quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Molha tudo, prefeito

Depois do "sumiço" de parte da árvore de Natal com a qual o prefeito Dário Berger - ainda pré-candidato à governador - tentou alegrar as festas de final de ano na capital catarinense, agora a meta é mostrar algo a mais.

Para o Carnaval de 2010, a idéia brilhante é o Concurso da Garota Molhada. Sim, é sério. Certas coisas, só Florianópolis faz por você.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

E se não existisse a Internet?

Sim, houve uma época em que a Internet não existia. Naqueles tempos, nós brasileiros difícil ou raramente tínhamos acesso a todas as informações. Um exemplo? Eram os idos do ano de Nosso Senhor de 1991 quando Roberto Medina anunciou que o mundo veria o poder de uma segunda edição do festival Rock In Rio, criado por ele na década anterior. Entre as várias atrações, uma então completamente desconhecida banda chamada Faith No More.

Aquele grupo de "loucos" norte-americanos viria, veria e venceria, transformando-se na revelação do evento e catapultando sua fama mundial. Em meio ao show, houve uma faixa que encantou a platéia. Não estava no álbum "The Real Thing", de cuja tournê a apresentação era integrante. Calma, com arranjos lindos, praticamente uma balada romântica. De curtíssima duração, servia como introdução para "Surprise! You´re Dead", uma "pedrada" praticamente death metal.



Pelo refrão, alguns imaginaram que o título da belíssima canção seria "Sweet Dreams". Como poucos eram os iluminados que tinham poder aquisitivo para ir aos Estados Unidos naquela época, e com a inexistência da Internet, praticamente nenhum dos fãs que o Faith No More conquistou naquela histórica apresentação do Rock In Rio II, em 20 de janeiro de 1991, sabia do que se tratava a canção.

Bom, atualmente, com o advento da rede mundial de computadores, pode-se matar a curiosidade. Agradecimento ao irmão Fausto Cabral pela dica.



Acompanhe a letra:

"Sweet dreams you can't resist,
N-E-S-T-L-E-S.
Nestles makes the very best,
N-E-S-T-L-E-S.

Creamy whites, dreamy whites
NESTLES makes the very best,
N-E-S-T-L-E-S.
Sweet dreams, you
ca-a-a-n't resist..."

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Da criatividade dos colunistas políticos

Admiro muito a criatividade dos colunistas políticos da chamada "grande imprensa" catarinense. Todos colegas experientes, com longa lista de serviços prestados ao jornalismo. Mas em alguns momentos eles saem com teses prá lá de mirabolantes. Em ano eleitoral então, é uma grandeza. Se bem que, o sacrossanto ano eleitoral de 2010 começou em 2009.

Assim, são 2 anos especulando as prováveis, possíveis e impossíveis configurações do cenário político em Santa Catarina. Uma hora o P.Isso vai se aliar ao P.Aquilo. Na outra o P.Aquilo flerta com o P.Aqui, enquanto o P.Acolá cerca o P.Isso bem na cara do P.Aquilo. E ainda bem que não existem mais ideologias políticas, né? É um festival de teorias da conspiração.

Não me levem a mal, não estou criticando uns nem acusando outros. Tenho real admiração pela escrita dos colunistas políticos. Os detalhes do texto, as ironias e sugestões subliminares são impecáveis em alguns casos. Este post é um mero exercício de observação. Obviamente, presumo, todos os colunistas têm lá seus critérios de apuração e redação de notas e teses. Imagino que sejam embasadas em palpites sérios - ok, uns nem tanto - de determinadas figuras, políticos de carteirinha ou não. Mas que isso é engraçado, não tenho dúvidas.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Vida de roubadas

Li hoje com muita satisfação que o colega Maurício Oliveira, se não o melhor, um dos 3 melhores da minha geração, está na reta final do seu novo livro. Conforme o post que pode ser lido aqui, trata-se de um apanhado sobre aventuras e desventuras de jornalistas que vivem de freelas (os freelancers, para quem desconhece o jargão).

Isso me fez lembrar uma fase de desemprego em São Paulo. Fiquei todo contente quando surgiu a chance de freelar para um jornal que cobria o setor jurídico. Bom, coisa séria, pensei. Pagavam uma mixaria por matérias e o repórter ainda precisava fotografar. Mas para quem estava na roubada, qualquer coisa era muito bom, e ainda depositavam as despesas com as viagens pelo interior paulista (ônibus ou trem) com antecedência.

Na primeira conversa, a editora após passar todas as recomendações, citou que a máquina fotográfica era uso exclusivo para o serviço. Na primeira reportagem, quando fui fotografar o juiz entrevistado em um Fórum de uma das cidades paulistas mais distantes de São Paulo, eis que a máquina estava repleta de fotos pessoais da tal editora. Algumas em poses digamos... instigantes. A parte da roubada desta trama toda? Agora não posso mais contar. Só ficará disponível quando o livro do Maurício for publicado.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

São Francisco do Sul

E por falar em fotografias, achei nos arquivos uma série de imagens que fiz ano passado na histórica São Francisco do Sul. Mesmo em um dia nublado, a cidade oferece uma beleza digna de registro.

Fotos: Alessandro Bonassoli




























sábado, 16 de janeiro de 2010

Quase fotógrafo

A vantagem de fazer um bom curso de JORNALISMO em uma universidade com qualidade é que você aprende várias facetas da profissão. Escolhi jornalismo para ser repórter, para escrever. Acabei tendo noções de outras carreiras, como repórter fotográfico, editor, revisor ou assessor de comunicação.

Até hoje não pude me aprofundar nem me aprimorar na área de fotografia. Mas a força do atual emprego me coloca quase que diariamente em contato com o mágico mundo da imagem. Falta muito para eu poder me considerar um fotógrafo. No máximo, sou um "tirador de retratos". Na última sexta-feira, em Joinville, tive a oportunidade de colocar em prática o que aprendi na convivência com colegas tipo James Tavares, Osvaldo "Coca" Nocetti, Ricardo Mega, Guilherme Ternes, Mafalda, Lúcio Piton, Gilberto Gonçalves, Marco Cezar, Simone Lins, Cris Fontinha, Dago Nogueira, Murilo Borçal, Edu Cavalcanti, entre outros que estou esquecendo agora. Estes sim, repórteres fotográficos de verdade e de muita competência.

Fotos: Jefferson Fonseca


Acompanhando o secretário de Estado da Educação, Paulo Bauer, registrei a vistoria feita por ele no depósito onde estão guardados os uniformes que serão distribuídos aos alunos da rede estadual de ensino. Para tentar conseguir uma imagem que mostrasse a amplitude do local, a quantidade imensa de caixas com os uniformes, foi necessário se aventurar.





