sábado, 21 de novembro de 2009

Certas coisas não mudam

É. O jornal A Notícia é regional mesmo. Definitiva e infelizmente.
E, certas coisas, apesar da mudança de proprietários, continuam as mesmas. Edição deste sábado (ao menos a disponibilizada na internet) cita a vitória da equipe masculina de basquete de Joinville nos Jogos Abertos de Santa Catarina com amplo e total destaque. Nenhuma matéria sobre o título geral, conquistado por Florianópolis.

O registro coube ao colunista Maceió, com quem tive o prazer de cobrir algumas edições dos Jogos ele pelo AN e eu pelo extinto O Estado. Em 2005, já no AN Capital, fui colega de Maceió na editoria de Esportes.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Floripa sem O Globo

Florianópolis não é mais a mesma. Definitivamente. Descobri hoje que nenhuma banca da cidade recebe o jornal "O Globo". O Rio de Janeiro sempre foi o espelho, em décadas passadas, da capital catarinense. Ao menos é o que dizem experientes colegas, cronistas, blogueiros e outros menos cotados.

Tanto é que, garantem, a maior torcida por aqui é de um determinado clube carioca. Só não sei se a inexistência de "O Globo" nas nossas bancas é culpa da mudança de identidade florianopolitana ou da crise que o jornalismo impresso vive nos últimos anos. Seria um corte de despesas do jornal do Rio de Janeiro?

sábado, 31 de outubro de 2009

A concorrência e suas benesses ao jornalismo de Santa Catarina

A edição deste final de semana publicada pelo jornal Notícias do Dia na Grande Florianópolis mostra como a concorrência faz bem à imprensa, ao jornalismo e à sociedade. Desde que o grupo RIC Record resolveu investir em jornalismo impresso, o marasmo do setor em Florianópolis - ok, em Santa Catarina - sofeu um severo golpe.

A reclamação era intensa sobre a atuação do Grupo RBS, que comprou o jornal A Notícia, de Joinville, monopolizando o mercado de trabalho. A empresa gaúcha alega que há vários jornais no interior do Estado. Mas a reclamação do Sindicato dos Jornalistas Profissionais, dos diagramadores, fotógrafos, editores, revisores, repórteres e de parte do público que mantém o hábito saudável de se informar diariamente pelo jornal impresso, era quanto ao monópolio dentro do grupo dos "grandes" jornais catarinenses.

O surgimento do Notícias do Dia na Capital e Joinville mexeu com a RBS, instaurou a concorrência. O jornal mudou algumas vezes de projeto gráfico e público. Agora está consolidado como um veículo de comunicação para as classes A e B, no formato tablóide. Aparenta ser um produto vencedor, pois a empresa investiu um pouco mais e lançou edições em Biguaçu, Palhoça, São José e em Tijucas. Regiões próximos de Florianópolis, com alto poder de investimento e de empresas que podem vir a anunciar, e anúncio é a sobrevivência de um jornal.

A idéia lembra muito o que J. Havilla fez no interior de São Paulo, com a rede Bom Dia. Inicialmente com quatro cidades, o grupo cresceu e mantém atualmene sete edições distintas. Sempre com o nome "Bom Dia" associado ao município sede, publicando notícias locais e o material estadual, nacional e internacional produzido por uma equipe na cabeça-de-rede do grupo, que pré-edita para todas as publicações. Lá deu certo, tanto que Havilla acaba de comprar o Diário de São Paulo, na capital paulista.

Em Santa Catarina, o processo é o inverso. Saiu da capital rumo ao interior. Torço para que seja vencedor e se consolide. Todo mundo sairá ganhando. Por coincidência, trabalhei nos dois grupos. Passei um ano e três meses no Bom Dia, em Jundiaí, ajudando a editar o material comum à toda a rede. Uma expêriência única e impagável. Quem já trabalhou na implantação de um jornal sabe o drama e o desafio que é. Mas atuar na implantação de um conceito inexistente no País foi maior do que isso.

Voltei para Santa Catarina para trabalhar no Notícias do Dia, onde fiquei um ano. Já entrei na atual fase, um periódico estabelecido no mercado e no próprio conceito. De certo modo, é um jornal que ocupou o vácuo do saudoso e infelizmente extinto AN Capital (valeu, RBS!). Absorveu boa parte da mão-de-obra que ficou à deriva assim que o grupo gaúcho simplesmente cancelou o produto (sim, produto, afinal empresas jornalísticas visam o lucro, não o bem da sociedade) e também os leitores, viúvos de uma publicação que cuidasse das coisas, do dia-a-dia, da cidade e da região metropolitana.

