Estou acompanhando a derradeira temporada de "Lost". Está cada vez mais perto o final, mas ainda não empolgou. Sempre fui contra que todos os mistérios fossem explicados, mas os autores estão explicando pouco ou quase nada e criando ainda mais dúvidas.
Refletindo sobre isso, lembrei de um velho post, que pode ser relido aqui. Mantenho as mesmas expectativas daquela época.
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quarta-feira, 7 de abril de 2010
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Falta muito, Papai Smurf?
Uma bobagem nerd que achei na rede...
a contagem regressiva para a sexta e última (será?) temporada de "Lost".
Estamos aguardando.
a contagem regressiva para a sexta e última (será?) temporada de "Lost".
Estamos aguardando.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Dia ruim
Você sabe que o dia tem tudo para ser ruim quando:
a) acorda gripado
b) motoristas e cobradores de ônibus - que já fizeram uma greve recente - interrompem suas atividades por duas horas, deixando o trabalhador sem ter como ir cumprir as obrigações contratuais
c) descobre que um ídolo morreu: perdemos David Carradine! Sim, ele mesmo, Mr. "Kung Fu". Claro, aos mais novos, ele é o "Kill Bill".
Este blog faz agora um minuto de silêncio.
a) acorda gripado
b) motoristas e cobradores de ônibus - que já fizeram uma greve recente - interrompem suas atividades por duas horas, deixando o trabalhador sem ter como ir cumprir as obrigações contratuais
c) descobre que um ídolo morreu: perdemos David Carradine! Sim, ele mesmo, Mr. "Kung Fu". Claro, aos mais novos, ele é o "Kill Bill".
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terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Oficina do Diabo II
Meu camarada Upiara Boschi, gaúcho de carteirinha, gente boa, apesar de torcer pro clube errado, lembrou bem ao comentar o post anterior. A minissérie da Globo teve como consultor o escritor Tabajara Ruas, que também domina o assunto Guerra dos Farrapos.
Upiara sugere o livro "Varões Assinalados", escrito por Ruas e que, ao contrário de "A Casa das Sete Mulheres", desvenda detalhes do conflito. Ou seja, muito mais interessante.
Upiara sugere o livro "Varões Assinalados", escrito por Ruas e que, ao contrário de "A Casa das Sete Mulheres", desvenda detalhes do conflito. Ou seja, muito mais interessante.
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Oficina do diabo
Li "A Casa das Sete Mulheres", de Leticia Wierzchowski. Apesar do tema me interessar muito - afinal fala sobre História do Brasil e minha saudosa Curitibanos é citada no texto - esperei alguns anos para abrir o livro. Houve toda aquela badalação com a minissérie da Globo e detesto coisas que estão "na moda".
O livro é bom. Nada demais, nem de menos. Uma versão romanceada sobre a Guerra dos Farrapos. A autora não se aprofundou muito nas tramas verídicas - nem deveria ser esta a intenção dela - mas conseguiu dar uma boa idéia do que foi o episódio. Minha noiva, que adorou a versão para a TV, está curiosa pelo livro. E, no último domingo, em meio à uma maratona de "Lost" (a primeira temporada, que a Sil não acompanhou na íntegra), veio a idéia de rever a série global.
Baixei os primeiros episódios e lembrei que eu também gostei do programa. Tirando, claro, aquela papagaiada da personagem vivida pela Mariana Ximenes. Ô criatura mala! Tanto quanto no livro. Aquele papo de se apaixonar pelo fantasminha camarada é irritante. Incrível como o Jayme Monjardim conseguiu achar no livro um tipo tão característico da sua obra. Pro bem - ou pro mal - não sei, a versão da TV abrasileirou o fantasma que era, originalmente, uruguaio.
Tirando isso, a produção é de alto gabarito, como praticamente tudo que a Globo faz. A surpresa negativa é que a versão em DVD é editada. Em uma hora e meia do primeiro disco há bem mais coisas do que dois capítulos. Deram uma enxugada forte no material. Isso já me eliminou a idéia de comprar a versão oficial. Quem vai querer uma obra mutilada?
O mesmo já ocorreu com "O Tempo e o Vento", um clássico que a Globo levou à tela com maestria. Infelizmente, me garantem fontes mais do que confiáveis, a versão em DVD não perdeu partes essencias da trama. A história do Bolívar Terra Cambará, por exemplo, o filho loser do Capitão Rodrigo foi quase que limada. Fã que sou da obra de Érico Veríssimo, dificilmente vou empregar alguns reais na versão original. É como dizia a vó Bibiana, "cabeça vazia, oficina do diabo".
O livro é bom. Nada demais, nem de menos. Uma versão romanceada sobre a Guerra dos Farrapos. A autora não se aprofundou muito nas tramas verídicas - nem deveria ser esta a intenção dela - mas conseguiu dar uma boa idéia do que foi o episódio. Minha noiva, que adorou a versão para a TV, está curiosa pelo livro. E, no último domingo, em meio à uma maratona de "Lost" (a primeira temporada, que a Sil não acompanhou na íntegra), veio a idéia de rever a série global.
Baixei os primeiros episódios e lembrei que eu também gostei do programa. Tirando, claro, aquela papagaiada da personagem vivida pela Mariana Ximenes. Ô criatura mala! Tanto quanto no livro. Aquele papo de se apaixonar pelo fantasminha camarada é irritante. Incrível como o Jayme Monjardim conseguiu achar no livro um tipo tão característico da sua obra. Pro bem - ou pro mal - não sei, a versão da TV abrasileirou o fantasma que era, originalmente, uruguaio.
Tirando isso, a produção é de alto gabarito, como praticamente tudo que a Globo faz. A surpresa negativa é que a versão em DVD é editada. Em uma hora e meia do primeiro disco há bem mais coisas do que dois capítulos. Deram uma enxugada forte no material. Isso já me eliminou a idéia de comprar a versão oficial. Quem vai querer uma obra mutilada?
O mesmo já ocorreu com "O Tempo e o Vento", um clássico que a Globo levou à tela com maestria. Infelizmente, me garantem fontes mais do que confiáveis, a versão em DVD não perdeu partes essencias da trama. A história do Bolívar Terra Cambará, por exemplo, o filho loser do Capitão Rodrigo foi quase que limada. Fã que sou da obra de Érico Veríssimo, dificilmente vou empregar alguns reais na versão original. É como dizia a vó Bibiana, "cabeça vazia, oficina do diabo".