Não tive dúvidas ao pedir uma "carona" ao operador de uma "carregadeira" para me erguer o máximo possível. Do alto consegui ter uma noção do que é a Educação em um Estado. O depósito já contava com 70% de todo o material. O vai e vem de carretas (cada uma com mil caixas com uniformes) está sendo intenso nos últimos dias. Na próxima semana inicia a etapa de distribuição para todos os cantos de Santa Catarina. E pensar que o mesmo processo se repete para a distribuição de material escolar, livros, equipamentos e móveis para as 1.323 escolas estaduais. E viva a logística!



Post Scriptum

Eis uma das imagens tiradas durante a experiência contada acima. É claro que não é uma fotografia com a qualidade do material produzido pelos colegas citados anteriormente.

Foto: Alessandro Bonassoli

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Lamento

Um minuto de silêncio pelas vítimas do terremoto no Haiti.

sábado, 2 de janeiro de 2010

O passado vem à memória

Segundo dia do ano, penúltimo do recesso. Completamente sem nada para fazer e já angustiado por estar sozinho em casa e pensando em alguma teoria da conspiração qualquer para justificar o insucesso dos dias de folga, me flagrei pensando no passado. Algo inevitável quando o vivente chega aos 37 anos de idade.

Das várias fases que poderiam vir ao sombrio reduto da memória, lembrei dos anos em que vivi no Estado de São Paulo. Motivos profissionais me levaram para o Centro do País em duas oportunidades. Na primeira, janeiro de 2000, migrei para Ribeirão Preto, onde fui repórter na sucursal da Folha de S.Paulo. Experiência intensa e impagável. Se o Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina me formou, minha curta trajetória naquela sucursal da Folha me forjou jornalista. Apesar do tratamento insano de um determinado chefe - só hoje tenho a consciência que era puro assédio moral, do qual praticamente toda a equipe foi vítima - e do calor insuportável daquela cidade, foi uma experiência incomparável. Lá vi o que é jornalismo de verdade. Lá fiz jornalismo de verdade.

Lamentavelmente, não tive estrutura psicológica para suportar tamanho abuso e pressão. Acabei surtando e saindo muito antes do planejado (minha meta era um ano). Lamento também que, por entrar na redação às 9h e sair às 21h, pelo menos, mal pude conhecer uma cidade ótima como Ribeirão. Guardo com carinho a lembrança dos chopps no Pinguim e os amigos que por lá deixei.

Um deles é o Evandro Spinelli. Com quem pouco trabalhei na Folha, mas que se tornou diretamente responsável pela minha nova incursão no mercado de trabalho lá do Brasil (ainda considero Florianópolis uma província em termos de jornalismo). Em 2005 o Spinelli me ligou fazendo um convite para ser repórter em uma rede de jornais que estava surgindo no interior paulista. "É o Bom Dia, do J. Hawilla. Ele vai montar redações em Rio Preto, Sorocaba e outras cidades", me disse um empolgado Spinelli. A idéia dele era me levar para Rio Preto, onde eu seria repórter de política. "Evandro, política? Eu nunca fui repórter de Política. Apenas fiz algumas matérias na Folha", rebati. "Que nada! Tu tem jeito para a Política", sentenciou.

Mas eu declinei do convite. Sei lá, me deu aquela preguiça - ou seria medo - de migrar novamente para o interior, num lugar em que eu só conhecia o próprio Spinelli. Ter de ir atrás de fiador, mudança, estas coisas todas, não me agradou. Preferi continuar em Florianópolis, onde era repórter do AN Capital. Como a idéia era que a tal rede de jornais se expandisse, pedi para que o colega lembrasse de mim quando a empresa se aproximasse de São Paulo.

Pedido feito, pedido aceito no final daquele mesmo ano. "Alô! Bonassoli? Então, o Bom Dia chegou em Jundiaí. Como você queria morar perto de Sampa, taí tua chance", me disse o Spinelli. A proposta era boa, finalmente uma chance de atuar como editor e pesou o fato que o destino do jornal A Notícia, infelizmente, já estava selado. Lá fui eu, outra vez. Um ano e três meses de muito trabalho, em outra experiência incomum, com um jornal, ou melhor, uma rede de jornais, em constante e permanente implantação. Ritmo abusivo de trabalho, alta rotação de colegas na redação de Jundiaí e em Sorocaba, Rio Preto e Bauru. E pensar que hoje a rede Bom Dia tem 10 (!!) edições, incluindo Marília, Catanduva, Fernandópolis, região do ABCD, Itatiba e a região oeste da Grande São Paulo.

Todo este texto para registrar a lembrança dos vários amigos e colegas que ficaram em Ribeirão e Jundiaí, outros em Campinas, Sorocaba, Bauru, Vinhedo e Franca. Obviamente, vou esquecer de muitos nomes e para estes já peço perdão, mas a lista inclui:

Fase Ribeirão Preto
(incluindo pessoas que não eram ou foram da Folha antes da minha passagem por lá):
Eblak, Angelo Sastre, Vania Carvalho, Anna Regina Tomicioli, Luciana Cavalini, Alessandro (Xará) Bragheto, Marcelo Toledo, Lucio Piton, Célio e Patricia Lauretti

Fase Jundiaí (incluindo o povo de Bauru, Sorocaba e Rio Preto):
(a turma do apartamento) Evandro Spinelli, Guilherme "Borboleta", Eduardo Maurício "Duda", Eduardo Reis, Eduardo Schiavoni, Julianna "Juju" Granjeia e Daniel "Ovo" Vardi.

(a turma do Bom Dia) Mário Evangelista, Benatti, Ana Maio, Ivan Lopes, Fábio Pescarini, Tatiana Fávaro, Simone Lins, Wagner Sandrin, Telma Iara, Lívia Bianchi, Eliane Mendonça, Thaís Cortina, Lili Sanz, Graziela Delalibera, Thalita Bittencourt, Demarice Alves, Paulo Damas, Liza Mirella, João Guilherme, Aline Gusmão, Verena, Maria Fernanda Ribeiro, Adriana Alves, Josi, Maria Helena, Thiago Roque, Robertinho Madureira, Marina Espin, Neo, Luly Zonta, Dago Nogueira, Susana Prado, Neto Alciati, Batatinha, Rafael Coelho, Thaís da Silveira, Robson Moura, Wesley, Luisa Alcântara e Silva, Silvana Guaiume, Thatiane "Renatinha" Leme, Cristiane Caldeira, Tiago Vendemiatti, Gláucia, Mona, Fernanda Pereira e Edu Cerioni.