Na edição deste final de semana, o Notícias do Dia Grande Florianópolis demonstra estar cada vez melhor, cada vez mais perto de fazer uma verdadeira concorrência em termos de pauta, de assuntos, de notícias, com o Diário Catarinense. Temas abrangentes aparecem assinados por jovens, porém já experientes, repórteres, novatos e um ou outro medalhão do mercado local. Fiquei feliz ao notar a evolução de alguns ex-colegas, com textos maduros e menos "engessados". Ainda sinto falta de jornalismo investigativo - algo insano de se dizer, pois se é jornalismo, é investigativo naturalmente - e de pautas menos burocráticas. Mas, quem sabe, com o tempo, este cenário ideal se complete.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

30 anos é demais

Ontem - sim, continuo correndo atrás do tempo - presenciei umas cenas impressionantes. Era dia de comemoração na Secretaria de Estado da Educação. Foram entregues menções honrosas aos funcionários que completaram 30 anos de serviço. Algo inimaginável para nós jornalistas.

Quero dizer, inimaginável um grupo de jornalistas trabalhando juntos por 30 ou mais anos. Na Educação, quer seja em uma escola, quer seja em um órgão burocrático, até é possível. Mas, em uma redação de jornal ou em uma assessoria de imprensa... du-vi-dê-ô-dó!

A rotatividade é insana. Culpa dos empresários do setor, que pensam com o bolso, culpa da categoria, que é desunida, culpa da sociedade, que pouco ou nada se importa com a necessidade de uma imprensa atuante e correta. Em assessorias de imprensa até é comum uma certa durabilidade, mas mantendo um time por 30 anos, ainda não conheci nenhuma. Nas redações, isso é história para foca dormir. Em todas as que passei - O Estado, A Notícia, Folha de S.Paulo e Notícias do Dia - "a barca" passava constantemente. Ou fulano era demitido por contenção de despesas, ou saia fora por ter arrumado um salário melhor, neste caso, em 95,7% das vezes, migrando para uma assessoria de imprensa (incluindo este que vos perturba).

É uma pena. Para o público, pois quanto maior o entrosamento, melhor serão os resultados da equipe, e para nós profissionais, que estamos sempre nos despedindo de colegas e incansavelmente buscando o entrosamento que raramente deixa de ser utopia. Por falar em despedidas, lembro de uma determinada fase na Rede Bom Dia, em Jundiaí. Não havia um só dia no qual algum colega perdia o emprego. Passava uma semana, e o mesmo se repetia em outra redação da rede, nas então quatro praças que a empresa estava montada. Sorte do povo que saiu, creio que todos estão bem instalados atualmente. Sorte do público, pois a empresa não só se manteve, como recentemente voltou a crescer: li que o J. Havilla comprou o Diário de São Paulo, isso depois de ter ampliado seus domínios na imprensa do interior paulista.

Profissão complicada esta de jornalista. Não recomendo não, apesar de todos os sabores e potenciais.

sábado, 24 de outubro de 2009

King Diamond versão Ripper Owens

Poucas coisas agradam mais a nós, fãs de música, do que ver um ídolo homenageando outro ídolo. Estava há dois dias tentando arrumar tempo para ver o link abaixo, enviado pelo irmão Fausto Cabral. Passei as últimas 48 horas só imaginando como seria ver e ouvir Tim "Ripper" Owens cantando "Abigail", o maior hit, o clássico, o "poder", o êxtase sonoro-metálico criado por King Diamond.

Valeu a espera, sem dúvida. Aqueles que não curtem rock pesado, fiquem à vontade para mudar de blog e procurar outras atividades sonoras. Àqueles que, ao contrário, adoram a sensação provocada pela força e a contundência do heavy metal, deliciem-se:




Em tempo, para quem não sabe, o norte-americano Owens foi o ilustre desconhecido que acabou escolhido para substituir Rob Halford, lendário vocalista do Judas Priest, um dos pilares de sustentação do heavy metal. O fato inspirou o fraquíssimo filme "Rockstar", mas criou o fênomeno da "duplicação" de um cantor, já que Owens iniciou a carreira cantando em bandas cover do Priest, graças ao seu timbre de voz impressionantemente similar ao de Halford. O apelido Ripper é uma alusão à música "The Ripper", um dos clássicos do Judas Priest, que fala sobre Jack, o Estripador.

O dinamarquês King Diamond, por sua vez, é um dos artistas mais "cult" do rock pesado. Começou no praticamente desconhecido Black Rose e construiu seu espaço no lendário Mercyful Fate, de onde saiu para uma brilhante carreira solo. Todos têm como característica a capacidade de cantar com timbres de voz extremamente agudos e são frontmen de altíssimo nível.

Estratégia correta?

Assustador e revoltante são adjetivos mínimos para avaliar as denúncias de pedofilia que atingiram Santa Catarina e Florianópolis nos últimos dias. Acho extremamente válido o trabalho da Polícia Civil e da imprensa em denunciar tais atos abomináveis que seres repugnates vêm fazendo com o uso da Internet.

