quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Falta ousadia no Rock In Rio

A produção do Rock In Rio já anunciou várias atrações. Incluindo as da chamada "noite metal" ou qualquer expressão babaca tipo essa. Metallica, Motörhead, Sepultura e Angra são os primeiros nomes confirmados.

Pelo visto, Roberto Medina está de olho - obviamente - no lucro. Assim, melhor trazer medalhões que são garantia de público. Para nós, fãs da música é uma pena, considerando que Metallica esteve no Brasil ano passado, Motörhead virá no início de 2011, Sepultura já teve sua chance em outro Rock In Rio e o Angra tocou em todos os demais grandes festivais dedicados à música pesada no País.

Outro dia, no Twitter, brinquei que se o Medina fosse macho mesmo, traria o "Big 4", como se denominou a tour com os quatro maiores do thrash mundial (Metallica, Anthrax, Slayer e Megadeth - apesar de eu achar que deveria ser "Big 5", incluindo o Testament). Seria mais macho ainda se conseguisse reuniu a formação original no inigualável Black Sabbath. Nada que alguns milhões de dólares não consigam fazer.

Agora, se fosse para experimentar mesmo, que tal grupos desconhecidos da grande mídia, totalmente desconhecidos do povo leigo? Um festival que foi tão ousado em suas origens, ainda mais quando resolveu mudar de continente e mantendo o nome "In Rio", que sempre ousou - até demais - ao incluir artistas que são qualquer coisa, menos rock, não seria hora de ousar na escolha do cast?

- Pain

Projeto do músico, compositor e produtor sueco Peter Tägtgren, o Rick Rubin da Suécia.



Uma das raras unanimidades na cena pesada, Tägtgren é um renomado produtor do estilo e no seu projeto Pain fez uma interessante mistura de rock pesado com linhas pop eletrônicas. Alguns rotularam o estilo de Future Pop. Bobagem! É sonzêra e pronto.



- Lordi

A banda finlandesa Lordi mistura hard rock com visual na linha do Kiss e Alice Cooper, com pitadas de Twisted Sister no som. Os malucos tocam com fantasias de monstros (!!) que, de tão ridículas, ficam muito legais. Ou seja, mais comercial, impossível. Mas o que importa é o som:





Um comentário:

Fausto disse...

Cara, concordo sobre o lance de trazer bandas pouco conhecidas (eu incluiria In Flames, Soilwork e H.I.M.).

Mas eu discordo sobre ter sido ousado nas edições anteriores. Desde a primeira (pelo menos nas noites metaleiras) ele sempre se focou na fórmula Medalhão + quem está bombando no momento, sobretudo na 1ª, com Scorpions, AC/DC e Ozzy consagrados, mais o Iron Maiden no auge. Na 2ª, com Judas Priest e Queensryche como medalhões e o Guns bombando. Na 3ª, sequer teve banda nova (tentaram fazer do Papa Roach o novo FNM mas não rolou). E na quarta, a única que não está na descendente é o Slipknot.

Abrax.

Fausto