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Quem disse que tecnologia é ruim?
De uns meses para cá resolvi me render à prática do download dos seriados de TV sem esperar pela estréia no Brasil. Não sou favorável à pirataria, mas sou muito mais contrário à demora dos canais pagos em nos mostrarem as novidades.
Mas a ansiedade e a curiosidade pelos novos rumos de "Prison Break", "Burn Notice", "Heroes", "Smallville" e "Californication" - em breve de "Lost" e "24 Horas" - me dominaram. Derrubei minha ideologia e abracei às facilidades que a tecnologia permite. Sou, como certamente já disse neste blog, antiquado e tradicionalista. Costumo demorar muito, mas muito mesmo, a entrar "na moda".
Eu já vinha fazendo isso com menos intensidade há alguns meses. Estava testando, talvez. Testando se iria mesmo contra o que sempre defendi. Descobri alguns sites que oferecem praticamente todas as séries de TV já produzidas, ativas ou canceladas, tudo com legendas ou na versão original. Foi assim que revi "Túnel do Tempo" e "Planeta dos Macacos" e estou acompanhando "Roswell" e "Invasion", que, à época de sua exibição não pude ver por não contar com as mordomias que os canais pagos disponibilizam.
"Burn Notice" foi uma das ótimas novidades que assisti neste ano. A primeira temporada me agradou bastante. E a segunda está ainda melhor. Bom texto, humor na dose certa, clichês bem administrados e o visual impactante de Miami. Jamais havia pensado que aquela cidade pudesse ser assim tão atraente.
"Californication"... foi algo bem semelhante. Mas neste segundo ano estou começando a ficar dividido. Acho o texto explícito demais. Palavrão demais, cenas de sexo demais (claro, sexo insinuado). Mas a interpretação do Agente Mulder.. ops! do David Duchovny... é, a cada novo episódio, ainda mais impagável, além do texto ser excelente. Santa contradição!
"Prison Break", por outro lado, é o que há de melhor. Quando eu pensava que os roteiristas já não tinham mais para onde levar a trama "fuga de presídio", eles surpreendem novamente. Mesmo que tenham se afastado completamente do fator presídio. Agora os personagens estão presos... na rua! Só vendo para compreender.
Enquanto a namorada não está aqui para assistir comigo e eu ainda consigo um pouco de tempo livre após o advento do novo emprego, vou me divertindo. Mas haja paciência para o retorno de Jack Bauer e da turma daquela ilha... a matriz de Florianópolis.
Mas a ansiedade e a curiosidade pelos novos rumos de "Prison Break", "Burn Notice", "Heroes", "Smallville" e "Californication" - em breve de "Lost" e "24 Horas" - me dominaram. Derrubei minha ideologia e abracei às facilidades que a tecnologia permite. Sou, como certamente já disse neste blog, antiquado e tradicionalista. Costumo demorar muito, mas muito mesmo, a entrar "na moda".
Eu já vinha fazendo isso com menos intensidade há alguns meses. Estava testando, talvez. Testando se iria mesmo contra o que sempre defendi. Descobri alguns sites que oferecem praticamente todas as séries de TV já produzidas, ativas ou canceladas, tudo com legendas ou na versão original. Foi assim que revi "Túnel do Tempo" e "Planeta dos Macacos" e estou acompanhando "Roswell" e "Invasion", que, à época de sua exibição não pude ver por não contar com as mordomias que os canais pagos disponibilizam.
"Burn Notice" foi uma das ótimas novidades que assisti neste ano. A primeira temporada me agradou bastante. E a segunda está ainda melhor. Bom texto, humor na dose certa, clichês bem administrados e o visual impactante de Miami. Jamais havia pensado que aquela cidade pudesse ser assim tão atraente.
"Californication"... foi algo bem semelhante. Mas neste segundo ano estou começando a ficar dividido. Acho o texto explícito demais. Palavrão demais, cenas de sexo demais (claro, sexo insinuado). Mas a interpretação do Agente Mulder.. ops! do David Duchovny... é, a cada novo episódio, ainda mais impagável, além do texto ser excelente. Santa contradição!
"Prison Break", por outro lado, é o que há de melhor. Quando eu pensava que os roteiristas já não tinham mais para onde levar a trama "fuga de presídio", eles surpreendem novamente. Mesmo que tenham se afastado completamente do fator presídio. Agora os personagens estão presos... na rua! Só vendo para compreender.
Enquanto a namorada não está aqui para assistir comigo e eu ainda consigo um pouco de tempo livre após o advento do novo emprego, vou me divertindo. Mas haja paciência para o retorno de Jack Bauer e da turma daquela ilha... a matriz de Florianópolis.
sábado, 27 de setembro de 2008
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Eu acredito!
Quase não deu tempo, mas consegui ver "Arquivo X - Eu Quero Acreditar", segundo longa-metragem originado da série de TV "Arquivo X", exibida na década de 90. Havia lido críticas desfavoráveis e algumas positivas. Não costumo me orientar muito por isso, ainda mais quando se fala de produtos que a "grande mídia" normalmente trata de modo preconceituoso. Mas confesso que tinha um certo medo de me decepcionar.
Enquanto fã do seriado, a expectativa era grande. E valeu a espera. Chris Carter, criador do programa original, diretor e roteirista do filme acertou. Novamente, assimo como fez em "Arquivo X - O Filme" (1998), ele criou uma obra que atende aos fãs da saga e ao público que jamais ouviu falar ou assistiu as aventuras de Fox Mulder e Dana Scully. A vantagem do novo longa é que ele é menos complexo se comparado ao anterior, exibido entre a quinta e a sexta temporada da série de TV.
Desta vez, Carter deixou de lado o tema alienígena, grande mote dos nove anos do seriado. Centrou o argumento em investigação de crimes e fenômenos paranormais. Uma agente do FBI está desaparecida e há um padre - acusado de pedofilia - que garante que sabe que a moça está viva, pois teria visões dela. É o gancho para que a personagem coadjuvante vivida por Amanda Peet procure Scully (Gilian Anderson) para chegar até Mulder (David Duchovny).
Imagens: Cinema em Cena