Muitos destes ainda estão nas listas do Orkut e MSN. Com alguns mantenho contato esporádico. Talvez a maioria, eu não veja nem converse há mais de ano. E, infelizmente, é provável que eu não vá reencontrar 90% desta turma toda. Coisas da vida e coisas do jornalismo. Cada um teve muita importância na minha trajetória, pois aprendi com cada um deles um pouco disso e daquilo, quer seja na profissão ou fora dela. Sinto falta de todos e o saudosismo me trouxe até aqui para desejar um Feliz 2010 em especial para esta raça toda.

Quem me conhece, sabe que não citei os anos em que morei e trabalhei na capital paulista. Isso rende um outro post, tão grande ou maior do que este.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Estratégia política de fim de ano

Deve ser estratégia política o fato de integrantes de algumas siglas enviarem mensagens positivas de Fim de Ano para jornalistas. Eu, mesmo não trabalhando mais em redação e atuando como assessor de comunicação de um político de uma legenda da "direita", recebi mensagens de dois partidos da "esquerda". Coloco entre aspas as orientações pois acrfedito na falência dos conceitos de "direita" e "esquerda" na política brasileira.

Achei sintomático que nenhum partido ou integrante da "direita" tenha se lembrado de fazer o mesmo. Nem reclamo, eu também não me recordei de enviar mensagens para ninguém. Bom, talvez minhas matérias na editoria de Política do jornal Notícias do Dia tenham agradado alguns e desagrado outros. Enquanto repórter, se desagradou, fico feliz. Sinal de que consegui fazer jornalismo, fiscalizando e questionando atos e intenções. Quanto a ter agradado, porém, me preocupa. Tomara que tenha sido pelos fatos afirmados na frase anterior. Sou daqueles que defende a impossibilidade de jornalista pertencer ao quadro de um partido político, qualquer que seja. É plenamente possível com profissionalismo prestar serviços para uma sigla, para um candidato, para um político eleito. Mas vestir a camisa, defender a bandeira, ter carteirinha, aí, na minha humilde opinião, não dá. Conheço vários colegas que pensam diferente e respeito muito o direito destes.

E isso gera situações no mínimo cômicas. Acho engraçado que hoje, mais de um ano depois de eu atuar como assessor de imprensa de um integrante do PSDB, há quem:
a) duvide que eu não seja militante do PSDB
b) se revolte por eu não ser militante do PSDB
c) não entenda que trabalhar com o secretário de Estado da Educação não foi uma indicação partidária, mas de terceiros (valeu Stefanovich!) e de uma avaliação do meu curriculum (sei lá, acho que, à época, 13 anos atuando na imprensa tiveram um certo peso).

Para todos estes descrentes, para os políticos (mesmo os que não enviaram uma mensagem, afinal árvores natalinas e derrotas em eleições causam dor de cabeça) e, principalmente, para os fiéis leitores deste humilde blog, desejo um Ótimo 2010. Que todos tenham muita saúde, paz e sucesso, com as respectivas famílias sempre unidas e estejam sempre rodeados por amigos fiéis. Voltem sempre, mesmo que eu não mantenha o ritmo de atualização no ideal, volta e meia há novidade por aqui. Muito obrigado pelos comentários e pela leitura silenciosa. Aos leitores tímidos, por favor, não se acanhem, em 2010 deixem comentários ou simplesmente me enviem um e-mail caso algum post lhes agradar ou desagradar.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Terror do que não se vê

Fiz as pazes com o cinema. Depois de um longo tempo sem me render ao maravilhoso mundo da fantasia, voltei à escuridão de um sala de cinema. A idéia era assistir o tão falado "Avatar", mas a versão 3-D não dublada ainda está sendo exibida somente na sessão da noite. Ao menos no Shopping Iguatemi. Como sempre mantenho os dois pés atrás com filmes muito pré-badalados, vou deixar passar uma semana ou duas. Tenho cá minhas dúvidas, apesar de confiar na real possibilidade do filme ser bom.

Fotos: Cinema em Cena/Divulgação

Psicológico: Nada se vê, muito se assusta

Não tive dúvidas, apostei em "Atividade Paranormal", dirigido por Oren Peli. Li algo sobre o roteiro ser bem semelhante ao genial "A Bruxa de Blair" e isso estava me intrigando. Quando vi "Blair" imaginei que o mercado seria infestado por várias cópias, versões, minisséries, álbum de figurinhas, gibis, games e tudo o mais. Isso seria péssimo, pois mataria um estilo muito interessante, mas que se tornaria insuportável caso a indústria o explorasse vastamente. Refrescando a memória de quem deixou passar batido o interessante filme: trata-se de uma história "baseada em fatos reais", onde "gravações feitas com câmeras de vídeo pelos personagens mortos e/ou desaparecidos foram encontradas". O clima era de puro terror psicológico, pois nada de assustador, nenhum demônio, serial killer ou bruxa aparece, ao contrário do normalmente feito em histórias de horror. Era tudo pura indução e a mente do espectador é quem faz o estrago.


Terror: Atriz Katie Featherston em cena chave para a trama

Levou oficialmente 10 anos para o sucesso se repetir. "Blair" é de 1999 e "Atividade Paranormal" é creditado como de 2009, apesar de ter sido produzido em 2007. O esquema foi o mesmo, filme de baixíssimo custo é lançado despretenciosamente e se torna um campeão de bilheteria. É considerado o mais rentável até hoje, pois teria custado 15 mil dólares e arrecadou 100 milhões de dólares nos Estados Unidos.


Relembrando Blair: Filme é feito com imagens produzidas pelo elenco

Desta vez, porém, não houve nenhuma estratégia de marketing viral e, duvido, o filme vai se tornar cult com a mesma intensidade de "Blair". A história é mais direta, menos complicada, bem mais simples. Mas a tensão é, talvez, maior do que a obra criada pela Hexan Films. Um casal tem uma vida normal até que a casa onde vivem começa a apresentar fenômenos estranhos. Ruídos, portas que se movem e coisas do gênero. Não é nenhum pouco original e o roteiro tem um ritmo lento, em alguns momentos, irritante. Mas os sustos surgem aos poucos e impressionam. Não são tão impactantes quanto em "Blair", mas funcionam. A sequência em que Kate (interpretada por Katie Featherston - sim, como na obra inspiradora, os personagens têm os nomes dos atores que os dão vida) é arrastada para fora da cama é antológica. Apesar de ter achado o final meio decepcionante, sinto que valeu o investimento no ingresso. Aviso aos navegantes, se você gosta de cinema europeu "cabeça" vá ao cinema do CIC. Se você não curte filmes de suspense/terror/horror afaste-se de "Atividade Paranormal"

sábado, 19 de dezembro de 2009

Glenn Hughes em Floripa

Acabo de chegar do já histórico show de Glenn Hughes na capital de todos os catarinenses. O lendário ex-vocalista do Deep Purple - cuja carreira iniciou no Trapeze e conta com uma passagem pelo Black Sabbath - fez uma apresentação de extrema qualidade no Floripa Music Hall.

