. Perdi a chance na segunda edição do Rock In Rio e em uma outra tour deles pelo país. Esta foi traumática. Fui até Curitiba, com ingresso comprado, para descobrir que o festival fora cancelado. Mas, agora vai...

Já se sabe que eles NÃO vão fazer os shows que vinham fazendo no hemisfério Norte. Não teremos os álbuns "Operation: Mindcrime" e "Operation: Mindcrime Part 2" tocados na íntegra. Afinal, é o Brasil, e aqui sempre "tem que ser" pior. O grupo optou por apresentações com cara de best of. Sorte é que a tour manager da excursão pela América do Sul é minha amiga e já me tranqüilizou. Depois do show em Belo Horizonte, semana passada, ela orientou os caras a incluírem mais faixas da obra-prima "Operation: Mindcrime". E eles, segundo ela, toparam.

Trata-se de um álbum clássico. Vendeu mais de 1 milhão de cópias worldwide. E isso é uma marca mais do que considerável para um estilo impopular como o rock pesado. Reza a lenda que Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, teria questionado o baixista Steve Harris à época do lançamento de "Operation: Mindcrime" (1988). Algo do tipo, "por quais motivos o nosso último disco não é tão bom assim?".

Abaixo, eis a sequência de abertura do DVD "Operation: Livecrime":



Na parada da revista norte-americana "Billboard", que mantém uma biografia do grupo neste link aqui, o disco alcançou o 50º lugar. E até hoje, 20 anos depois, está na lista dos preferidos de 90% dos músicos de heavy metal.

Particularmente, este show em São Paulo vem mais do que em boa hora.

domingo, 11 de maio de 2008

Uma doença sem fim

Assustadora uma das manchetes publicadas pela Folha de S.Paulo em sua edição de hoje:

"Após 25 anos, vacina contra HIV permanece inalcançável".

No texto do jornalista Eduardo Geraque, fica registrado que a doença continua invencível. "Nenhuma barreira bioquímica desenvolvida até agora conseguiu conter a infecção. O desenvolvimento da tão almejada vacina ainda é apenas um sonho distante", diz a matéria. "Penso que o maior erro que cometemos até agora foi colocar muito foco nos testes em larga escala de vacinas e não dar atenção suficiente para a pesquisa básica. Nós precisamos aprender com isso", afirmou à Folha Dennis Burton, do Instituto de Pesquisa Scripps, na Califórnia (EUA).

A íntegra do material está neste link. Ao contrário do que se esperava, os prognósticos são apenas negativos. A tendência é de que o número de infectados permaneça em alta. Me parece estranho que o ser humano esteja construindo uma estação espacial e não encontre maneira de acabar com a epidemia da Aids. Por falar nisso, raramente esta praga é mencionada nos meios de comunicação. As campanhas são cada vez mais isoladas. Até parece que o vírus sumiu. Enquanto isso, políticos vão para o exterior, levam a sogra, em jatos particulares pagos pelo dinheiro público.

Ok, é um post sobre um assunto tenso. E bem no Dia das Mães. Mas garanto que não foi proposital, apesar desta fase negativa que estou atravessando. Prometo procurar uma notícia melhor para comentar em breve.

Falando nisso, o baixo ritmo de postagens também se explica pela tal fase ruim.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Ficção ou realidade?

Ela veio, trouxe a luz que ele tanto precisava. Mas foi embora.

E o mundinho chato dele, que por alguns dias era uma alegria só, voltou à insuportável mesmice.

E este filme triste não pára de ser reprisado.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Quem elege os políticos?

Meu amigo Marcelo "PoRta ToRta" Santos repassou esta, que ele pescou neste link. Não resisti à tentação de reproduzir o texto. Realmente, explica-se muita coisa.


Quem elege os políticos

Um sujeito comprou uma geladeira nova e pra se livrar da velha, colocou-a em frente à casa com o aviso: “De graça. Se quiser, pode levar“. A geladeira ficou três dias, sem receber um olhar dos passantes. Ele chegou à conclusão que as pessoas não acreditavam na oferta. Parecia bom demais pra ser verdade, e ele mudou o aviso: “Geladeira à venda por R$ 50,00“. No dia seguinte, ela tinha sido roubada. Esse tipo de gente vota.

***

Olhando uma casa para alugar, meu irmão perguntou à corretora de imóveis de que lado era o Norte, porque não queria que o sol o acordasse todas as manhãs. A corretora perguntou: “O sol nasce no norte?” Quando meu irmão explicou que o sol nasce no Leste (aliás, há um bom tempo isso acontece) ela disse: “Eu não me mantenho atualizada a respeito desse tipo de coisa“. Ela também vota.

***

Antigamente, eu trabalhava em suporte técnico num centro de atendimento a clientes em Manaus. Um dia, recebi um telefonema de um sujeito que perguntou em que horário o centro de atendimento estava aberto. Eu disse a ele: “O número que o senhor discou está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana.” Ele perguntou: “Pelo horário de Brasília ou pelo horário de Manaus?” Pra acabar logo com o assunto, respondi: “Horário de Manaus“. Ele vota.

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Meu colega e eu estávamos almoçando no restaurante self-service da empresa, quando ouvimos uma das assistentes administrativas falando a respeito das queimaduras de sol que ela havia tido, ao ir de carro ao litoral. Estava num conversível, por isso, “não pensou que ficaria queimada, pois o carro estava em movimento“. Ela também vota.

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Minha cunhada tem uma ferramenta salva-vidas no carro, projetada para cortar o cinto de segurança, se ela ficar presa nele. Ela guarda a ferramenta no porta-malas! Minha cunhada também vota.

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Meus amigos e eu fomos comprar cerveja para uma festa e notamos que os engradados tinham desconto de 10%. Como era uma festa grande, compramos 2 engradados. O caixa multiplicou 10% por 2 e nos deu um desconto de 20%. Ele também vota.

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Eu não conseguia achar minhas malas na área de bagagens do aeroporto. Fui, então, até o setor de bagagem extraviada e disse à mulher que minhas malas não tinham aparecido. Ela sorriu e me disse para não me preocupar, porque ela era uma profissional treinada e eu estava em boas mãos. “Apenas me informe… o seu avião já chegou?“ Ela também vota.

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Esperando ser atendido numa pizzaria observei um homem pedindo uma pizza para viagem. Ele estava sozinho e o pizzaiolo perguntou se ele preferia que a pizza fosse cortada em 4 pedaços ou em 6. Ele pensou algum tempo, antes de responder: “Corte em 4 pedaços; acho que não estou com fome suficiente para comer 6 pedaços.” Isso mesmo, ele também vota.