Mitologia: história para fãs e novatos
Se ele cooperar com o caso, o FBI o perdoaria pelos crimes dos quais foi acusado e perseguido ao final do seriado. A partir daí o filme se torna um bom thriller. Com poucos efeitos especiais o roteiro é bom e ainda dá uma passada rápida na mitologia da série. A relação entre Scully e Mulder foi bem explorada e dá mais respostas aos fãs depois do encerramento do programa, em 1992.

Relação: Apesar desta imagem, nem tudo é o que parece
Há várias citações ao seriado, incluindo a presença de Walter Skinner (Mitch Pillegi), as sementes de girassol e os lápis presos no teto (ok, se você não é um eXcer, só há um modo correto de entender, vendo os episódios). Saí do cinema com dois pensamentos: quando vão rodar um novo filme? e quando vão retomar o seriado? Claro, eu sei as respostas. Principalmente para a última questão.
Enquanto fã do seriado, a expectativa era grande. E valeu a espera. Chris Carter, criador do programa original, diretor e roteirista do filme acertou. Novamente, assimo como fez em "Arquivo X - O Filme" (1998), ele criou uma obra que atende aos fãs da saga e ao público que jamais ouviu falar ou assistiu as aventuras de Fox Mulder e Dana Scully. A vantagem do novo longa é que ele é menos complexo se comparado ao anterior, exibido entre a quinta e a sexta temporada da série de TV.
Desta vez, Carter deixou de lado o tema alienígena, grande mote dos nove anos do seriado. Centrou o argumento em investigação de crimes e fenômenos paranormais. Uma agente do FBI está desaparecida e há um padre - acusado de pedofilia - que garante que sabe que a moça está viva, pois teria visões dela. É o gancho para que a personagem coadjuvante vivida por Amanda Peet procure Scully (Gilian Anderson) para chegar até Mulder (David Duchovny).
Imagens: Cinema em Cena