Mas me surpreendeu o fato da Polícia ter revelado como vai funcionar a operação de captura dos suspeitos. Pois é, "funcionará". Matéria do Diário Catarinense dá praticamente o cronograma de ações. Isso não vai alertar os tais pedófilos? Não era melhor noticiar a prisão destas pessoas? Fico na dúvida se a estratégia é a mais adequada.

Gripe A, obesidade e descaso

Acesso o portal da RBS na Internet e leio que "Número de mortes por gripe A chega a quase 5 mil mortos, segundo a OMS". O texto, da agência EFE de notícias, relata números contabilizados até o último dia 17.

"A agência das Nações Unidas reiterou que os casos registrados são os confirmados em laboratório, e, por isso, estima que o número total seja maior. A América continua sendo a região onde houve mais mortes, com 3.539 vítimas fatais confirmadas e 160.129 contágios", indica a reportagem. Não é o que aparenta em Florianópolis. Ou melhor, nesta capital parece que o vírus foi banido, pois as campanhas na mídia e nas ruas parecem ter sido encerradas.

Certo, em muitos estabelecimentos há o agora famoso álcool gel à disposição do cliente. Mas raramente tenho visto alguém utilizando o produto. Talvez o problema esteja em informações como esta: "O comunicado da OMS também explicita que, em geral, no hemisfério norte, os contágios se mantêm estáveis, embora as doenças respiratórias continuem se expandindo e aumentando sua intensidade. Estados Unidos, Canadá e México têm índices de contágio altos, mas não alarmantes. Já na Europa, apesar de na maioria dos países o contágio ser baixo, em Grã-Bretanha, Bélgica, Holanda e Noruega, as porcentagens são bem mais elevadas que a média."

"Na Ásia, foi registrado um retrocesso dos casos de gripe estacional, mas um aumento de contágios pelo vírus. Nas zonas tropicais, os índices de contágio estão caindo, com exceção de Cuba, Colômbia e El Salvador." Basta ler algo assim para que o brasileiro pense "Ah, agora posso relaxar", "não há mais perigo".

O mesmo acontece em relação à Aids. Caramba! a Aids NÃO deixou de existir! Mas pouca gente parece preocupada com a epidemia. Autoridades governamentais vêm fazendo o mínimo exigido em termos de educação, alerta e prevenção contra estas e outras doenças gravíssimas. É um descaso absurdo.

Já notaram que a população brasileira está cada vez mais parecida com a norte-americana? obesa! Obesidade é doença, vira epidemia também. Pouco ou quase nada tem sido feito para evitar isso no Brasil. Ou estou enganado?

Algo precisa ser feito senhores políticos. Não apenas sugerir projetos de Lei sobre o tema, mas necessitamos de fiscalização, cobrança à quem de direito, ações efetivas para a melhora da saúde do combalido povo brasileiro. Que, apesar de "nunca desistir", adoece. E morre. E eleitor morto, oficialmente, não vota.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Monumento

Nos retratos abaixo, detalhes de um meio de transporte infelizmente extinto no Brasil. Com o trânsito cada vez mais intenso e temeroso nas rodovias do País, continuo imaginando a quem interessa não retomar o investimento nas ferrovias.

Fotos: Alessandro Bonassoli


Claro, hoje em dia não é viável uma locomotiva com esta, "instalada" em frente à prefeitura da cidade de Araquari, no Norte de Santa Catarina. Mas com tanta tecnologia, o que falta é mero interesse político.





segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Pintou o campeão

Minha esperança era que o Inter confirmasse a boa fase do início deste ano e voltasse a conquistar o Campeonato Brasileiro. Há uns 3 meses, quando - mais uma vez - me dei conta de que Tite não tem condições de guiar o Colorado a algum título de real importância, passei a apostar no São Paulo, sempre um time de chegada.

Agora, com o andar da carruagem, não dá para pensar em outra coisa. Este ano é do Palmeiras, para delírio dos meus amigos Zanfra e Evandro Spinelli.

A chegada do Mário Sérgio ao Inter até dá um certo ar de empolgação, foi um dos líderes do brilhante e incomparável título nacional de 1979 (sim, afinal há algum outro clube que tenha sido campeão brasileiro invicto??). Mas é só isso. Se conseguir erguer o time ao grupo que vai à Libertadores em 2010 já será um feito. Na verdade, lamento, me parece estarmos mais próximos de se contentar com uma vaguinha na Sul-Americana.

domingo, 4 de outubro de 2009

In chains

Tem tempo que não atualizo o blog. Não tenho mais tempo. Uma pena. Irritante isso, na verdade.