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Num curso sobre projetos, uma das equipes encontrou um resultado diferente do professor. Mesmo depois dele ter demonstrado matematicamente a resposta correta, uma das pessoas do grupo disse que isso não queria dizer nada, pois “cada um tem a sua lógica“. Essa pessoa vota.

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Fui cumprimentar um colega pelo seu aniversário e comentei que era muito bom a data ter caído num sábado. Pois ele retrucou que era uma pessoa de muita sorte, pois todo ano o aniversário dele caía em um sábado. Sim, ele vota.

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Isso explica muita coisa, né?

sábado, 26 de abril de 2008

Padre Adelir faz coisa

Como a turma não perde tempo e faz piada com tudo... bastou o tal padre Adelir sumir para a raça "descobrir" seu paradeiro. Só a imagem abaixo, eu já recebi de uns oito conhecidos via e-mail. Dois deles justificaram o envio porquê sou fã do seriado "Lost".



E o padre com síndrome de Ícaro anda fazendo sucesso nos MSNs e GoogleTalks do povo. Já vi um bom número de frases inspiradas pelo serelepe sacerdote. Uma amiga dos tempos da faculdade está há dias com a singela "Me leva, padre Adelir". Talvez seja tristeza pela derrota do time dela nas semifinais do Campeonato Paulista. Outro colega de profissão cita no MSN: "Vou comprar uns balões e sair voando". Este caso eu compreendo, certamente é o "mundo maravilhoso" do jornal onde ele trabalha.

Juro que eu gostaria que o padre não tivesse se "empirulitado". Preferia muito mais que tivesse descido em algum lugar qualquer para ir viver com uma amante e ser feliz. Mas, desconfio, tal qual Ícaro, deve ter voado direto pro chão. Ou pro fundo do mar, vai saber. Como dizia Bruce Dickinson naquela velha canção do Iron Maiden... "In the name of God my father I fly". Então tá...

Obs.: E por falar em "Lost"... até o episódio nove da terceira temporada, que passou anteontem nos Estados Unidos, eu achava que o Benjamin Linus não conseguiria ir tão longe. Será que também se inspirou no padre voador?

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Primeira Missa

Fascinado pela História desde a infância, passei anos sem entender por qual motivo o quadro "Primeira Missa no Brasil" não estava em algum museu de Santa Catarina mas, sim, no Rio de Janeiro. Meu raciocínio de criança era simples: se a obra era o marco da carreira de um pintor catarinense, Victor Meirelles (1832-1903) era bem óbvio que o local adequado era Florianópolis, onde o artista nasceu em 18 de agosto de 1932. Na época, a cidade ainda se chamava Nossa Senhora do Desterro.

Cresci vendo reproduções do quadro em livros de História e revistas. Só depois de adulto percebi que o que me incomodava nos primeiros anos era daquelas coisas que não se explicam, mesmo tendo uma explicação. Infelizmente, determinados atos, atitudes, pessoas, são como são e assim que elas são. Conformem-se os contrariados ou caiam no anonimato.

No último dia 15 tive, finalmente, a chance de ver de perto "Primeira Missa no Brasil". Logo depois de cobrir a posse de Anita Pires na presidência da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), no cinema do Centro Integrado de Cultura (CIC), dei uma escapada para ir até o Museu de Arte de Santa Catarina (Masc), que fica no mesmo local. Por 15 minutos, pude apreciar a obra genial. Saí embasbacado com a riqueza de detalhes. Basta olhar para a base do quadro, nas pedras aos pés dos indígenas, ou para o grupo de índios ao fundo, atrás da cruz. Este detalhe, por sinal, eu jamais havia notado.

Crédito de Imagem: Edu Cavalcanti

Genial: Riqueza de detalhes

Elogiar Meirelles é chover no molhado. Resta comemorar, ao menos até dia 11 de maio, que justiça foi feita e o quadro - até que enfim - foi trazido para ser exposto em Santa Catarina. A entrada é gratuita e vale a visita. Há a chance de também ver os esboços que o pintor criou antes de consolidar a tela que o faria entrar para a História. Como 15 minutos é quase nada, vou retornar com mais tempo ao Masc.

Serviço:
Local: Museu de Arte de Santa Catarina (CIC) - Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5.600 - Agronômica.
Horário: diariamente das 9h às 21h.
Valor: gratuito.
Informações: (48) 3953-2317. Visitas guiadas podem ser agendadas pelo telefone (48) 3953-2324 ou pelo e-mail naemasc@fcc.sc.gov.br.

sábado, 12 de abril de 2008

Perdemos George Taylor

Semana passada revi a série de TV "Planeta dos Macacos", baseada no filme de mesmo título, um clássico da ficção científica. Não lembrava que Roddy McDowall - que viveu o personagem Cornélius no filme - era um dos astros do seriado que eu assisti na minha infância, em Curitibanos.

Foi maravilhoso rever aqueles episódios que, à época, me assustavam. Agora, noto como os roteiros eram tão inteligentes quanto o do filme. Acessei o Internet Movie Database para fuçar mais algumas curiosidades e descobri que 2008 é o ano do 40º aniversário do longa. Imediatamente ofereci a pauta no jornal e preparei o material. Tudo estava programado para que a matéria fosse publicada na quarta ou quinta daquela semana. Mas "n" coisas forçaram o adiamento para a terça-feira desta semana, dia 8.

Ironia do destino, dois dias antes, morreu Charlton Heston, astro de "Planet of the Apes". Canastrão, ativista armamentista. Sim. Não se nega isso. Mas prefiro lembrar dele vivendo seus personagens marcantes, como o astronauta George Taylor, do filme citado neste post e na matéria abaixo, publicada originalmente no jornal Notícias do Dia.

Quem também lamentou a perda e fez uma honesta homenagem à Heston foi o Marco Zanfra. Vale acessar.

Planeta dos Macacos
Quatro décadas de um clássico

Alessandro Bonassoli
abonassoli@jornalnoticiasdodia.com.br

Há 40 anos, no dia 8 de fevereiro, quando o público saia das salas de cinema de Nova York, o assombro era intenso. Não só pelos efeitos especiais fantásticos para a época ou pela trama inteligente, mas, também, pela seqüência final, na qual Taylor – personagem vivido pelo astro Charlton Heston, morto aos 84 anos no último sábado – descobre diante da Estátua da Liberdade semi-enterrada em uma praia deserta o grande segredo de "O Planeta dos Macacos". Quatro décadas depois, o longa que, junto com "2001 – Uma Odisséia No Espaço", colocou a ficção científica entre os gêneros mais fortes do cinema, a história se mostra tão atual quanto o período em que foi lançada.