Mitologia: história para fãs e novatos
Se ele cooperar com o caso, o FBI o perdoaria pelos crimes dos quais foi acusado e perseguido ao final do seriado. A partir daí o filme se torna um bom thriller. Com poucos efeitos especiais o roteiro é bom e ainda dá uma passada rápida na mitologia da série. A relação entre Scully e Mulder foi bem explorada e dá mais respostas aos fãs depois do encerramento do programa, em 1992.

Relação: Apesar desta imagem, nem tudo é o que parece
Há várias citações ao seriado, incluindo a presença de Walter Skinner (Mitch Pillegi), as sementes de girassol e os lápis presos no teto (ok, se você não é um eXcer, só há um modo correto de entender, vendo os episódios). Saí do cinema com dois pensamentos: quando vão rodar um novo filme? e quando vão retomar o seriado? Claro, eu sei as respostas. Principalmente para a última questão.
sábado, 26 de abril de 2008
Padre Adelir faz coisa
Como a turma não perde tempo e faz piada com tudo... bastou o tal padre Adelir sumir para a raça "descobrir" seu paradeiro. Só a imagem abaixo, eu já recebi de uns oito conhecidos via e-mail. Dois deles justificaram o envio porquê sou fã do seriado "Lost".

E o padre com síndrome de Ícaro anda fazendo sucesso nos MSNs e GoogleTalks do povo. Já vi um bom número de frases inspiradas pelo serelepe sacerdote. Uma amiga dos tempos da faculdade está há dias com a singela "Me leva, padre Adelir". Talvez seja tristeza pela derrota do time dela nas semifinais do Campeonato Paulista. Outro colega de profissão cita no MSN: "Vou comprar uns balões e sair voando". Este caso eu compreendo, certamente é o "mundo maravilhoso" do jornal onde ele trabalha.
Juro que eu gostaria que o padre não tivesse se "empirulitado". Preferia muito mais que tivesse descido em algum lugar qualquer para ir viver com uma amante e ser feliz. Mas, desconfio, tal qual Ícaro, deve ter voado direto pro chão. Ou pro fundo do mar, vai saber. Como dizia Bruce Dickinson naquela velha canção do Iron Maiden... "In the name of God my father I fly". Então tá...
Obs.: E por falar em "Lost"... até o episódio nove da terceira temporada, que passou anteontem nos Estados Unidos, eu achava que o Benjamin Linus não conseguiria ir tão longe. Será que também se inspirou no padre voador?