Hoje o dia está péssimo. Incrível como meus domingos têm sido assim sempre de uns tempos para cá. Então, para tentar afastar esta rotina, resolvi conferir os novos sons do Alice In Chains, banda bacana que me agradou muito na era do grunge. Particularmente, não sou fã do estilo, nem nunca considerei o Alice In Chains um grupo grunge. Prá mim, sempre foram heavy metal. E dá-lhe Black Sabbath como influência!

Li algumas críticas ao novo álbum e foram bem pesadas, com o perdão do trocadilho. Bem, quem se importa se resolveram arrumar um cantor cujo timbre de voz e estilo lembra demais o falecido Layne Staley? O clip abaixo é bom e a música me agradou muito. E William DuVall é, sim, um bom vocalista.


Watch 500.000 rock & metal videos on ROCKTUBE

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Rapidinhas

* Ainda não consegui entender tanto interesse do governo Lula em ajudar o Zelaya. Me parece ser muito mais do que mero interesse humanitário ou defensoria da democracia.

* E metrô de superfície em Florianópolis? Belíssima ideia, mas dá para acreditar que vai sair do papel? Falta, no mínimo, uma ponte Hercílio Luz renovada e uma Beira-Mar continental funcionando.

* Alguém ainda tem saco para ler especulação de colunista político sobre a sucessão no governo catarinense em 2010?

* E o casal Amin? Não quer largar o osso mesmo, não?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

De aniversários adiantados

Como vivemos os tais "tempos modernos", onde tudo é "prá ontem", as coisas tendem, cada vez mais, acontecerem precocemente. Recebi na semana passada, com uns 5 dias de antecedência, um cartão de parabéns pelo meu aniversário. Hoje a Aline já deixou um recado lembrando a data.

Fico "agradicido". Mas o dia será na próxima segunda-feira. Por sinal, aniversário do Lúcio Nunes, nobre cabra santista. Aproveito para também já seguir o exemplo e parabenizá-lo com antecipação. :)

Agora, se ninguém lembrar no dia correto, ao menos, já teve gente boa que recordou do amigo aqui. Infelizmente, não vai rolar festa nem grandes produções. Fui informado hoje que, "de presente" ganhei uma Reunião de Diretoria, que inicia às 15h e não tem hora para terminar. Quem mandou crescer? Na infância era bem mais legal. :)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Semana do Jornalismo

Para quem gosta de JORNALISMO, nada melhor do que participar de um evento produzido pelo Curso de Jornalismo da UFSC:

8ª SEMANA DO JORNALISMO
21 a 25 de setembro

O Centro Acadêmico Livre de Jornalismo organiza anualmente palestras, mesas de discussão e minicursos gratuitos como extensão da Universidade. Este ano, os alunos trazem o cronista Marcelo Rubens Paiva, o correspondente internacional Gustavo Sierra do jornal argentino Clarín e a equipe do programa Profissão Repórter.
Todas as atividades são gratuitas e acontecem no Centro de Comunicação e Expressão (CCE/UFSC). Acesse o site www.semanadojornalismo.ufsc.br para conhecer a programação completa.

CONVIDADOS
Siga-nos no twitter @semanadojor para saber dos últimos confirmados
Sérgio Vilas Boas /// Autor de Biografismo: Reflexões sobre as Escritas da Vida (2008) e Os Estrangeiros do Trem N (prêmio Jabuti de reportagem em 1998) e diretor editorial da Associação Brasileira de Jornalismo Literário
Cassiano Machado /// Diretor editorial da Cosac Naify, escritor do grupo fundador da revista Piauí e ex-editor-chefe da revista Trip
Marcelo Rubens Paiva /// Colunista do Caderno 2 do Estado de S. Paulo e escritor de oito obras, entre eles Feliz Ano Velho e Malu de Bicicleta
Equipe do Profissão Repórter /// Jornalistas recém-formados Thaís Itaqui e Felipe Gutierrez, e o cinegrafista Mikael Fox
Gustavo Sierra /// Correspondente de guerra e vice-secretário de redação da editoria Mundo do jornal argentino El Clarín


MINICURSOS
Inscrições abertas a partir do dia 15 de setembro no site www.semanadojornalismo.ufsc.br
After Effects /// Professor Augusto Veiras
Charges /// Professor e chargista Clovis Geyer
Crítica Cultural /// Beatriz Cabral (Crítica teatral), Fábio Bianchini (Crítica musical) , Victor da Rosa (Crítica literária), Mauro Pommer (Crítica cinematográfica)
Desenvolvimento de Projetos Editoriais /// Débora Horn
Locução /// Professor Áureo Moraes (Jornalismo UFSC) e Jaqueline Ijuim
Noções jurídicas e econômicas para jornalistas /// Professor Roberto Meurer, Economia/UFSC; João dos Passos, Direito/UFSC
Produção de Perfis /// Professor Jorge Ijuim, Jornalismo/UFSC
Técnicas de Entrevista /// Jornalista Míriam Santini de Abreu
Videoclipe /// Professora Aglair Bernardo, Cinema/UFSC