Heston: canastrão e galã

Em 3978, três astronautas colidem em um planeta diferente, onde macacos inteligentes dominam o mundo e humanos não falam e são escravizados. O argumento que poderia parecer pobre ganhou com o roteiro de Michael Wilson e Rod Serling (da clássica série de TV "Além da Imaginação") a força necessária para discutir com maestria racismo, a ameaça de um conflito nuclear, escravidão e diferenças étnico-sociais. Assuntos que, infelizmente, ainda estão em pauta.


Eternos: Zira, Cornélius, Zaius e Taylor, coleção de personagens imortais

Dirigido por Franklin J. Schaffner, que selaria sua carreira com obras como "Patton", "Os Meninos do Brasil" e "Papillon", "O Planeta dos Macacos" teve ampla resposta de audiência, fazendo dos US$ 6 milhões investidos pela Fox uma pequena fortuna de US$ 34 milhões, um dos maiores lucros da década. Indicado ao Oscar de Melhor Figurino e Melhor Trilha Sonora, ficou com um Prêmio Honorário para Maquiagem, já que à época esta categoria ainda não recebia as estatuetas douradas. Justo tributo ao trabalho de John Chambers. Ele fez atores e atrizes encantarem e assustarem travestidos como os intelectuais chimpanzés, os administradores orangotangos ou os temíveis e militarizados gorilas.


Futuro: Este sim, foi um final surpreendente

O longa virou máquina de dinheiro uma década antes do fenômeno "Guerra nas Estrelas". Com ele, a Fox inaugurou a mania das continuações, com mais quatro filmes entre 1970 e 1973, embolsando outros US$ 82 milhões, uma série de TV com 14 episódios transmitidos em 1974, outros 14 episódios em desenho animado, um gibi da Marvel Comics (publicado entre 1974 e 1977) e toda uma linha de brinquedos, jogos, camisetas, canecas e vários colecionáveis. Em 2001, Tim Burton fez uma versão bem pessoal do filme, com Mark Wahlberg, Helena Bonham-Carter e Tim Roth. Mas nem mesmo a atuação extraordinária de Roth ajudou a repetir o sucesso.


Sucesso: Cartaz do longa-metragem original

Baseado no livro homônimo do francês Pierre Boulle, o filme original tinha no elenco outros nomes de peso, como Roddy McDowall (no papel de Cornelius, e que atuou nas quatro continuações, além do seriado), Kim Hunter (Zira) e Maurice Evans (Dr. Zaius). Cogitou-se o nome da belíssima Ursula Andress para viver Nova, mas ela perdeu a vaga para a também encantadora Linda Harrison, então namorada de Richard Zanuck, chefão do estúdio.

Pode se dizer que "O Planeta dos Macacos" foi o precursor de uma tendência de Hollywood, divisor de águas para um estilo ou o ápice da carreira de um astro. É tudo isso mas, com certeza, ganhou a imutável condição de clássico do cinema mundial.

A tapioca e os Estados Unidos

Não sou contra nem a favor do atual governo. Mas acho uma sacanagem quando os críticos da gestão Lula alardeiam que certos atos queimam o filme do Brasil no exterior. Uma situação assim é a dos cartões corporativos. Você acha que isso é invenção do PT?

Notícia divulgada pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), com informações do jornal Washington Post, mostra que este tipo de picaretagem acontece também nos Estados Unidos. Ou seja, o Brasil continua, sim, criando o "similar nacional". Será que em terras de Tio Sam também existe tapioca?


Tapioca: a very good similar version

Segue a íntegra do texto:

11/04/08 - 20h25 - Abraji com Washington Post
Estudo revela irregularidades em quase 50% das compras com cartões do governo dos EUA



Nos Estados Unidos, um estudo do GAO (Government Accountability Office) revelou abusos no uso de cartões de crédito federais. Segundo o relatório produzido pela agência governamental independente que trabalha para o Congresso americano, servidores federais usaram cartões corporativos para gastos com lingeries, jogos, iPods e jantares.

O estudo estima que quase metade das transações realizadas com os cartões de crédito federais entre julho de 2005 e junho de 2006 foram irregulares. Das compras com cartões examinadas, 41% estavam em desacordo com as regras governamentais. Nas transações acima de US$ 2,5 mil, o percentual foi maior: 48% delas violavam as regras federais.

Entre os casos que mais chamam atenção, estão um jantar de US$ 13,5 mil promovido pelo serviço de correio em uma churrascaria em Orlando e a compra de dois iPods de US$ 400 para uso pessoal por um funcionário da NASA. Em 2007, os cartões de crédito foram usados por cerca de 300 mil servidores americanos.

O estudo do GAO pode ser visto na íntegra em:
http://abraji.org.br/midia/arquivos/file1207951970.pdf

sábado, 5 de abril de 2008

Exercício fotográfico

Um pequeno exercício com minha humilde câmera digital durante o deslocamento até a ponte de Navegantes, na BR-101, no último domingo de Páscoa. Enquanto o fotógrafo Edu Cavalcanti tirava fotos de verdade para o jornal Notícias do Dia, aproveitei para tentar relembrar das aulas de Fotojornalismo do primeiro e único Paulo Britto.



O detalhe das crianças "gigantes" e o cata-vento "sobre" o asfalto me chamou a atenção...



... mas, como diria aquele "filósofo" contemporâneo, é tudo "questão de modo de vista".

[Ouvindo: Dr. Sin - Life Is Crazy - Álbum: Bravo]

A volta dos caçadores de nazistas

O Diário Catarinense deste sábado reproduz matéria no mínimo inusitada. Originalmente publicado pelo jornal britânico The Guardian, "Caçada ao último nazista" revela que o Centro Simon Wiesenthal continua procurando carrascos do Terceiro Reich "no Chile, na Argentina e no Brasil" (!!). Os textos originais podem ser lidos aqui e aqui.

De acordo com o texto dos colegas Rory Carroll E Uki Goni, o grupo judeu de direitos humanos está em meio a uma derradeira atividade para "localizar os remanescentes colaboradores do genocídio escondidos na América do Sul: a Operação Última Chance."

Líder dos caça-nazis, Efraim Zuroff declarou que o Centro Wiesenthal crê "em dezenas, talvez centenas" de antigos oficiais de Hitler ainda vivendo confortavelmente e impunes na América do Sul. O principal alvo é Aribert Heim, médico que "realizou terríveis experiências com prisioneiros nos campos de concentração" e que pode estar na Argentina.