E o padre com síndrome de Ícaro anda fazendo sucesso nos MSNs e GoogleTalks do povo. Já vi um bom número de frases inspiradas pelo serelepe sacerdote. Uma amiga dos tempos da faculdade está há dias com a singela "Me leva, padre Adelir". Talvez seja tristeza pela derrota do time dela nas semifinais do Campeonato Paulista. Outro colega de profissão cita no MSN: "Vou comprar uns balões e sair voando". Este caso eu compreendo, certamente é o "mundo maravilhoso" do jornal onde ele trabalha.
Juro que eu gostaria que o padre não tivesse se "empirulitado". Preferia muito mais que tivesse descido em algum lugar qualquer para ir viver com uma amante e ser feliz. Mas, desconfio, tal qual Ícaro, deve ter voado direto pro chão. Ou pro fundo do mar, vai saber. Como dizia Bruce Dickinson naquela velha canção do Iron Maiden... "In the name of God my father I fly". Então tá...
Obs.: E por falar em "Lost"... até o episódio nove da terceira temporada, que passou anteontem nos Estados Unidos, eu achava que o Benjamin Linus não conseguiria ir tão longe. Será que também se inspirou no padre voador?
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sábado, 12 de abril de 2008
Perdemos George Taylor
Semana passada revi a série de TV "Planeta dos Macacos", baseada no filme de mesmo título, um clássico da ficção científica. Não lembrava que Roddy McDowall - que viveu o personagem Cornélius no filme - era um dos astros do seriado que eu assisti na minha infância, em Curitibanos.
Foi maravilhoso rever aqueles episódios que, à época, me assustavam. Agora, noto como os roteiros eram tão inteligentes quanto o do filme. Acessei o Internet Movie Database para fuçar mais algumas curiosidades e descobri que 2008 é o ano do 40º aniversário do longa. Imediatamente ofereci a pauta no jornal e preparei o material. Tudo estava programado para que a matéria fosse publicada na quarta ou quinta daquela semana. Mas "n" coisas forçaram o adiamento para a terça-feira desta semana, dia 8.
Ironia do destino, dois dias antes, morreu Charlton Heston, astro de "Planet of the Apes". Canastrão, ativista armamentista. Sim. Não se nega isso. Mas prefiro lembrar dele vivendo seus personagens marcantes, como o astronauta George Taylor, do filme citado neste post e na matéria abaixo, publicada originalmente no jornal Notícias do Dia.
Quem também lamentou a perda e fez uma honesta homenagem à Heston foi o Marco Zanfra. Vale acessar.
Planeta dos Macacos
Quatro décadas de um clássico
Alessandro Bonassoli
abonassoli@jornalnoticiasdodia.com.br
Há 40 anos, no dia 8 de fevereiro, quando o público saia das salas de cinema de Nova York, o assombro era intenso. Não só pelos efeitos especiais fantásticos para a época ou pela trama inteligente, mas, também, pela seqüência final, na qual Taylor – personagem vivido pelo astro Charlton Heston, morto aos 84 anos no último sábado – descobre diante da Estátua da Liberdade semi-enterrada em uma praia deserta o grande segredo de "O Planeta dos Macacos". Quatro décadas depois, o longa que, junto com "2001 – Uma Odisséia No Espaço", colocou a ficção científica entre os gêneros mais fortes do cinema, a história se mostra tão atual quanto o período em que foi lançada.