MESAS DE DISCUSSÃO
Leia no site a programação completa das mesas
Narrativas do fato: crescimento do mercado de livros-reportagem /// Sérgio Vilas Boas, Klester Cavalcanti e Cassiano Machado
Na era da interatividade: exploração de recursos multimídia no jornalismo online /// André Deak, Gustavo Sierra e Cláudia Quadros
Reciclagem de ideias: a busca pelo discurso sustentável /// Miriam Santini, Paula Scheidt e Pablo Gomes

Mais informações:
www.semanadojornalismo.ufsc.br
semanadojor@gmail.com

Realização:
Centro Acadêmico Livre de Jornalismo Adelmo Genro Filho
www.calj.ufsc.br

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Espírito de feriado

Coisas do feriado... no post abaixo está o retrato do que um feriadão faz com a criatura.

Ontem era segunda-feira, mas, prá mim, parecia domingo. Curioso é que nenhum dos visitantes habituais que sempre comentam (são poucos, mas fiéis) notou o deslize. Deviam estar no espírito de feriado também. Quem percebeu e me alertou, foi o Carmelo Cañas que, apesar de torcer pro time errado, é gente boa. (valeu pelo aviso!)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Chandler para animar

Um pouco de Raymond Chandler para animar a tarde de domingo. "A Irmãzinha" (The Little Sister - 1949)

(...) Ela fechou a bolsa violentamente, com o dinheiro dentro.
- Não vou esquecer seus modos rudes - ela disse, entre os dentes. - Ninguém no mundo jamais falou comigo como você.

Fiquei de pé e caminhei casualmente até a ponta da mesa.
- Melhor não pensar muito nisso. Pode começar a gostar.
Avancei e tirei os óculos dela de um golpe só. Ela deu meio passo para trás, quase tropeçou, e eu pus um braço ao redor da sua cintura, por puro instinto. Seus olhos cesceram, ela pôs as mãos contra o meu peito e me empurrou. Eu já tinha sido empurrado com mais força por um gatinho.

- Sem o disfarce esses olhos são realmente algo - eu disse numa voz admirada.
Ela relaxou e deixou a cabeça cair para trás e os lábios entreabriram-se um pouco.
- Imagino que faça isso a todas as clientes - falou, macio.
As suas mãos agora estavam caídas junto ao corpo. A bolsa bateu contra a minha perna. Ela soltou o seu peso no meu braço. Se ela queria que eu a soltasse, os sinais que dava eram bem contraditórios.

- Só não queria que você perdesse o equilíbrio - falei.
- Eu sabia que você era do tipo atencioso.
Ela relaxou ainda mais. Sua cabeça se reclinou mais. Suas pálpebras caíram, tremelicaram um pouco, e seus lábios abriram-se. Neles se via aquele sorriso indefeso e provocativo que não precisa ser ensinado por ninguém.
- Imagino que pense que fiz de propósito - ela disse.
- Fez o quê de propósito?
- Tropecei, mais ou menos.
- Bem...

Ela pôs um braço rápido ao redor do meu pescoço e me puxou na sua direção. Então a beijei. Era isso ou dar um porre nela. Ela empurrou com força a boca contra a minha por um longo momento, e então, calma e muito confortavelmente, se imiscuiu entre os meus braços e se aninhou. Deixou escapar um suspiro longo e dócil.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Realidade

O Amilton (valeu pela visita!) me questiona se o post abaixo é jornalismo. Não é. Até porquê este blog não é jornalístico. É apenas feito por um jornalista.

Volta e meia, falo sobre jornalismo. Critico, expresso minha opinião sobre jornalismo e notícias. Houve uma época, em que fui repórter de política, que me arrisquei a tecer comentários e a divulgar informações. Mas foi um mero ensaio, um exercício da profissão. Hoje em dia, afastado das redações, utilizo o blog muito mais como uma ferramenta de comunicação e de higiene mental. Por aqui mantenho contato com amigos espalhados pelo mundo, falo do que quiser, dos assuntos que me agradam e acabo misturando esporte com rock and roll, cinema com política, fotografia com seriados de TV. É meio bagunçado, reconheço, mas prefiro assim. Se um dia eu decidir - e tiver tempo - para fazer jornalismo via blog, será em outro endereço, com outro formato. Mas nem creio ter capacidade para isso.

Blogs jornalísticos existem vários. Particularmente, recomendo os que acompanho quase que diariamente, como os dos colegas Marcelo Tolentino, Alexandre Gonçalves, Moacir Pereira, Paulo Alceu, Upiara Boschi e Roberto Azevedo (e sei que estou esquecendo vários outros neste momento). Uso a "marca" "Ficção ou Realidade" para externar fatos que podem ou não ser verídicos. Normalmente, são baseados em coisas que vi ou ouvi. Outras são meramente fruto da imaginação. Então, Amilton, o post citado não serve à ninguém em especial. Este blog não tem a função de "servir" a terceiros.