"Adolf Eichmann, um arquiteto do Holocausto, foi detido por agentes de Israel na Argentina em 1960. Klaus Barbie foi extraditado da Bolívia em 1983. Erich Priebke, um capitão da SS, foi extraditado da Argentina em 1995. A história definhou. Os fugitivos não eram apenas distantes idosos, mas octogenários, nonagenários e, na maior parte, mortos. Quando o século 20 terminou pareceu, então, que havia encerrado a caça aos nazistas", revela o texto. "Após anos de indiferença ou obstruções legais, os governantes da região estão decididos a ajudar os caçadores. Dinheiro público e privado estão à disposição como recompensa por informações. E houve pistas. A polícia tem nomes, contas bancárias e informações. Campanhas de mídia no Chile, Uruguai, Argentina e Brasil estão divulgando linhas telefônicas e oferecendo US$ 10 mil por cada informação confidencial que leve a uma definição. Após seis décadas, o caminho permanece complicado", informa a reportagem.


Procura-se: Aribert Heim, carrasco nazista ainda pode estar vivo e livre na América do Sul

O The Guardian informa ainda que "o nazista mais procurado desde Josef Mengele tem um prêmio de US$ 448 mil sobre sua cabeça e os governos da Argentina, Chile e Alemanha estão na sua cola. A razão de Heim estar no topo da lista dos mais procurados requer uma leitura macabra. Como doutor da SS em Mauthausen, um campo de concentração próximo à cidade austríaca de Linz, ele ganhou reputação pela sua extrema crueldade. Ele injetava gasolina e veneno no coração das vítimas e calculava o tempo das mortes. Ele fazia amputações sem anestésico e uma vez removeu a pele tatuada de um prisioneiro para fazer de revestimento ao campo do comando, e tirou a pele da cabeça da vítima para usar o crânio como decoração."

Uma segunda família de Heim, "composta de uma esposa e dois filhos em Baden-Baden, na Alemanha, disse que ele morreu de câncer em 1993 na Argentina". Isso faz com que Carrol e Guni concluam que pode surgir uma decepção como o caso Mengele, açougueiro nazista que morreu no Brasil e sua ossada só foi encontrada em 1985, seis anos depois de sua morte por um acidente vascular cerebral.

"Em 2001, seu advogado solicitou um reembolso às autoridades fiscais da Alemanha, afirmando que seu cliente estava vivo no exterior. A mulher de Heim e os filhos não falam. Eles não reclamaram ao banco de Berlim a conta no nome de Heim contendo 1 milhão de euros. As gravações da investigação mostraram que a mãe telefonou para seus filhos no aniversário de Heim para lembrá-los da data", continua a reportagem. Os investigadores acreditam que Heim está "em algum lugar perto de Bariloche e próximo à cidade de sua filha: Puerto Montt, apenas duas horas da fronteira argentina. Se o 'doutor morte' for capturado nesta cidade, isto levará a crer que há no local uma certa mentalidade nazista coletiva."

[Ouvindo: Igor Cavalera, Andreas Kisser & Mike Patton - Procura o Cara - Álbum: Trilha Sonora do filme "No Coração dos Deuses"]

sábado, 22 de março de 2008

Um senhor filme

Quem está aqui na filial da ilha de "Lost" uma excelente opção de entretenimento é "Senhores do Crime" ("Eastern Promisses"), filme do diretor David Cronemberg. Além de ter a belíssima e ótima atriz Naomi Watts, o elenco conta com Viggo Mortensen (o eterno Aragorn) e o ótimo Vincent Cassel (que, além de ser marido da Monica Belucci, merece todo o respeito por suas atuações sempre impactantes).

Crédito de foto: Divulgação/Cinema em Cena


Denso: Viggo Mortensen e Naomi Watts longe da pipoca com guaraná e do cinema "cabeça"

O filme é denso, pesado e violento. Não no estilo pancadaria pura e simples, a la Van Damme et caterva. Uma obra que está passando meio despercebida pela crítica. Consegue a façanda de não ser "pipoca com guaraná" e nem enveredar pelo "cinema cabeça". Mas vá logo, pois os cinemas de Florianópolis NÃO mantém em cartaz os bons filmes por muito tempo. Os meia-boca, em compensação...

[Ouvindo: Sepultura - Desperate Cry - Álbum: Arise]

terça-feira, 18 de março de 2008

Irmãos reunidos

Uma das notícias que os fãs dos irmãos Max e Iggor Cavalera, criadores do Sepultura, mais gostariam de ouvir virou realidade. Isto não é novidade, claro, mas eu havia esquecido de comentar o assunto por aqui. Os dois masterminds da melhor banda brasileira de rock pesado de todos os tempos estão unidos depois de uma década. E, já no primeiro trabalho conjunto, o Cavalera Conspiracy, criaram o excelente "Inflikted", o melhor álbum "do Sepultura" desde "Chaos A.D." (lançado no distante 1993).

Ah, a outra notícia mais esperada é que a dupla retorne ao Sepultura. Não tenho nada contra a atual formação da banda, nem contra o "novo" vocalista, o norte-americano Derrick Green. Mas todos os álbuns sem o Max não chegam sequer perto de qualquer outro da formação clássica. Há ótimas idéias, boas composições, mas mudou muito e o grupo desceu alguns degraus. Em todos falta o "espírito Sepultura", presente nestas duas amostras abaixo:

boomp3.com

Além de Max (vocais e guitarra-base) e Iggor (bateria), o Cavalera Conspiracy inclui ainda Marc Rizzo (guitarra solo, que toca com Max no Soulfly) e Joe Duplantier (baixista do Gojira). Para quem não curte este estilo musical ou não teve o menor contato com o mundo da música nos últimos, sei lá, 17 anos, o Sepultura conseguiu o que nenhum outro grupo brasileiro jamais fez, vender mais de um milhão de cópias em todo o planeta, além de se transformar em referência mundial.

boomp3.com

[Ouvindo: The Cavalera Conspiracy - Hex - Álbum: Inflikted]

sábado, 15 de março de 2008

Progressistas e comunistas

E confirmando uma tese do Upiara, colega com quem trabalhei na segunda e the flash passagem por A Notícia, a vereadora Ângela Albino (PC do B) votou "com o PP" no processo contra o também vereador Xandi Fontes (PP). Somente ela e João Aurélio Valente, correligionário de Fontes, tentaram evitar a suspensão por 60 dias do ex-presidente da Federação Catarinense de Surf (Fecasurf).

