terça-feira, 6 de julho de 2010

Reflexão metálica

Vi o Iron Maiden em 1992 no ginásio do meu glorioso Internacional.

Entrevistei o mestre Kai Hansen e o Gamma Ray antes do inesperado show no Capoeirão.

Assisti, entrevistei e ganhei um autógrafo personalizado de Ronnie James Dio na véspera de um histórico show do lendário frontman em Santo Amaro da Imperatriz.

Assisti Megadeth, Faith No More, Dark Tranquillity, Motörhead, Ozzy Osbourne, Alice Cooper, Manowar, Savatage, Helloween, Slayer. Iron Maiden mais umas 3 vezes pelo menos.

Tive a grata satisfação de ver Moonspell (e na platéia tinha um mano fantasiado de Mephisto!).

Cobri show do Overkill e minha matéria com texto que ligeiramente zoava a Argentina foi publicada em uma revista do país vizinho.

Estava no Kreator com o Destruction fazendo o opening act e antes o Frank "Blackfire" Gosdzik veio me cumprimentar.

Não só vi o The Gathering como ainda lasquei um beijo (no rosto!) na Anneke Van Giersbergen após a entrevista coletiva.

Anthrax, Blind Guardian, Nightwish.

Matei a fissura ao ver a primeira e única Doro.

Viajei de Florianópolis até Belo Horizonte de ônibus - 23 horas de estrada - para ver Mercyful Fate.

Realizei o sonho de ver o Rage ao vivo (e tocaram uma pérola do Avenger!). E o Stryper é ainda melhor ao vivo.

REALIZEI O SONHO DE VER O QUEENSRÿCHE. Com direito à camiseta autografada e foto com o Geoff "melhor do munto" Tate.

Entrevistei Blackie Lawless e depois VI O FUCKIN W.A.S.P.!!!

Sim, Udo Dirkschneider é o cara. Sim, David Lee Roth é o cara e tocou o melhor show de rock and roll de todos os tempos.

Tomei várias com os caras do Grave Digger na Vila Madalena depois de um dos 2 ou 3 shows deles que já pude assistir.

AC/DC na pedreira Paulo Leminski em Curita. Quase 25 anos depois, vi o Metallica.

Glenn Hughes em Floripa!! Judas Priest com Ripper Owens. Judas Priest com a formação clássica e Whitesnake abrindo a noite.

Testament tocando "Sins of Omission" em Curita.

Eu tava no histórico show do Ramones abrindo pro Sepultura, na tour do Chaos A.D., em Balneário Camboriú.

Rodei por Sampa com Warrel "Sanctuary" Dane e Jeff Loomis. Tirei foto com os 2 e o Zé do Caixão. Apareci num vídeo pirata de um dos shows do Nevermore em Sampa.

E, agora posso dizer, Neil Peart é mesmo um gênio.

Nebula na chopperia do SESC Pompéia.

Mas, definitivamente, os dois momentos mais HEAVY METAL de toda a minha vida foram:





Rob Halford... tocando duas faixas do incomparável FIGHT!

Fui ao Rock In Rio para ver somente estas duas músicas. Iron Maiden pouco me importava naquela noite (o show foi bem mais ou menos, por sinal).

E iria novamente DE SÃO PAULO AO RIO DE JANEIRO NUMA VAN LOTADA.

Não sei se foi por eu não ter visto o Fight ao vivo. Ou se porquê boa parte do público que estava naquele Rock In Rio não tinha a menor idéia de quem era Rob Halford. E isto é um sacrilégio para quem se diz fã de rock pesado.

Talvez tenha sido porque a agressividade na música do Fight me ajudou muito a colocar para fora toda uma série de frustrações que vivi no início dos péssimos nos 90. A tristeza por ver um verdadeiro irmão sucumbir diante das drogas, derrotas pessoais em vários campos. A mediocridade da Florianópolis de então. A sensação de imobilidade profissional, pessoal e cultural em uma província que era ainda mais provinciana.

"Nailed To The Gun" e "Into The Pit" foram o ápice daquele Rock In Rio prá mim. Momentos que continuam vivos em minha memória, de onde não podem ser arrancados.

4 comentários:

Fausto disse...

O meu grande arrependimento foi não ter visto o Fight, banda que teve uma história no mínimo mitológica: veio, quebrou tudo e simplesmente acabou, sem mais delongas.
Fausto

Marco Antonio Zanfra disse...

Depois de tal "currículo", Magoo, uma pergunta é fatal: o que é que você está fazendo com o Paulo Bauer?!

Bonassoli disse...

Amigo Zanfra,

uma coisa é nossa profissão. Outra são nossos gostos pessoais. Já tive o prazer de trabalhar aliando jornalismo com meu hobby, a música. Foram 2 anos intensos. Por mil e um motivos, esta fase terminou.

De qualquer modo, não sou daqueles jornalistas que fica preso muito tempo em um tipo de trabalho. Novos desafios são sempre muito importantes. E, não nego, a política é também apaixonante.

Anônimo disse...

...confesso q fiquei com ciúmes do momento "bjo na Anneke"...
Quem sabe um dia vc volta a trabalhar nessa área :-)
bjss
Sil