Ficção ou realidade V

Integrante da Executiva Municipal de determinado partido recebe convite para reunião na casa de uma antiga figura da cena política. Um nome que teria interesse em entrar na legenda, apesar de forte reação contrária, graças à algumas amizades comprometedoras. Muito comprometedoras.

Se fosse comigo, levaria um gravador. Talvez, dois.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

As pontes sumiram!

Quando o ônibus saiu do Túnel Antonieta de Barros saltou aos olhos a imagem enigmática do nevoeiro sobre a baía entre a ilha e o continente. As pontes Pedro Ivo e Colombo Salles simplesmente sumiam, ao meio, dentro de uma nuvem espessa e branca.

Teria Florianópolis virado cenário do filme "O Nevoeiro"? Aquele baseado no conto "The Mist", do escritor norte-americano Stephen King. Cheguei na assessoria de imprensa certo de que as imagens abaixo já estariam prontas. Osvaldo Nocetti, o Coca, nosso fotógrafo, estava no topo do prédio registrando o curioso momento. Olho clínico de quem abrilhantou as páginas do jornal A Notícia por 25 anos. Uma pena que, após ter sido homenageado por tanto tempo de serviços prestados, a empresa simplesmente o tenha dispensado.

Fotos: Osvaldo Nocetti/Divulgação




quinta-feira, 27 de agosto de 2009

On the road

Desde outubro de 2008 trabalho como assessor de imprensa da Secretaria de Estado da Educação. Não é a tranquilidade que muitos imaginam, bem pelo contrário. A grande vantagem, talvez, seja a oportunidade de conhecer boa parte do Estado.

Mesmo que às pressas, só de passagem, pois sempre é aquela correria de acompanhar agenda do secretário e, várias vezes, do governador, é ótimo ver locais que só tinha ouvido falar ou lido nas aulas de geografia no velho Curso Primário da antiga Escola Básica Arcipreste Paiva, o popular Colégio das Freiras, em Curitibanos.

Nestas viagens é um tal de reunião com prefeito, inauguração de obra, visita em Gerência Regional, entrevista, espera em aeroporto, reserva em hotel e por aí vai. Já pensei em fazer um "diário de bordo", mas sempre falta tempo, pois normalmente, no final de cada dia, a equipe tá no bagaço. Mal dá tempo de tomar uma cerveja e comer algo para dormir, pois no dia seguinte continua o roteiro no interior ou é hora de encarar a estrada e retornar para casa.

Quem sabe com este post eu me anime. Por hoje, registro as cidades onde já passei nestes 10 meses (está na ordem cronológica). Os nomes destacados com o asterisco representam lugares em que jamais havia ido:

Jaraguá do Sul
Bocaina do Sul *
Itajaí
Blumenau
Canoinhas
Videira *
Fraiburgo
Joinville
Pomerode *
São João Batista
Rio do Sul
Ituporanga *
Guaramirim *
São Bernardino *
Jupiá *
São Domingos *
Ipuaçu *
Entrerios *
Faxinal dos Guedes *
Lajeado Grande *
Marema *
Chapecó
Bela Vista do Toldo *
Balneário Camboriú
Indaial *
Timbó *
Tubarão
Santa Cecília
Monte Castelo *
Mafra
São Bento do Sul *
Imbituba
Balneário Barra do Sul *
São João do Itaperiú *
Irineópolis *
Calmon *
Caçador
Ponte Serrada *
Xavantina *
Lages
Quilombo *
Arararanguá *
Rancho Queimado *

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Não aguento mais...

...ouvir falar sobre o sumiço do Belchior

...ouvir falar sobre a briga da Lina e da Dilma

...ouvir falar sobre o destino da Tríplice Aliança

...ouvir falar sobre a vontade do Dário Berger ser governador

...ouvir falar sobre a agressão à professora do Instituto Estadual de Educação

...ouvir o chororô dos alvinegros

...novelas da Globo

...a disputa estúpida da Globo com a Record

...gastrite

...gripe

...os cachorros da vizinhança

...os cachorros do pet shop aqui embaixo do prédio

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Cachorro voador

O cachorro que mora ao lado do aeroporto de Caçador. Fiquei em dúvida se ele treinava para tentar pegar algum vôo à base de mordidas.

domingo, 23 de agosto de 2009

Desabafo colorado II

Eu não disse? Ficar reclamando da arbitragem não ajuda. Tem é que jogar futebol. Parabéns ao Palmeiras.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Desabafo colorado

De uns tempos para cá o meu tive virou freguês do Corinthians. E, a cada nova derrota, é a mesma choradeira: "a arbitragem favorece o Corinthians". Ora, tenham vergonha na cara! Que tal jogar futebol de mais e falar de menos?