Do outro lado, saíram vencedores Gean Loureiro (PMDB), relator do processo, Walter da Luz (PSDB) e João Batista Nunes (PR). Os dois últimos, reconhecidamente adversários diretos de Fontes. Esta confusão toda iniciou quando Marcílio Ávila, parlamentar cassado que conseguiu retornar à Câmara da Capital, em outubro de 2007, e fez acusações contra o rival, que teria usado de modo irregular dinheiro público durante a realização da etapa brasileira do Circuito Mundial de Surf.

Foto: Edu Cavalcanti

Ângela Albino: ponto de vista

Creio que a sempre simpática vereadora vá negar que seu voto tenha outro significado além de justificar o seu ponto de vista sobre o impasse. Mas é inevitável pensar que o PP está de olho nos 8% que Ângela Albino garantiu em uma das primeiras pesquisas de intenção de voto feitas sobre as eleições de outubro próximo. E, depois que o PP já fechou parceria com o PT, não seria de estranhar uma tentativa de aproximação com o PC do B. Afinal, em eras de globalização, de mudança de dogmas, estilos e ideologias, que mal pode fazer?

Em uma eventual desistência do casal Amin, únicos dentro do PP com chances reais de superar o prefeito Dário Berger (PMDB) nas urnas, uma dobradinha entre progressistas e comunistas certamente colocaria muita pimenta no esperado caldo fervente que serão as eleições na capital de todos os catarinenses. Isso, obviamente, é mera especulação. Nenhum dos partidos que vão para a disputa confirmam nada até o momento. As únicas verdades são os pré-candidatos oficiais - Ângela, Dário, Cesar Souza Júnior (DEM) e Marcos Vieira (PSDB) - e a afirmação de todas as siglas sobre as conversas para eventuais alianças, quer seja no primeiro ou no segundo turno.

Frentista nunca mais

Se algum dia eu voltar a ficar desempregado ou resolver mudar de profissão já defini que frentista não vou ser. Nada contra os profissionais que abastecem os veículos. Gente fundamental que merece respeito. Mas, depois dos episódios de Ribeirão Preto, Porto Alegre e, agora, de Chapecó... tô fora.

Parece que virou moda fulano sem-vergonha e descontrolado - que não merece respeito algum, bem pelo contrário - invadir postos de combustível e atropelar ou agredir os trabalhadores deste tipo de estabelecimento. Quando o vivente começa a achar que nada mais pode ficar pior, a humanidade consegue ir além, ir mais abaixo.

Isso é o quê? Envolvimentos com substâncias ilícitas? Histeria em massa? Reflexo negativo da vida moderna? Falta de educação (de casa e da escola)? Ou pura inexistência de vergonha na cara?

[Ouvindo: The Cavalera Conspiracy - Ultra-Violent - Álbum: Inflikted]

terça-feira, 11 de março de 2008

Um nome não é só um nome

Raramente gosto das bandas pop/rock de Florianópolis e de Santa Catarina. Nada contra, apenas não fazem o som que me agrada. Mas sou o primeiro a defender a criatividade dos músicos catarinenses quando estes decidem montar seus projetos musicais. Algo que pode facilmente ser notado na listagem dos participantes do festival "Rural Rock Fest 2008", marcado para os dias 14, 15 e 16 deste mês, em São José.

Já no primeiro dia do evento, há o Tumor do Bile, que sobe ao palco às 20h. No dia seguinte, sabadão, é a vez de Apicultores Clandestinos, às 13h, seguidos pelos Fugitivos da Yakuza, uma hora depois. Mais tarde, às 18h, é a vez de Jeremias Sem Cão. Prá fechar o evento, domingueira, teremos The Seres (!!) ao meio-dia e Odes e Sodas, às 13h. A programação completa pode ser conferida neste link.

Agora, de todos estes, nenhum supera ainda Cuba Drinkers & The Hi-Fis. Nem sei qual era o som deles nem se a banda ainda está na ativa. Mas o nome é genial.

Serviço de utilidade pública

Originalmente publicado no site da Abraji:

OEA pede ao Brasil mais informações sobre restrições à liberdade de expressão no país

A Organização dos Estados Americanos (OEA) pediu ao Brasil mais informações sobre restrição à liberdade de informação e expressão no país. A solicitação foi feita após a Abraji e as organizações não-governamentais Artigo 19 e Centro pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil) entregarem um dossiê à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA no qual chamam a atenção para disposições legais e práticas judiciárias que têm constituído violações ao direito à liberdade de expressão no Brasil, em especial o uso abusivo de recursos judiciais contra veículos de comunicação, jornalistas e defensores de direitos humanos.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos demonstrou preocupação com a possibilidade de haver censura prévia por meio das liminares concedidas em ações judiciais no Brasil e solicitou ao Estado brasileiro informações sobre o uso desses mecanismos no país. O comissionado Florentin Melendez afirmou que os Estados devem encontrar "um equilíbrio racional" quando há um conflito de direitos fundamentais.

A entrega do relatório com casos específicos e estatísticas sobre o uso abusivo de ações judiciais no Brasil ocorreu na manhã desta segunda-feira, 10 de março, em audiência oficial na sede da OEA, em Washington, Estados Unidos. O documento revela que de 2005 a 2007 foram registrados no Superior Tribunal de Justiça (STJ) 53 casos de ações de danos morais contra a mídia decorrentes de declarações classificadas como difamatórias. Em 37,6% desses casos, os autores eram funcionários públicos. No Tribunal de Justiça de São Paulo, de 93 casos apresentados no curto período de outubro a dezembro de 2007, 47,4% das ações foram interpostas por integrantes do Estado.

Alguns dos problemas específicos apontados incluem a debilidade do marco legal brasileiro, o uso excessivo e orquestrado de ações de indenização por danos morais e a grande quantidade de casos impetrados por agentes públicos. A desproporcionalidade dos valores indenizatórios, as liminares que proíbem antecipadamente a publicação de informações e que podem constituir censura prévia, além de outras restrições indiretas à liberdade de expressão também foram citados.

As três entidades destacaram ainda a estratégia recente de inundar a Justiça com ações articuladas por membros de um mesmo grupo em várias localidades do país contra um único órgão da mídia e um jornalista, com o intuito claro de calar e intimidar essas empresas e profissionais com o volume expressivo de ações.