Heston: canastrão e galã
Em 3978, três astronautas colidem em um planeta diferente, onde macacos inteligentes dominam o mundo e humanos não falam e são escravizados. O argumento que poderia parecer pobre ganhou com o roteiro de Michael Wilson e Rod Serling (da clássica série de TV "Além da Imaginação") a força necessária para discutir com maestria racismo, a ameaça de um conflito nuclear, escravidão e diferenças étnico-sociais. Assuntos que, infelizmente, ainda estão em pauta.

Eternos: Zira, Cornélius, Zaius e Taylor, coleção de personagens imortais
Dirigido por Franklin J. Schaffner, que selaria sua carreira com obras como "Patton", "Os Meninos do Brasil" e "Papillon", "O Planeta dos Macacos" teve ampla resposta de audiência, fazendo dos US$ 6 milhões investidos pela Fox uma pequena fortuna de US$ 34 milhões, um dos maiores lucros da década. Indicado ao Oscar de Melhor Figurino e Melhor Trilha Sonora, ficou com um Prêmio Honorário para Maquiagem, já que à época esta categoria ainda não recebia as estatuetas douradas. Justo tributo ao trabalho de John Chambers. Ele fez atores e atrizes encantarem e assustarem travestidos como os intelectuais chimpanzés, os administradores orangotangos ou os temíveis e militarizados gorilas.

Futuro: Este sim, foi um final surpreendente
O longa virou máquina de dinheiro uma década antes do fenômeno "Guerra nas Estrelas". Com ele, a Fox inaugurou a mania das continuações, com mais quatro filmes entre 1970 e 1973, embolsando outros US$ 82 milhões, uma série de TV com 14 episódios transmitidos em 1974, outros 14 episódios em desenho animado, um gibi da Marvel Comics (publicado entre 1974 e 1977) e toda uma linha de brinquedos, jogos, camisetas, canecas e vários colecionáveis. Em 2001, Tim Burton fez uma versão bem pessoal do filme, com Mark Wahlberg, Helena Bonham-Carter e Tim Roth. Mas nem mesmo a atuação extraordinária de Roth ajudou a repetir o sucesso.

Sucesso: Cartaz do longa-metragem original
Baseado no livro homônimo do francês Pierre Boulle, o filme original tinha no elenco outros nomes de peso, como Roddy McDowall (no papel de Cornelius, e que atuou nas quatro continuações, além do seriado), Kim Hunter (Zira) e Maurice Evans (Dr. Zaius). Cogitou-se o nome da belíssima Ursula Andress para viver Nova, mas ela perdeu a vaga para a também encantadora Linda Harrison, então namorada de Richard Zanuck, chefão do estúdio.
Pode se dizer que "O Planeta dos Macacos" foi o precursor de uma tendência de Hollywood, divisor de águas para um estilo ou o ápice da carreira de um astro. É tudo isso mas, com certeza, ganhou a imutável condição de clássico do cinema mundial.
Foi maravilhoso rever aqueles episódios que, à época, me assustavam. Agora, noto como os roteiros eram tão inteligentes quanto o do filme. Acessei o Internet Movie Database para fuçar mais algumas curiosidades e descobri que 2008 é o ano do 40º aniversário do longa. Imediatamente ofereci a pauta no jornal e preparei o material. Tudo estava programado para que a matéria fosse publicada na quarta ou quinta daquela semana. Mas "n" coisas forçaram o adiamento para a terça-feira desta semana, dia 8.
Ironia do destino, dois dias antes, morreu Charlton Heston, astro de "Planet of the Apes". Canastrão, ativista armamentista. Sim. Não se nega isso. Mas prefiro lembrar dele vivendo seus personagens marcantes, como o astronauta George Taylor, do filme citado neste post e na matéria abaixo, publicada originalmente no jornal Notícias do Dia.
Quem também lamentou a perda e fez uma honesta homenagem à Heston foi o Marco Zanfra. Vale acessar.
Planeta dos Macacos
Quatro décadas de um clássico
Alessandro Bonassoli
abonassoli@jornalnoticiasdodia.com.br
Há 40 anos, no dia 8 de fevereiro, quando o público saia das salas de cinema de Nova York, o assombro era intenso. Não só pelos efeitos especiais fantásticos para a época ou pela trama inteligente, mas, também, pela seqüência final, na qual Taylor – personagem vivido pelo astro Charlton Heston, morto aos 84 anos no último sábado – descobre diante da Estátua da Liberdade semi-enterrada em uma praia deserta o grande segredo de "O Planeta dos Macacos". Quatro décadas depois, o longa que, junto com "2001 – Uma Odisséia No Espaço", colocou a ficção científica entre os gêneros mais fortes do cinema, a história se mostra tão atual quanto o período em que foi lançada.