E isso vem desde aquele fatídico ano em que roubaram tudo e deram o título para o clube paulista. Sim, o Tinga não fez o pênalti. E daí? Se o Inter fosse melhor mesmo, naquela partida, teria vencido. Não ganhou e pronto. E em todas as derrotas seguintes foi a mesma coisa. Ficaram todos mascaradinhos por causa daquele primeiro semestre brilhante e acharam que já eram campeões da Copa do Brasil. Pé no chão e bola na rede, moçada. Futebol arte é a putaqueospareo! O negócio é ganhar. Em futebol, ganha é quem vence, não quem joga bonito.

E tem mais, campeão em 2009? Só se for no par ou ímpar. Enquanto não criarem jeito de time grande, vai ser outro ano Cavalo Paraguaio.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Eu twitto, tu twittas...

Finalmente me rendi e entrei no tal Twitter. Já disse aqui antes, sou meio anti-novidades tecnológicas. Mas ficou claro que a ferramenta é boa, as informações começam a chegar instantânea e incansavelmente.

Obviamente, do mesmo modo que tudo na Internet, vem muita coisa desnecessária. O camarada coça o cotovelo e avisa à sua rede. Mas basta filtrar os contatos e a coisa melhora. Já achei até o mestre Nilson Lage, lendário professor de Jornalismo que me ensinou a escrever. Infelizmente, não escrevo tão bem quanto deveria e o mestre sequer deve lembrar de mim. Garanto que qualquer matéria minha seria imediatamente hiper copidescada por ele.

Voltando ao Twitter, o Bonassoli está neste link.

domingo, 9 de agosto de 2009

Não moro mais no Continente. É uma pena, pois sempre gostei muito mais do lado de lá da ponte (apesar daquele clube futebolístico lá instalado). Vivi o final da adolescência no espetacular Balneário. Depois migrei para a Coloninha. Muitas histórias nos dois locais, inúmeros amigos.

Agora tenho ido pouco para lá. A falta de tempo e o trânsito, cada vez mais caótico, me atrapalham (ou alguém gosta de encarar a fila na ponte - vejam só! fila na ponte, isso era coisa dos anos 80!!). Mas não esqueço daquele pedaço maravilhoso de Florianópolis. E fico aqui pensando... e a tal Beira-Mar Continental? Quando vai ficar pronta? Pô! o Dário Berger já tá querendo ser governador, vai completar o primeiro ano do segundo mandato e nada da tal via ser concluída.

Só pode ser brincadeira...

sábado, 8 de agosto de 2009

Menos, Parreira, menos

O Parreira dizer que o Avaí é o time mais surpreendente do Campeonato Brasileiro eu até entendo. Afinal, um clube sem qualquer tradição na elite do futebol nacional arrancar 5 vitórias e um empate na sequência, é mesmo uma surpresa. Obviamente, não estou levando em conta o jogo de hoje contra o Santos, que está em andamento e o clube catarinense vai perdendo por 1 a 0.

Agora, daí para o ex-técnico da Seleção Brasileira dizer que o Marquinhos é o melhor do País na sua posição, acho um exagero. Além de mascarado, o Marquinhos não faz muito mais do que sua obrigação. Foi excelente para a conquista do Campeonato Catarinense e muito bom na subida para a Série A. Mas, se fosse tão craque quanto todos alardeiam, não estaria no Avaí, nem no Brasil. O grupo avaiano é limitado, não se discute isso. Uma pena que a direção do clube e os parceiros da LA Sports não tenham investido em um jogador de maior qualidade, o famoso "matador". Aquelas três primeiras rodadas, que eram vitórias avaianas, acabaram não acontecendo justamente pela ausência de um craque. É de se reconhecer o esforço do grupo, valorizar o que estes atletas vêm fazendo desde o Estadual, mas é pouco.

A torcida quer mais. Precisa de mais. Tomara que o técnico Silas permaneça para a próxima temporada, por mais que eu ache isso muito difícil acontecer. Resta torcer pela manutenção da boa campanha, pela permanência na Série A, quem sabe uma vaga na Sul-Americana e, principalmente, por um aporte financeiro que permita melhorias no elenco azurra.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Em terra de cego...

A bancada do PT no Senado resolveu abrir fogo contra José Sarney. Me perguntava quanto tempo mais levariam para fazer isso. As denúncias contra o ex-presidente tornam insustentável o apoio descarado que o atual presidente do Brasil - o petista Luis Inácio Lula da Silva - oferece ao manda-chuva do Senado.