Na audiência, também estiveram presentes representantes do Estado brasileiro e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), que defenderam o atual sistema de reparação por danos morais e a responsabilização criminal por declarações difamatórias, afirmando que os casos de abusos citados pelas três instituições constituiriam exceções e não a regra. Afirmaram, também, que as preocupações apresentadas pelo CEJIL, Artigo 19 e Abraji não produziriam os efeitos intimidatórios, nem causariam autocensura, como alegado.

Ao final, o relatório entregue à OEA apresentava algumas recomendações dirigidas tanto ao Estado brasileiro quanto à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
As recomendações feitas ao Brasil incluem a revisão da legislação aplicável à liberdade de expressão a fim de adequá-la aos padrões internacionais sobre o assunto; a adoção de padrões claros e objetivos para determinação do dano e a fixação de valores em ações de indenização e a facilitação e promoção do uso de medidas de reparação menos restritivas à liberdade de expressão.

Outra orientação foi a de em casos de enxurradas de ações judiciais por membros de determinados grupos seja garantido tanto o direito a recursos judiciais pelos cidadãos que se sentirem ofendidos como o direito de defesa dos jornalistas processados, estudando-se, por exemplo, medidas que visem à unificação e centralização do julgamento dos diversos processos.

Já as sugestões dadas à Comissão incluem a realização de estudos específicos sobre os temas apresentados na audiência a fim de analisar sua adequação a padrões interamericanos de direitos humanos, bem como seus efeitos para defensores de direitos humanos e comunicadores sociais.

A íntegra do relatório apresentado à OEA estará em breve disponível nos sites da Abraji, Artigo 19 (www.article19.org) e Cejil (www.cejil.org).

sábado, 8 de março de 2008

Mr. Firecrotch

No mesmo site do teste anterior, achei mais algumas bobagens interessantes. E o título deste post é o meu "rockstar name".




Your Rockstar Name Is...



Mister Firecrotch




[Ouvindo: Pantera - Psycho Holiday - Álbum: Cowboys From Hell]

London London

Durante a ronda dos blogs vizinhos, dediquei longos minutos à sempre edificante leitura do blog do PH. Lá, curiosamente, encontrei um daqueles testes do tipo "com qual personagem de TV você parece?" ou, no caso, "what city do you belong in?".

Meu resultado foi a capital britânica. E faz muito sentido. Por vários motivos, inclusive sentimentais (mas este é um assunto que não vem ao caso, afinal a dor, desde a manhã da última segunda-feira, quando passei por um determinado aeroporto paulista, já ficou forte o suficiente).




You Belong in London



A little old fashioned, and a little modern.

A little traditional, and a little bit punk rock.

A unique soul like you needs a city that offers everything.

No wonder you and London will get along so well.



[Ouvindo: Pantera - Clash With Reality - Álbum: Cowboys From Hell]

Campanha

Aproveitando a campanha lançada no post anterior - troca do Dia Internacional da Mulher por Todos os Dias Internacionais da Mulher - encampo outra reivindicação.

Um dia eu quero ficar sem mulher. Porque todos tá sendo muito ruim. :)

[Ouvindo: Gary Moore - This Thing Called Love - Álbum: After The War]

Contra o Dia Internacional da Mulher

Hoje é o tal Dia Internacional da Mulher.
Sou contra.
Um dia só? Para a mulherada deveriam ser dedicados todos os 365 dias do ano. Pô! Elas são discriminadas, têm TPM, precisam aguentar homens falando de futebol, com bafo de cerveja, com aquele cheiro asqueroso de... homem, são traídas, carregam o maior peso durante nove meses, encaram as dores do parto, ainda precisam trabalhar em casa e fora, estudar, educar filhos, menopausa, e... a lista não pára de crescer.

Acho que este mundo é a porcaria que é justamente porque não são elas quem ocupam os cargos de liderança e controle. Deixaram esta joça na mão da macharada e olha a confusão que resultou: guerras, fome, miséria, desemprego, políticos corruptos, violência,...

Mas, de qualquer modo, parabéns mulherada (Se é que há alguma que leia este blog).

[Ouvindo: Gary Moore - Running From The Storm - Álbum: After The War]

Pérolas

E lá se foram 16 dias desde o último post neste blog. Nem vale ficar relatando os motivos de tanto silêncio. Neste intervalo, porém, aconteram várias pérolas que poderiam ter sido comentadas.

* A quase cassação do governador Luis Henrique da Silveira
* A troca de acusações entre parlamentares sobre o episódio (e a Assembléia Legislativa repleta de projetos importantes para entrar em votação)
* A quase cassação do prefeito de São José, Fernando Elias
* O show magnífico do Iron Maiden em São Paulo
* A volta do calor insuportável
* A ex-miss gaúcha fazendo apologia ao sexo sem camisinha no Big Brother Brasil
* A palhaçada da Espanha em relação aos turistas brasileiros
* A confusão monumental entre Equador, Colômbia, Venezuela e as Farc
* A pena rídicula da Federação Catarinense de Futebol contra Avaí e Criciúma por causa dos lamentáveis episódios do confronto entre os dois times
* O ato horripilante dos imbecis que levaram uma bomba (!) para um estádio de futebol
* A impunidade para eles até este momento

Isso me faz pensar sobre a quantidade de coisas - inexplicáveis e outras mais do que esperadas - que acontecem no dia-a-dia e o cidadão nem percebe. Ok, é pura filosofia de bar, mas é inegável.

[Ouvindo: Gary Moore - Led Clones - Álbum: After The War]

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Sem eclipse

Adivinha em qual cidade do Brasil o eclipse da lua de ontem à noite não pôde ser visto? Claro, na filial da ilha de "Lost". Choveu tudo e mais um pouco.

[Ouvindo: Scorpions - Holiday - Álbum: Live Rock In Rio]

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Florianópolis e o vôlei de praia

A imprensa vem divulgando a confirmação de Canasvieiras como a sede da segunda etapa do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia, a partir do próximo di 21. Não sei onde vai ser montada a arena, mas, muito provavelmente, não será na praia propriamente dita. Afinal, não recordo de nenhuma área na beira do mar com extensão suficiente para a instalação da arena onde os jogos acontecem. Bem, talvez, em frente ao trapiche, antes do rio Brás, na divisa com a Cachoeira do Bom Jesus, até fosse possível.