Dos mortais que lá não estiveram tenho dó. A noite começou com uma burocrática performance do Immigrant. Desculpem, mas já são - sei lá, 15 anos? - vendo praticamente as mesmas músicas cover de dinossauros do rock. Não nego a qualidade dos músicos, o carisma da banda, merecem todo o respeito e o espaço que conseguiram. Mas não me convencem.



Por volta das 23h30, o mestre veio ao palco e abriu a festa com "Stormbringer" e "Might Just Take Your Life", clássicos de sua brilhante participação no Deep Purple. Depois foi só alegria e êxtase das quase 500 (??) pessoas no local. Ele mesclou faixas da sua boa carreira solo com mais clássicos do Purple. Ficou de fora, infelizmente, uma menção ao brilhante "Seventh Star", álbum do Black Sabbath que contou com Hughes nos vocais. Normalmente, ele toca apenas a balada "No Stranger To Love", sempre deixando de lado poderosas canções como "In For The Kill", "Heart Like A Wheel" e "Sphinx (The Guardian)". Desta vez, porém, nem a romântica peça composta por Tonny Iommi entrou no set list.



Em compensação, o restante do repertório foi um presente ao público de Florianópolis. Rolaram ainda "Mistreated" e "You Keep On Movin" e a ótima "Soul Mover", entre várias outras ótimas. E Hughes é um show a parte, demonstrando carisma imensurável e provando que idade não afeta o artista de verdade. Aos 58 anos de idade, ele mantém sua poderosa voz afinadíssima, com agudos impagáveis, muito feeling, afinação extrema e uma performance sempre inspirada. A maneira como ele improvisa no palco, compondo pequenas músicas inéditas, sempre explorando sua privilegiada voz, que em vários momentos se torna praticamente feminina, sem soar afetada, é impressionante. Não é a toa que nos anos 70 ganhou o apelido de "Voice of Rock".



O ano termina para nós do rock and roll de forma brilhante em Florianópolis. E este foi um ano que teve Deep Purple. Para uma cidade sempre distante dos artistas do rock e do heavy metal, 2009 foi até certo ponto generoso. Tomara que em 2010 isso se amplie ainda mais e que tenhamos a chance de não sermos obrigados a viajar para Porto Alegre, Curitiba e São Paulo para se divertir.


Post scriptum

Estou atualizando este post, agora com alguns vídeos que já localizei no YouTube. Aproveito para comentar alguns comentários sobre as minhas impressões do show. Alguém que se identificou como "Garden Studios" criticou minhas palavras sobre o Immigrant. Amigo, concordo que há quem se interesse pela banda e estes merecem vê-la. Como afirmei acima, não tenho nada contra o grupo em si, acho que sou contrário a presença de bandas cover abrindo para bandas com som próprio. Mas esta é apenas uma opinião, minha, portanto, não influi nem contribui em nada. Não me leve a mal. E, te garanto, eu jamais pediria para o grupo citado em seu comentário abrir quer seja para o Glenn Hughes ou para qualquer outro ser humano. E sobre a quantidade de pessoas presentes à festa, eu estava a menos de 2 metros do palco, então não tive uma vista privilegiada para checar o público em geral, por isso coloquei pontos de interrogação após minha estimativa.

Outro visitante, que não se identificou, lembrou do Joe Lynn Turner. Geograficamente falando, o show não foi em Florianópolis, mas eu, realmente, esqueci de citar. Valeu pela lembrança.

E muito bom ler o recado do André Lückman, velho comparsa do Curso de Jornalismo da UFSC e da inigualável e inesquecível redação do AN Capital. Muito bom rever o amigo depois de tanto tempo. \m/

domingo, 29 de novembro de 2009

Lembra da Novembrada?

Os colegas do Diário Catarinense criaram uma peça histórica sobre um evento histórico: a mítica "Novembrada". O dia 30 de novembro de 1979 para muitos é considerado o início do fim dos chamados Anos de Chumbo, a Ditadura que tomou conta do Brasil com a desculpa de impedir "a tomada do poder pelos comunistas". Vale a pena investir parte do seu tempo, clique aqui.

O general-presidente João Batista Figueiredo - aquele que respondeu à uma criança que se precisasse viver com um salário mínimo daria um tiro na cabeça - fez sua primeira visita oficial ao Estado e, ao invés de uma recepção calorosa, foi confrontado pela população. O episódio marcou a História de Santa Catarina e a vida de muitos florianopolitanos. Alguns dizem que seria uma resposta tardia aos mandos e desmandos de outro ditador, Floriano Peixoto, há quem veja na Novembrada a semente para as revoltas populares em apoio ao movimento do Passe Livre. Para muita gente, em 1979, serviu de inspiração e esperança de que a Democracia finalmente voltaria a existir em território brasileiro.

Tortura nunca mais

"A tortura é ainda menos tolerável num Estado desenvolvido como SC". A frase é do ministro Paulo Vannuchi (Secretaria Especial dos Direitos Humanos) para a colega Adriana Baldissareli. A entrevista está na coluna "Pelo Estado", que a jornalista publica via Associação dos Jornais do Interior (Adjori) em vários periódicos catarinenses.

O contexto da frase, claro, tem a ver com as recentes denúncias de torturas por parte de policiais contra presos. O fato ganhou repercussão nacional, conforme disse o ministro à repórter. "Presido um comitê nacional de combate à tortura, instituído pelo presidente Lula em 2006, que imediatamente fez aquilo que pode fazer, que é oficiar as autoridades do Estado. Há uma delicadeza neste processo devido ao quadro político brasileiro. Sempre agimos com cautela quando visitamos SC para que não haja nenhuma interpretação de que nossa palavra é uma palavra com conteúdo de disputa política entre situação e oposição na escala federal. Falamos em nome dos DH onde a arma nunca é a ameaça, o tridente. É o diálogo, é lembrar que todos nós, autoridades públicas, somos igualmente responsáveis perante a lei. Então, chamo a atenção do governo estadual com respeito, com cautela, mas com persistência e firmeza. Esse tipo de situação não pode mais acontecer e vamos monitorar para saber se houve punição. Imaginava que imagens terríveis de um preso tendo sua cabeça enfiada num vaso sanitário já não acontecessem mais no Brasil, e, num Estado como SC, que tem os melhores índices de desenvolvimento humano, econômico e social, são menos toleráveis ainda", relatou Vannuchi.