Mas Lula mantém os afagos ao chefete do Maranhão independente de qualquer coisa. Qual o motivo? Tudo para evitar a CPI da Petrobras? Uma pena é o povão - que assegura o índice de aprovação de Lula - não ler jornais e não assistir telejornais. Enquanto Faustão e novela das 8 forem os "grandes" programas culturais desta nação, Sarney nada tem a temer.

sábado, 18 de julho de 2009

I still wanna rock!

O YouTube é uma maravilha. Nos permite ver e ouvir coisas que antes só podíamos imaginar. Um exemplo são os shows do Twisted Sister, citado no post anterior. Mas, há momentos em que o YouTube "sucks".

O nobre Marco Zanfra alertou que os vídeos postados anteriormente estavam "fora do ar". Não seja por isso, Zanfra, troquei os clipes originais por versões ao vivo de "I Wanna Rock" e o clássicaço "We´re Not Gonna Take It". A última, por sinal, no Wacken Open Air, "O" festival.

De certo modo, é uma pena, pois os clipes originais são hilários. Mas quem se importa? o que interessa é o rock rolando.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

I wanna rock!!!

Segunda-feira foi o Dia Internacional do Rock. Fiquei horas tentando achar um vídeo que representasse rock de qualidade. Lembrei de uma banda que virá ao Brasil - aparente e infelizmente, para só uma apresentação - e fui atrás do som. Acabei desistindo, pois não encontrava o clipe original.

Hoje, por acaso, achei o dito cujo

Com vocês, Twisted "fuckin' Sister": "I Wanna Rock"


De brinde, "We´re Not Gonna Take It"

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Túnel do tempo

Hoje voltei, após quase um ano, ao consultório do doutor Ademar Valsechi, oftalmologista da família há... sei lá... mais de 20 anos. Estranhei que, apesar do mesmo jeito de sempre, do mesmo tom de voz e modo educado de tratar a gente, ele envelheceu. Lembrei da primeira vez que consultei com ele, mas não recordo qual era a graduação dos meus óculos de então.

Recordo agora de um episódio da série "Túnel do Tempo", que assisti quando era piá, em Curitibanos. Talvez uns 6 ou 7 anos. Os dois personagens, perdidos no tempo, foram parar em Pearl Harbor, exatamente no dia do famigerado ataque da Força Aérea japonesa. Um deles acaba encontrando a própria família, revê os pais e encontra a sua versão criança. Vem à mente que, muitos anos depois, isso já era 1990 ou 1991, na casa do Alex Caramez, ali no Balneário, estávamos assistindo TV a cabo, e poucos tinham acesso à tal modernidade em Florianópolis. Quando deu a propaganda que "Túnel do Tempo" seria exibido em seguida, comentei com o Alex sobre o tal episódio de Pearl Harbor. Coincidência pura, minutos depois, o canal pago transmitiu o mesmo episódio.

Lembro em detalhes de uma visita do padrinho Pedro na casa da minha avó Iracema, em Curitibanos. Era 1976 e eu brincava quando ele chegou junto com meu pai. Subiu as escadas com aquele sorriso infindável e mexeu no meu cabelo.

- E aí, piá? Brincando?


Lembrança: Os cientistas Tony Newman e Douglas Phillips antes de uma longa jornada pelo tempo

Minha mãe diz ser impossível eu ter esta memória, pois eu tinha apenas 4 anos de idade. Nem meu padrinho nem minha saudosa e amada avó estão vivos para confirmar tal lembrança.

A cada dia me surgem mais destas memórias, coisas da infância, de muitos anos, de décadas passadas. Detalhes das aulas na Escola Básica Arcipreste Paiva, o popular "Colégio das Freiras", também em Curitibanos, onde estudei entre os 5 e 10 anos de idade. Poderia contar aqui vários episódios, mas o sono me atrapalha. Só não consigo lembrar do que conversei na sexta-feira passada com meus colegas de trabalho. Também não sei mais quando foi a última vez que fui ao cinema, ou quando estive na casa da minha sogra. Tento me esforçar, mas saber quando passei por São Paulo recentemente é um problema. Também já desisti de tentar saber datas de aniversários. Então, caros amigos, não fiquem chateados se os esqueci. Nem o da minha noiva eu consigo decorar. E, espero, acho que ela, passado pouco mais de um ano, já se acostumou e sabe que não é má vontade minha.

Há algum tempo tenho enfrentado esta falta de memória recente. Assustado, afinal há histórico de doenças neurológicas graves em um lado da família, fui ao médico há umas duas (?), três (?) semanas. Me garantiu que não há com o quê me preocupar. Mas, por via das dúvidas, encomendou um eletroencéfalograma, cujo resultado busco amanhã pela manhã.

É estranho ter 36 anos e encarar uma parada destas. Eu mesmo tento fazer piada, mas já não consigo mais me fazer rir.