sexta-feira, 19 de março de 2010

Radioator

Eu já fui ator. Ou melhor, "radioator".

Sim, paralelamente ao primeiro emprego como jornalista, tentei carreira no ramo artístico. Brincadeirinha! Dica via tweeter do amigo Alexandre Gonçalves (@agenteinforma) me fez relembrar de um passado completamente esquecido: as aulas de rádioteatro do Curso de Jornalismo da UFSC.

Eram decorridos 1996 anos do século passado quando no famoso "tronco específico" do currículo novo, agora velho, do citado curso, voltou a existir a disciplina de "Rádioteatro". Cinco aulas por semana, sempre à noite, eram a alegria da galera. Os raros momentos onde era possível colocar a imaginação para funcionar e criar histórias e estórias hilárias na maior parte dos casos. Muitos talentos ali surgiram, outros ali despontaram para o anonimato. O que importava - e continua importando - era o bom humor, horas de descontração total para esquecermos das matérias para as aulas do Nilson Lage ou do Scotto e dos textos das teorias da Comunicação e do Jornalismo (Sérgio Weigert, Barbara Freitag, Agnes Heller e as maledetas esferas da percepção da insuportável Escola de Frankfurt!!).

Pensando melhor, graças à esta maravilha da invenção humana, a Internet, anonimato nada! No site Rádio Ponto UFSC está parte do acervo criado por várias turmas de então futuros jornalistas.

Além do próprio Alexandre Gonçalves e este que vos fala, a lista inclui roteiristas, locutores, atores, diretores, maquiadores, cabeleireiros e outros bichos tipo Giancarlo Proença (@gianproenca), Diógenes Fischer (@diogenesfischer), Jefferson Dalmoro (@jeffdalmoro), Anita Dutra (@anitadutra), Lauro Maeda, Mutley (@fabiobianchini), Andréa Beron, Eduardo Buckhardt, Bob Barbosa, Flávia Danova, Mariana Ortiga, Maurício Frighettto (@frigas), Karina Manarin (@kmanarin), Alessandra Mathyas (@alessandramathy), entre vários nomes do mesmo calibre. Não posso deixar de mencionar a presença dos para sempre saudosos Pedro Saraiva e a primeira e única Nathan Manfroi.

Vale a pena interromper o tempo e se dedicar à audição de pérolas como Luna Caliente (que continua aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), "Arnaldo, cala a boca!", a adaptação impagável de "Eduardo e Mônica", "Ópera do Malandro" (que continua aqui e aqui) e minha humilde adaptação para o clássico "Noite na Taverna", de Álvares de Azevedo (Paradise Lost, Dream Theather, Basil "Conan, o Bárbaro" Poledouris, Sepultura na trilha sonora!!!). Mas estes são só alguns exemplos, há muitos outros importantíssimos.

Bom divertimento!

Um comentário:

Alexandre Gonçalves disse...

Detalhes sobre duas produções, entre elas a inacreditável Paulo Olívio, o detetive diferente: http://blog.colunaextra.com.br/2010/03/mais-perolas-das-aulas-de-radioteatro.html.