Não adianta ser um Estado desenvolvido. É preciso muito mais para que este tipo de episódio mais do que lamentável volte a acontecer. Investimentos cada vez maiores e ainda mais sérios em cultura, educação básica e superior, melhores salários, saneamento, condições para ampliação do número de empregos. São só algumas alternativas.

sábado, 28 de novembro de 2009

Solidariedade de peso

E por falar em Ronnie James Dio, surgiu na mídia especializada durante a última semana a notícia de que o lendário cantor foi diagnosticado com câncer no estômago. Fica a torcida pela recuperação do mestre.

Dio é um cara gente finíssima, a quem tive a sorte de entrevistar horas antes da sua passagem por Santa Catarina, no dia 2 de dezembro de 1995. Ao contrário da maior parte dos rockstars, é um cara tranquilo, raramente se mete em confusões e não apela para a infame tríade "sexo, drogas & rock and roll".


Exclusivo: Capa de "Holy Diver" autografada por Dio

Uma das provas do seu caráter foi o projeto "Hear´n´Aid", lançado em 1985, para levantar dinheiro em favor dos povos da África. A idéia, nunca foi segredo, surgiu após iniciativas semelhantes de artistas da pop music, como os projetos "Band Aid" e "USA for Africa".



A idéia de Dio resultou na música do vídeo acima. E é preciso reconhecer que o homem conseguiu algo praticamente impossível, recrutar 55 músicos das mais variadas bandas em uma época na qual o heavy metal estava no auge nos Estados Unidos. Imagine o esforço para conciliar tantas agendas diferentes em meio às tours que bandas como Mötley Crüe, Judas Priest, Twisted Sister, Iron Maiden, Dokken e Quiet Riot, entre outras, faziam mundo a fora.

Dio conseguiu montar um time e tanto, com o melhor do estilo daquela época, era do glam metal e dos músicos com "penteados" prá lá de esquisitos. :) Faltaram alguns medalhões, tipo Ozzy Osbourne, e integrantes da geração seginte do rock pesado, o thrash metal, que até então não estava consagrado.

Participantes:

Vocalistas

* Dave Meniketti (Y&T)
* Paul Shortino (Rough Cutt)
* Geoff Tate (Queensrÿche)
* Eric Bloom (Blue Öyster Cult)
* Ronnie James Dio (Dio)
* Don Dokken (Dokken)
* Kevin DuBrow (Quiet Riot)
* Rob Halford (Judas Priest)

Backing vocals

* Tommy Aldridge (Ozzy Osbourne)
* Dave Alford (Rough Cutt)
* Carmine Appice (Vanilla Fudge/King Kobra)
* Vinny Appice (Dio)
* Jimmy Bain (Dio)
* Frankie Banali (Quiet Riot)
* Mick Brown (Dokken)
* Vivian Campbell (Dio)
* Carlos Cavazo (Quiet Riot)
* Amir Derakh (Rough Cutt)
* Buck Dharma (Blue Öyster Cult)
* Brad Gillis (Night Ranger)
* Craig Goldy (Giuffria)
* Chris Hager (Rough Cutt)
* Chris Holmes (W.A.S.P.)
* Blackie Lawless (W.A.S.P.)
* George Lynch (Dokken)
* Yngwie Malmsteen
* Mick Mars (Mötley Crüe)
* Michael McKean (David St. Hubbins of Spinal Tap)
* Dave Murray (Iron Maiden)
* Vince Neil (Mötley Crüe)
* Ted Nugent
* Eddie Ojeda (Twisted Sister)
* Jeff Pilson (Dokken)
* Rudy Sarzo (Quiet Riot)
* Claude Schnell (Dio)
* Neal Schon (Journey)
* Harry Shearer (Derek Smalls of Spinal Tap)
* Mark Stein (Vanilla Fudge)
* Matt Thorr (Rough Cutt)

Guitarristas solo

* Vivian Campbell (Dio)
* Carlos Cavazo (Quiet Riot)
* Buck Dharma (Blue Öyster Cult)
* Brad Gillis (Night Ranger)
* Craig Goldy (Giuffria)
* George Lynch (Dokken)
* Yngwie Malmsteen
* Eddie Ojeda (Twisted Sister)
* Neal Schon (Journey)

Guitarras base e linhas melódicas

* Dave Murray (Iron Maiden)
* Adrian Smith (Iron Maiden)

Baixistas

* Jimmy Bain (Dio)

Bateristas

* Vinny Appice (Dio)
* Frankie Banali (Quiet Riot)

Tecladista

* Claude Schnell (Dio)

Melhor do ano

Final de ano é a época em que revistas e websites fazem as suas listas dos melhores da temporada. O pouco tempo livre me impediu de acompanhar a cena em 2009. Mas, asseguro, qualquer escolha dos principais álbuns de rock pesado lançados na presente tranlação da Terra obrigatoriamente precisa conter "The Devil You Know", primeiro álbum de inéditas do Heaven And Hell (leia-se Black Sabbath sem Ozzy e com Dio nos vocais).

Pesado, cadenciado e técnico, com um bom álbum de heavy metal deve ser. Não é à toa que Tony Iommi é o criador do estilo (há quem diga que foi Jimmi Page e o Led Zeppelin e outro dia li em algum fórum qualquer um cidadão clamando para os Beatles a paternidade!! Ainda bem que vivemos em uma democracia). O trabalho é uma lição, uma nova lição para as inúmeras bandas que surgem a cada dia em todos os cantos do mundo.



"Bible Black" é um dos novos clássicos que Iommi, Ronnie James Dio, Geezer Butler e Vinny Appice criaram. A versão acima foi registrada ao vivo em Bonn, na Alemanha, em junho. Não resisti e incluí "Falling Off The Edge of The World", menosprezada canção do espetacular álbum "Mob Rules", da época em que os senhores citados acima percorriam o mundo defendendo o nome Black Sabbath.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Alerta

Assustador o ranking que mostra a incidência da Aids entre os municípios brasileiros com 50 mil habitantes ou mais. De acordo com o Ministério da Saúde, entre 2002 e 2007, nada mais nada menos do que 15 cidades catarinenses aparecem na listagem. O primeiro lugar é de Porto Alegre (RS).

Considero muito para um Estado cuja qualidade de vida é bem maior em relação a maior parte do País. Infelizmente, o investimento em campanhas preventivas é pífio, tanto por parte do governo federal quanto do estadual. A luta contra a Aids precisa ser permanente, constante, massiva e altamente articulada. Nada do que se fizer será suficiente.