Se for, eis uma grande contradição da prefeitura de Florianópolis. Houve um ano - ainda na gestão da ex-prefeita Ângela Amin - que a etapa foi disputada na Passarela do Samba Nego Quirido. Por sinal, choveu, a areia virou "cimento" e os atletas saíram reclamando dos riscos de lesões. Em 2005, primeiro ano da gestão Dário Berger (PMDB), a competição aconteceu em um campo de futebol no bairro Trindade (perdão, não recordo o nome oficial daquela praça, mas é a mesma onde o Desterro mandava seus jogos na Liga Sul e no Campeonato Brasileiro de rugby), em frente ao atual Shopping Iguatemi).

Nas duas ocasiões, a prefeitura alegou que a realização do evento longe de uma praia era a inexistência de uma área adequada nas 42 praias da cidade. Será que agora descobriram um lugar adequado?

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Tra-la-lá

Foi mal! Esqueci de comentar aqui algo que já tá no ar há um tempinho: o blog Tra-la-lá criado pelos meus velhos amigos Renê "Alemão" Müller e Fábio "Mutley" Bianchini e pelo colega Dorva Rezende, todos repórteres do Diário Catarinense. O trio toca o terror com matérias e artigos sobre música "em geral" no caderno "Variedades" com muita competência.

Se você clicar no link acima e não funcionar a culpa não é minha. Sei lá, tem dias que funciona, em outros não. Deve ser algum probleminha no portal da RBS. O melhor caminho, no caso, é ir em www.clicrbs.com.br, escolher a parte reservada para Santa Catarina e no menu da esquerda, clicar em "blogs". Lá tem a lista dos vários blogs mantidos por outros colegas da RBS. Entre eles, o Tra-la-lá.

Normalmente, os três comentam sobre bandas indies, guitar bands e pop music. Mas eles já até abriram espaço para outras vertentes, como o velho e sempre subestimado heavy metal. No caso, permitiram que eu colaborasse. Fiz uma pressãozinha básica, disse que eles não abriam espaço para estilos que eles não curtem, coisa e tal. Deu certo! Já emplaquei duas humildes contribuições: aqui , aqui e aqui. Certo, são três links, mas dois deles devem ser considerados um só. :)


[Ouvindo: ZZ Top - Liquor - Álbum: Mescalero]

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Da série: E ainda precisam estudar para descobrir que...

Acabo de ler na edição on-line da revista Veja que um levantamento feito por pediatras dos Estados Unidos "descobriu" que "a música popular dos Estados Unidos está inundada de letras que fazem referências ao consumo de drogas, álcool e tabaco."

Ora, e ainda precisaram estudar para descobrir isso? Segundo o texto, os pediatras da faculdade de medicina da Universidade de Pittsburgh apuraram que "das 279 canções mais populares no país (as mais tocadas e vendidas, segundo a parada da Billboard) em 2005, 93 – ou um terço – falavam explicitamente do tema. Outras 117 – 42% – tocavam no assunto de alguma forma."

Tá, vá lá, que se dê o crédito para os pesquisadores. Todo mundo já sabia disso, mas "o que ninguém tinha feito antes era colocá-las no papel."

[Ouvindo: Loucyfire - As Pure As S.I.N. - Álbum: This Dollar Saved My Life At Whitehorse]

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Apocalíptico

Depois de um longo tempo fiz as pazes com o cinema. Fui ver "Eu Sou A Lenda" (I Am Legend, EUA, 2007), com o Will Smith no papel principal. Gosto muito de filmes sobre futuros pós-apocalípticos. Me interessa ter uma idéia de como seria o destino deste planetinha em um caso extremo assim.

A sinopse é bem básica e, atualmente, clichê para filmes deste sub-gênero. Neville, personagem de Smith, é o "único" sobrevivente humano depois que um vírus mais do que mortal transformou a maior parte da população em mutantes que devoram, claro, seres humanos. Ou seja, os fãs do gênero já viram "Eu Sou A Lenda" inúmeras vezes, mas em outros longas-metragens.


Imagem: Cinema em Cena


Desperdício: George Romero teria feito uso melhor dos US$ 150 milhões

Altamente "pipoca com guaraná", até que o filme não é tão fraco quanto poderia ser. A fotografia é ótima, algumas seqüências são bem legais, tipo o mano jogando golfe no alto de um porta-aviões na baía de Manhattan ou ele puxando papo com uma manequim de loja dentro de uma vídeo-locadora. Mas há dois defeitos bem problemáticos. O primeiro são os tais mutantes, "interpretados" por animações. Ficou tão ruim quanto a versão para o cinema de "O Incrível Hulk" (do Ang Lee). Perderam a grande chance de fazer do longa algo bem mais assustador, na linha dos zumbis do George Romero. Isso me lembra que é um desperdício entregarem R$ 150 milhões para "Eu Sou A Lenda". Se os estúdios liberassem uma verba destas para Romero, aí sim o mundo veria o quê é filme aterrorizante.

O segundo erro é que, quando a história finalmente começa, o filme acaba. Pois, até o cara encontrar Anna, personagem interpredata pela atriz brasileira Alice Braga, tudo parece não ser meramente a introdução de um grande épico. Uma pena. O roteiro poderia render muito mais.

Imagem: Cinema em Cena

Oportunidade: Desconhecida por estas bandas, Alice Braga ganha chance em Hollywood

[Ouvindo: Whitesnake - Judgement Day - Álbum: Slip Of The Tongue]

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Era só a crônica de uma morte anunciada

Terminou! Acabaram com o "AN Capital", suplemento publicado pelo jornal A Notícia há 12 anos e cinco meses. Hoje saiu a última edição. E a morte daquele que já foi o melhor JORNAL catarinense, superando até mesmo o próprio A Notícia, aconteceu em silêncio, com uma discreta nota na capa do caderno de hoje, praticamente um bilhete para aqueles que mais perdem com o seu desaparecimento: os leitores.

Talvez o caos que as chuvas dos últimos dias trouxeram tenha impedido uma saída de maior impacto. Talvez...

Criado em 1995, o "AN Capital" foi a tentativa do grupo que então controlava o jornal A Notícia, cuja sede fica em Joinville, de entrar no mercado de Florianópolis, naquela fase já totalmente dominado pelo Diário Catarinense, do grupo gaúcho RBS. A situação era tão inusitada que, por algum tempo, A Notícia deve ter sido o único jornal do mundo que saía encartado em um suplemento.

Grandes jornalistas passaram pela equipe durante estes anos. Todos fizeram o já saudoso ANC um jornal regional, combativo e, até onde os antigos donos permitiam, independente. Creio que muitos políticos vão comemorar o fim deste caderno.