Heston: canastrão e galã
Em 3978, três astronautas colidem em um planeta diferente, onde macacos inteligentes dominam o mundo e humanos não falam e são escravizados. O argumento que poderia parecer pobre ganhou com o roteiro de Michael Wilson e Rod Serling (da clássica série de TV "Além da Imaginação") a força necessária para discutir com maestria racismo, a ameaça de um conflito nuclear, escravidão e diferenças étnico-sociais. Assuntos que, infelizmente, ainda estão em pauta.

Eternos: Zira, Cornélius, Zaius e Taylor, coleção de personagens imortais
Dirigido por Franklin J. Schaffner, que selaria sua carreira com obras como "Patton", "Os Meninos do Brasil" e "Papillon", "O Planeta dos Macacos" teve ampla resposta de audiência, fazendo dos US$ 6 milhões investidos pela Fox uma pequena fortuna de US$ 34 milhões, um dos maiores lucros da década. Indicado ao Oscar de Melhor Figurino e Melhor Trilha Sonora, ficou com um Prêmio Honorário para Maquiagem, já que à época esta categoria ainda não recebia as estatuetas douradas. Justo tributo ao trabalho de John Chambers. Ele fez atores e atrizes encantarem e assustarem travestidos como os intelectuais chimpanzés, os administradores orangotangos ou os temíveis e militarizados gorilas.

Futuro: Este sim, foi um final surpreendente
O longa virou máquina de dinheiro uma década antes do fenômeno "Guerra nas Estrelas". Com ele, a Fox inaugurou a mania das continuações, com mais quatro filmes entre 1970 e 1973, embolsando outros US$ 82 milhões, uma série de TV com 14 episódios transmitidos em 1974, outros 14 episódios em desenho animado, um gibi da Marvel Comics (publicado entre 1974 e 1977) e toda uma linha de brinquedos, jogos, camisetas, canecas e vários colecionáveis. Em 2001, Tim Burton fez uma versão bem pessoal do filme, com Mark Wahlberg, Helena Bonham-Carter e Tim Roth. Mas nem mesmo a atuação extraordinária de Roth ajudou a repetir o sucesso.

Sucesso: Cartaz do longa-metragem original
Baseado no livro homônimo do francês Pierre Boulle, o filme original tinha no elenco outros nomes de peso, como Roddy McDowall (no papel de Cornelius, e que atuou nas quatro continuações, além do seriado), Kim Hunter (Zira) e Maurice Evans (Dr. Zaius). Cogitou-se o nome da belíssima Ursula Andress para viver Nova, mas ela perdeu a vaga para a também encantadora Linda Harrison, então namorada de Richard Zanuck, chefão do estúdio.
Pode se dizer que "O Planeta dos Macacos" foi o precursor de uma tendência de Hollywood, divisor de águas para um estilo ou o ápice da carreira de um astro. É tudo isso mas, com certeza, ganhou a imutável condição de clássico do cinema mundial.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Três anos em oito minutos e 15 segundos
Essa eu vi primeiro no blog do colega Alexandre Gonçalves. Não resisti à tentação e trouxe para cá. Vale para nós fãs de "Lost" e para quem não tem a menor idéia do que seja esta série de TV, mas que ficou curioso pela falação nos últimos três anos.
É IMPORTANTE lembrar que o vídeo contém spoilers (em bom português, conta coisas importantes da história. Então, se você NÃO quer saber antes de ver nas reprises da TV ou em DVD, NÃO VEJA ESTE VÍDEO!!)
Trata-se de um resumo de pouco mais de oito minutos dos três primeiros anos do programa. O genial é o texto, com comentários sarcásticos da narradora.
[Ouvindo: Stryper - Live Again - Álbum: Reborn]
É IMPORTANTE lembrar que o vídeo contém spoilers (em bom português, conta coisas importantes da história. Então, se você NÃO quer saber antes de ver nas reprises da TV ou em DVD, NÃO VEJA ESTE VÍDEO!!)
Trata-se de um resumo de pouco mais de oito minutos dos três primeiros anos do programa. O genial é o texto, com comentários sarcásticos da narradora.
[Ouvindo: Stryper - Live Again - Álbum: Reborn]
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Borracharia Bonassoli
Alguns motivos que aumentam a ansiedade pela quarta temporada de "Lost".
A mistura de mistério e doçura da Kate interpretada por Evangeline Lilly:



Claire, da série "esta é prá casar", vivida por Emilie de Ravin:



O charme monumental de Juliet, incorpordada por Elizabeth Mitchell:



E a torcida pelo retorno da mimada Shannon, magnificamente criada pela arrasadora Maggie Grace:


A mistura de mistério e doçura da Kate interpretada por Evangeline Lilly:



Claire, da série "esta é prá casar", vivida por Emilie de Ravin:


O charme monumental de Juliet, incorpordada por Elizabeth Mitchell:



E a torcida pelo retorno da mimada Shannon, magnificamente criada pela arrasadora Maggie Grace:


domingo, 14 de outubro de 2007
A volta de um temor antigo
O canal pago AXN está passando a primeira temporada da série "Jericho". O argumento do programa, que já está no segundo ano nos Estados Unidos, é uma pequena cidade no Estado norte-americano do Kansas onde a comunidade se vê às voltas com uma série de ataques nucleares e as respectivas consequências.
Quando as primeiras imagens da série foram divulgadas eu imaginei que era uma história de época, tipo década de 60 ou 70, auge da Guerra Fria e do temor de uma Guerra Nuclear entre Estados Unidos e a extinta União Soviética. Prestando mais atenção nas imagens, notei que as roupas eram contemporâneas. Aí me questionei qual era a "viagem" dos roteiristas em investir em um tema "ultrapassado".
Esta primeira impressão logo se dissipou. Afinal, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, está na mídia há muitos meses brigando pelo direito do seu país lidar com a energia nuclear. Isso, claro, preocupa às potências ocidentais. Como se não bastasse uma epidemia de Aids - repito, a Aids não desapareceu - e a fome no Terceiro Mundo, ou a Al Qaeda e George W. Bush, ainda voltamos a correr o risco de um embate nuclear.
Sobre a série... não é das melhores entre as várias que são transmitidas pelos canais pagos. Mas o argumento, apesar de não ser nem um pouco original, foi bem aproveitado pelos criadores, Stephen Chbosky, Josh Schaer e Jonathan E. Steinberg. Não é assim um "Twin Peaks", um "Arquivo X", um "Lost" ou "24 Horas", mas até que vale assistir.
Quando as primeiras imagens da série foram divulgadas eu imaginei que era uma história de época, tipo década de 60 ou 70, auge da Guerra Fria e do temor de uma Guerra Nuclear entre Estados Unidos e a extinta União Soviética. Prestando mais atenção nas imagens, notei que as roupas eram contemporâneas. Aí me questionei qual era a "viagem" dos roteiristas em investir em um tema "ultrapassado".
Esta primeira impressão logo se dissipou. Afinal, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, está na mídia há muitos meses brigando pelo direito do seu país lidar com a energia nuclear. Isso, claro, preocupa às potências ocidentais. Como se não bastasse uma epidemia de Aids - repito, a Aids não desapareceu - e a fome no Terceiro Mundo, ou a Al Qaeda e George W. Bush, ainda voltamos a correr o risco de um embate nuclear.
Sobre a série... não é das melhores entre as várias que são transmitidas pelos canais pagos. Mas o argumento, apesar de não ser nem um pouco original, foi bem aproveitado pelos criadores, Stephen Chbosky, Josh Schaer e Jonathan E. Steinberg. Não é assim um "Twin Peaks", um "Arquivo X", um "Lost" ou "24 Horas", mas até que vale assistir.
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