Camboriú (2º)
Itajaí (4º)
Balneário Camboriú (9º)
Florianópolis (12º)
Criciúma (19º)
São José (21º)
Tubarão (24º)
Navegantes (37º)
Joinville (43º)
Blumenau (48º)
Palhoça (50º)
Biguaçu (70º)
Içara (74º)
Lages (75º)
Araranguá (100º)

Fonte: MS/SVS/Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais
NOTA: (1) Casos notificados no SINAN e registrados no SISCEL/SICLOM até 30/06/2009 e SIM de 2000 a 2008. Dados preliminares para os últimos cinco anos.
POPULAÇÃO: MS/SE/DATASUS em no menu informações em saúde > Demográfica e socioeconômicas, acessado em 20/10/2009.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Quem precisa de Freddie Mercury quando temos os Muppets?

O Fábio Martins twittou esta pérola ontem. Serviu para trazer memórias impagáveis dos muitos momentos assistindo os Muppets durante minha infância. O vídeo é hilário e a versão dos personagens maluquíssimos para "Bohemian Rhapsody", do incomparável Queen, é, no mínimo, histórica.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Saudade e medo

Passei ontem pela Assembléia Legislativa de Santa Catarina, onde fui acompanhar meu assessorado, o secretário de Estado da Educação, Paulo Bauer, em uma entrevista para a TVAL. Para minha surpresa, encontrei a Sala de Imprensa - território da amada e idolatrada Jamile, a mãe de todos os jornalistas que cobrem a Assembléia - tomada.

Tinha coleguinhas que eu não via há meses. Todos esperando a coletiva da ministra da Casa Civil e candidatíssima à sucessão do presidente Lula, Dilma Roussef. Revi também vários políticos, povo que eu costumeiramente entrevistava durante minha vida de repórter. Confesso que, apesar de minha nova fase profissional ser muito agradável, como um novo aprendizado constante e com desafios para lá de instigantes, bateu a saudade. Não adianta, estou naquele grupo de profissionais da comunicação que fazem JORNALISMO pois querem fazer REPORTAGEM, desejam contar os fatos. Bons ou ruins.

Isto não é um lamento nem um arrependimento. A vida em uma assessoria de imprensa, ao contrário do que acreditam muitos coleguinhas, é tão boa em termos de desafio profissional quanto o dia-a-dia de uma redação. Mas, o tempo passa, e ser repórter - principalmente em Santa Catarina - é, infelizmente, uma etapa. Não dá para continuar por muito tempo sendo explorado e mal pago. Nem mesmo as benesses e o prazer que uma matéria sua publicada no dia seguinte conseguem suplantar isso.

Obviamente, não pude acompanhar a coletiva da candidata nem conversar com todos os colegas. Li os relatos nos jornais de hoje. Mas, se estivesse lá, iria perguntar à ela sobre a BR-101 Sul. Depois da passagem pela Assembléia, rumamos para Içara. Viajar por aquela rodovia, sra. candidata, é um desafio, um terror. Quanto tempo o governo federal levará para concluir aquela obra? Pouco ou quase nada se fala do PAC, pouco ou quase nada se fala sobre a BR-101 Sul, mas duvido que, se a candidata Dilma topasse ir de Florianópolis a Porto Alegre por aquele trecho, não tivesse alguma idéia de solucionar a questão. O clima é de terror e medo constante, com o excesso de veículos e os poucos trechos duplicados em contraste com as antigas vias, esburacadas.

sábado, 21 de novembro de 2009

Certas coisas não mudam

É. O jornal A Notícia é regional mesmo. Definitiva e infelizmente.
E, certas coisas, apesar da mudança de proprietários, continuam as mesmas. Edição deste sábado (ao menos a disponibilizada na internet) cita a vitória da equipe masculina de basquete de Joinville nos Jogos Abertos de Santa Catarina com amplo e total destaque. Nenhuma matéria sobre o título geral, conquistado por Florianópolis.

O registro coube ao colunista Maceió, com quem tive o prazer de cobrir algumas edições dos Jogos ele pelo AN e eu pelo extinto O Estado. Em 2005, já no AN Capital, fui colega de Maceió na editoria de Esportes.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Floripa sem O Globo

Florianópolis não é mais a mesma. Definitivamente. Descobri hoje que nenhuma banca da cidade recebe o jornal "O Globo". O Rio de Janeiro sempre foi o espelho, em décadas passadas, da capital catarinense. Ao menos é o que dizem experientes colegas, cronistas, blogueiros e outros menos cotados.

Tanto é que, garantem, a maior torcida por aqui é de um determinado clube carioca. Só não sei se a inexistência de "O Globo" nas nossas bancas é culpa da mudança de identidade florianopolitana ou da crise que o jornalismo impresso vive nos últimos anos. Seria um corte de despesas do jornal do Rio de Janeiro?

sábado, 31 de outubro de 2009

A concorrência e suas benesses ao jornalismo de Santa Catarina

A edição deste final de semana publicada pelo jornal Notícias do Dia na Grande Florianópolis mostra como a concorrência faz bem à imprensa, ao jornalismo e à sociedade. Desde que o grupo RIC Record resolveu investir em jornalismo impresso, o marasmo do setor em Florianópolis - ok, em Santa Catarina - sofeu um severo golpe.

A reclamação era intensa sobre a atuação do Grupo RBS, que comprou o jornal A Notícia, de Joinville, monopolizando o mercado de trabalho. A empresa gaúcha alega que há vários jornais no interior do Estado. Mas a reclamação do Sindicato dos Jornalistas Profissionais, dos diagramadores, fotógrafos, editores, revisores, repórteres e de parte do público que mantém o hábito saudável de se informar diariamente pelo jornal impresso, era quanto ao monópolio dentro do grupo dos "grandes" jornais catarinenses.

O surgimento do Notícias do Dia na Capital e Joinville mexeu com a RBS, instaurou a concorrência. O jornal mudou algumas vezes de projeto gráfico e público. Agora está consolidado como um veículo de comunicação para as classes A e B, no formato tablóide. Aparenta ser um produto vencedor, pois a empresa investiu um pouco mais e lançou edições em Biguaçu, Palhoça, São José e em Tijucas. Regiões próximos de Florianópolis, com alto poder de investimento e de empresas que podem vir a anunciar, e anúncio é a sobrevivência de um jornal.