Quando a RBS comprou o "A Notícia" da família Thomazzi, em 2006, todos os que tinham ligação com o mercado catarinense de comunicação já sabiam, ou ao menos desconfiavam, que era mera questão de tempo para o "AN Capital" ser fechado. Os novos proprietários levaram mais de um ano para tomar a decisão, mas ela veio. Simples assim. Alegando que não faz sentido manter a estrutura em Florianópolis por questões econômicas, dois representantes da empresa vieram ontem até a redação para nos avisar oficialmente.

Dos 18 funcionários que ainda trabalhavam diariamente na casa da rua Crispim Mira, 15 foram demitidos. No auge, a sucursal da Capital chegou a ter mais de 30 integrantes. É verdade que, após a compra, a RBS recolocou um número razoável de jornalistas em seus outros veículos (alguns migraram para a matriz do AN, em Joinville, outros para o Diário Catarinense e mais um para o Diário On-Line). Mas o clima entre os colegas obviamente era de tristeza. E ninguém lamentava o desemprego, mas pelo fim do jornal, que todos amavam, apesar de tudo, apesar das dificuldades enfrentadas com a eterna falta de estrutura e até um certo descaso por parte dos antigos proprietários.


Para sempre: Feito com dignidade até o último dia


Na capa da edição final, um singelo comunicado avisa sobre o fim e que o noticiário sobre Florianópolis "continua a ser publicado em uma página especial do caderno principal do jornal". Mas não há nenhuma menção às demais cidades da Grande Florianópolis, que o ANC sempre cobriu de um modo que nenhum outro fez até hoje. A cobertura, a partir da próxima segunda-feira, será feita por "uma equipe própria de jornalistas", conclui o comunicado. Só não avisaram aos leitores que dos oito repórteres, dois editores, dois fotógrafos, dois motoristas, uma diagramadora, além da recepcionista e da responsável pelo setor pessoal, que faziam isso na sucursal, a equipe terá somente três repórteres. O chargista Frank Maia e os colunistas Raul Sartori e Claudio Prisco Paraíso que não atuavam na sucursal mas eram, teoricamente, do ANC, serão mantidos no AN.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Santa Catarina já divulgou uma nota de repúdio ao ato da RBS. Mas isso de nada adianta na prática. De um modo ou de outro, mais cedo ou mais tarde, talvez até no próprio grupo gaúcho, nós que ficamos sem emprego vamos nos recolocar. O prejuízo maior, sem dúvida alguma, é para os leitores, para a população. Mesmo discordando da mudança, pelo motivo acima e pela minha história na equipe do "AN Capital", na qual tive o prazer de trabalhar em duas oportunidades (em 2005 e nos dois últimos meses), entendo os motivos disso tudo. Apesar de ter o nome de jornal, tudo no mundo do jornalismo impresso (e em todas as outras áreas, é claro) é business. E business exige retorno financeiro, resultados, lucros. Se quem manda acredita que pode ter mais avanços com o fim de uma publicação, nada mais há para ser discutido. Creio que se fosse empresário, provavelmente eu faria o mesmo.

Três momentos marcaram a triste quinta-feira, dia 31 de janeiro de 2008. O primeiro foi quando Edson Rosa, último editor-chefe do caderno, agradeceu à equipe derradeira. Convidado pelo editor-chefe de A Notícia para fazer algum comentário, o popular Kiko não conseguiu expressar mais do que o agradecimento. Naquela hora, foi complicado não se render ao choro. Vieram à mente todos os colegas que por ali passaram e todas as histórias que vamos levar para sempre na memória. Kiko, por sinal, fez a primeira e a última edição.

O segundo marco foi a tristeza do Vilmar, o motorista que será sempre um dos símbolos do ANC e, provavelmente, a única unanimidade positiva em toda a história do caderno. Seu eterno bom humor e as inacabáveis brincadeiras que tanto alegraram a todos naquela velha casa (e nas três outras sedes que o jornal teve em Florianópolis) ontem não desapareceram. Vilmar, se sentindo traído pela empresa para a qual se dedicou por tantos anos, saiu sem se despedir de ninguém.

Mais tarde, na Kibelândia, tradicional bar onde os jornalistas da capital catarinense se reúnem, veio o tercerio momento. Os quatro últimos contratados para o "AN Capital" - que, obviamente, sabiam que haviam assinado um contrato de risco quando decidiram em novembro passado completar o time do ANC - tentaram afogar a decepção e a tristeza em algumas garrafas de cerveja. Quase na hora da "saidêra", Edson Rosa se uniu à nós. Desabafou um pouco, mas sempre tentando manter o bom humor. Lembrou de vários ex-companheiros e, acredito, se esforçou para evitar as lágrimas.

Mas a vida continua, com o perdão do chavão. Eu só não esperava "emplacar" a derradeira manchete do "AN Capital".

Como é impossível reunir todos em uma foto, cito os vários colegas que fizeram o AN Capital. Incluo na lista aqueles com quem trabalhei direta e indiretamente. É claro que há vários outros, alguns que a memória me trai no momento e outros que nem cheguei a conhecer, além da turma do extinto departamento comercial, telemarketing e do setor administrativo.

Ainá Vietro
Alexandre Lenzi
Aline Felkl
Ana Cláudia Menezes
Ana Paula Lückman
André Gassen
André Lückman
Angelo Medeiros
Ayrton Cruz
Cao Carvalho
Carla Pessoto
Carla Kempinski
Carlito Costa
Celso Martins
Claudine Nunes
Cléia Schmitz
Clodoaldo Volpato
Cristiane Fontinha
Cristiane Serpa
Cristiano Vogel
Daniel Cardoso
Dariene Pasternak
Deluana Buss
Diogo Vargas
Dirce
Edson Rosa
Fabiana de Liz
Fábio Gadotti
Felipe Silva
Fred
Gisa Frantz
Gustavo Cabral
Luiz Christiano
James Tavares
Jeferson Cioatto
Jeferson "Fifo" Lima
Josi Castro
Julio Castro
Lara Viviane
Lucia
Lucia Helena Vieira
Lucio Baggio
Lucio Lambranho
Luis Fernando Assunção
Luis Henrique "Governador" Silveira
Mariella Lopes
Marco Zanfra
Maurício Oliveira
Mauro Geres
Mayco
Natália Viana
Néri Pedroso
Osvaldo "Coca" Nocetti
Patricia Peron
Paulo Jorge "PJ" Marques
Paulo "PDT" de Tarso
Rosane Felthaus
Régis Mallmann
Ricardo Mega
Sílvia Pinter
Upiara Boschi
Valéria Lages
Valmir "Lagoa"
Vilmar