A idéia lembra muito o que J. Havilla fez no interior de São Paulo, com a rede Bom Dia. Inicialmente com quatro cidades, o grupo cresceu e mantém atualmene sete edições distintas. Sempre com o nome "Bom Dia" associado ao município sede, publicando notícias locais e o material estadual, nacional e internacional produzido por uma equipe na cabeça-de-rede do grupo, que pré-edita para todas as publicações. Lá deu certo, tanto que Havilla acaba de comprar o Diário de São Paulo, na capital paulista.

Em Santa Catarina, o processo é o inverso. Saiu da capital rumo ao interior. Torço para que seja vencedor e se consolide. Todo mundo sairá ganhando. Por coincidência, trabalhei nos dois grupos. Passei um ano e três meses no Bom Dia, em Jundiaí, ajudando a editar o material comum à toda a rede. Uma expêriência única e impagável. Quem já trabalhou na implantação de um jornal sabe o drama e o desafio que é. Mas atuar na implantação de um conceito inexistente no País foi maior do que isso.

Voltei para Santa Catarina para trabalhar no Notícias do Dia, onde fiquei um ano. Já entrei na atual fase, um periódico estabelecido no mercado e no próprio conceito. De certo modo, é um jornal que ocupou o vácuo do saudoso e infelizmente extinto AN Capital (valeu, RBS!). Absorveu boa parte da mão-de-obra que ficou à deriva assim que o grupo gaúcho simplesmente cancelou o produto (sim, produto, afinal empresas jornalísticas visam o lucro, não o bem da sociedade) e também os leitores, viúvos de uma publicação que cuidasse das coisas, do dia-a-dia, da cidade e da região metropolitana.

Na edição deste final de semana, o Notícias do Dia Grande Florianópolis demonstra estar cada vez melhor, cada vez mais perto de fazer uma verdadeira concorrência em termos de pauta, de assuntos, de notícias, com o Diário Catarinense. Temas abrangentes aparecem assinados por jovens, porém já experientes, repórteres, novatos e um ou outro medalhão do mercado local. Fiquei feliz ao notar a evolução de alguns ex-colegas, com textos maduros e menos "engessados". Ainda sinto falta de jornalismo investigativo - algo insano de se dizer, pois se é jornalismo, é investigativo naturalmente - e de pautas menos burocráticas. Mas, quem sabe, com o tempo, este cenário ideal se complete.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

30 anos é demais

Ontem - sim, continuo correndo atrás do tempo - presenciei umas cenas impressionantes. Era dia de comemoração na Secretaria de Estado da Educação. Foram entregues menções honrosas aos funcionários que completaram 30 anos de serviço. Algo inimaginável para nós jornalistas.

Quero dizer, inimaginável um grupo de jornalistas trabalhando juntos por 30 ou mais anos. Na Educação, quer seja em uma escola, quer seja em um órgão burocrático, até é possível. Mas, em uma redação de jornal ou em uma assessoria de imprensa... du-vi-dê-ô-dó!

A rotatividade é insana. Culpa dos empresários do setor, que pensam com o bolso, culpa da categoria, que é desunida, culpa da sociedade, que pouco ou nada se importa com a necessidade de uma imprensa atuante e correta. Em assessorias de imprensa até é comum uma certa durabilidade, mas mantendo um time por 30 anos, ainda não conheci nenhuma. Nas redações, isso é história para foca dormir. Em todas as que passei - O Estado, A Notícia, Folha de S.Paulo e Notícias do Dia - "a barca" passava constantemente. Ou fulano era demitido por contenção de despesas, ou saia fora por ter arrumado um salário melhor, neste caso, em 95,7% das vezes, migrando para uma assessoria de imprensa (incluindo este que vos perturba).

É uma pena. Para o público, pois quanto maior o entrosamento, melhor serão os resultados da equipe, e para nós profissionais, que estamos sempre nos despedindo de colegas e incansavelmente buscando o entrosamento que raramente deixa de ser utopia. Por falar em despedidas, lembro de uma determinada fase na Rede Bom Dia, em Jundiaí. Não havia um só dia no qual algum colega perdia o emprego. Passava uma semana, e o mesmo se repetia em outra redação da rede, nas então quatro praças que a empresa estava montada. Sorte do povo que saiu, creio que todos estão bem instalados atualmente. Sorte do público, pois a empresa não só se manteve, como recentemente voltou a crescer: li que o J. Havilla comprou o Diário de São Paulo, isso depois de ter ampliado seus domínios na imprensa do interior paulista.

Profissão complicada esta de jornalista. Não recomendo não, apesar de todos os sabores e potenciais.

sábado, 24 de outubro de 2009

King Diamond versão Ripper Owens

Poucas coisas agradam mais a nós, fãs de música, do que ver um ídolo homenageando outro ídolo. Estava há dois dias tentando arrumar tempo para ver o link abaixo, enviado pelo irmão Fausto Cabral. Passei as últimas 48 horas só imaginando como seria ver e ouvir Tim "Ripper" Owens cantando "Abigail", o maior hit, o clássico, o "poder", o êxtase sonoro-metálico criado por King Diamond.

Valeu a espera, sem dúvida. Aqueles que não curtem rock pesado, fiquem à vontade para mudar de blog e procurar outras atividades sonoras. Àqueles que, ao contrário, adoram a sensação provocada pela força e a contundência do heavy metal, deliciem-se:




Em tempo, para quem não sabe, o norte-americano Owens foi o ilustre desconhecido que acabou escolhido para substituir Rob Halford, lendário vocalista do Judas Priest, um dos pilares de sustentação do heavy metal. O fato inspirou o fraquíssimo filme "Rockstar", mas criou o fênomeno da "duplicação" de um cantor, já que Owens iniciou a carreira cantando em bandas cover do Priest, graças ao seu timbre de voz impressionantemente similar ao de Halford. O apelido Ripper é uma alusão à música "The Ripper", um dos clássicos do Judas Priest, que fala sobre Jack, o Estripador.

O dinamarquês King Diamond, por sua vez, é um dos artistas mais "cult" do rock pesado. Começou no praticamente desconhecido Black Rose e construiu seu espaço no lendário Mercyful Fate, de onde saiu para uma brilhante carreira solo. Todos têm como característica a capacidade de cantar com timbres de voz extremamente agudos e são frontmen de altíssimo nível.

Estratégia correta?

Assustador e revoltante são adjetivos mínimos para avaliar as denúncias de pedofilia que atingiram Santa Catarina e Florianópolis nos últimos dias. Acho extremamente válido o trabalho da Polícia Civil e da imprensa em denunciar tais atos abomináveis que seres repugnates vêm fazendo com o uso da Internet.

Mas me surpreendeu o fato da Polícia ter revelado como vai funcionar a operação de captura dos suspeitos. Pois é, "funcionará". Matéria do Diário Catarinense dá praticamente o cronograma de ações. Isso não vai alertar os tais pedófilos? Não era melhor noticiar a prisão destas pessoas? Fico na dúvida se a estratégia é a mais adequada.

Gripe A, obesidade e descaso

Acesso o portal da RBS na Internet e leio que "Número de mortes por gripe A chega a quase 5 mil mortos, segundo a OMS". O texto, da agência EFE de notícias, relata números contabilizados até o último dia 17.

"A agência das Nações Unidas reiterou que os casos registrados são os confirmados em laboratório, e, por isso, estima que o número total seja maior. A América continua sendo a região onde houve mais mortes, com 3.539 vítimas fatais confirmadas e 160.129 contágios", indica a reportagem. Não é o que aparenta em Florianópolis. Ou melhor, nesta capital parece que o vírus foi banido, pois as campanhas na mídia e nas ruas parecem ter sido encerradas.

Certo, em muitos estabelecimentos há o agora famoso álcool gel à disposição do cliente. Mas raramente tenho visto alguém utilizando o produto. Talvez o problema esteja em informações como esta: "O comunicado da OMS também explicita que, em geral, no hemisfério norte, os contágios se mantêm estáveis, embora as doenças respiratórias continuem se expandindo e aumentando sua intensidade. Estados Unidos, Canadá e México têm índices de contágio altos, mas não alarmantes. Já na Europa, apesar de na maioria dos países o contágio ser baixo, em Grã-Bretanha, Bélgica, Holanda e Noruega, as porcentagens são bem mais elevadas que a média."

"Na Ásia, foi registrado um retrocesso dos casos de gripe estacional, mas um aumento de contágios pelo vírus. Nas zonas tropicais, os índices de contágio estão caindo, com exceção de Cuba, Colômbia e El Salvador." Basta ler algo assim para que o brasileiro pense "Ah, agora posso relaxar", "não há mais perigo".

O mesmo acontece em relação à Aids. Caramba! a Aids NÃO deixou de existir! Mas pouca gente parece preocupada com a epidemia. Autoridades governamentais vêm fazendo o mínimo exigido em termos de educação, alerta e prevenção contra estas e outras doenças gravíssimas. É um descaso absurdo.

Já notaram que a população brasileira está cada vez mais parecida com a norte-americana? obesa! Obesidade é doença, vira epidemia também. Pouco ou quase nada tem sido feito para evitar isso no Brasil. Ou estou enganado?

Algo precisa ser feito senhores políticos. Não apenas sugerir projetos de Lei sobre o tema, mas necessitamos de fiscalização, cobrança à quem de direito, ações efetivas para a melhora da saúde do combalido povo brasileiro. Que, apesar de "nunca desistir", adoece. E morre. E eleitor morto, oficialmente, não vota.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Monumento

Nos retratos abaixo, detalhes de um meio de transporte infelizmente extinto no Brasil. Com o trânsito cada vez mais intenso e temeroso nas rodovias do País, continuo imaginando a quem interessa não retomar o investimento nas ferrovias.

Fotos: Alessandro Bonassoli


Claro, hoje em dia não é viável uma locomotiva com esta, "instalada" em frente à prefeitura da cidade de Araquari, no Norte de Santa Catarina. Mas com tanta tecnologia, o que falta é mero interesse político.





segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Pintou o campeão

Minha esperança era que o Inter confirmasse a boa fase do início deste ano e voltasse a conquistar o Campeonato Brasileiro. Há uns 3 meses, quando - mais uma vez - me dei conta de que Tite não tem condições de guiar o Colorado a algum título de real importância, passei a apostar no São Paulo, sempre um time de chegada.

Agora, com o andar da carruagem, não dá para pensar em outra coisa. Este ano é do Palmeiras, para delírio dos meus amigos Zanfra e Evandro Spinelli.

A chegada do Mário Sérgio ao Inter até dá um certo ar de empolgação, foi um dos líderes do brilhante e incomparável título nacional de 1979 (sim, afinal há algum outro clube que tenha sido campeão brasileiro invicto??). Mas é só isso. Se conseguir erguer o time ao grupo que vai à Libertadores em 2010 já será um feito. Na verdade, lamento, me parece estarmos mais próximos de se contentar com uma vaguinha na Sul-Americana.

domingo, 4 de outubro de 2009

In chains

Tem tempo que não atualizo o blog. Não tenho mais tempo. Uma pena. Irritante isso, na verdade.

Hoje o dia está péssimo. Incrível como meus domingos têm sido assim sempre de uns tempos para cá. Então, para tentar afastar esta rotina, resolvi conferir os novos sons do Alice In Chains, banda bacana que me agradou muito na era do grunge. Particularmente, não sou fã do estilo, nem nunca considerei o Alice In Chains um grupo grunge. Prá mim, sempre foram heavy metal. E dá-lhe Black Sabbath como influência!

Li algumas críticas ao novo álbum e foram bem pesadas, com o perdão do trocadilho. Bem, quem se importa se resolveram arrumar um cantor cujo timbre de voz e estilo lembra demais o falecido Layne Staley? O clip abaixo é bom e a música me agradou muito. E William DuVall é, sim, um bom vocalista.


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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Rapidinhas

* Ainda não consegui entender tanto interesse do governo Lula em ajudar o Zelaya. Me parece ser muito mais do que mero interesse humanitário ou defensoria da democracia.

* E metrô de superfície em Florianópolis? Belíssima ideia, mas dá para acreditar que vai sair do papel? Falta, no mínimo, uma ponte Hercílio Luz renovada e uma Beira-Mar continental funcionando.

* Alguém ainda tem saco para ler especulação de colunista político sobre a sucessão no governo catarinense em 2010?

* E o casal Amin? Não quer largar o osso mesmo, não?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

De aniversários adiantados

Como vivemos os tais "tempos modernos", onde tudo é "prá ontem", as coisas tendem, cada vez mais, acontecerem precocemente. Recebi na semana passada, com uns 5 dias de antecedência, um cartão de parabéns pelo meu aniversário. Hoje a Aline já deixou um recado lembrando a data.

Fico "agradicido". Mas o dia será na próxima segunda-feira. Por sinal, aniversário do Lúcio Nunes, nobre cabra santista. Aproveito para também já seguir o exemplo e parabenizá-lo com antecipação. :)

Agora, se ninguém lembrar no dia correto, ao menos, já teve gente boa que recordou do amigo aqui. Infelizmente, não vai rolar festa nem grandes produções. Fui informado hoje que, "de presente" ganhei uma Reunião de Diretoria, que inicia às 15h e não tem hora para terminar. Quem mandou crescer? Na infância era bem mais legal. :)