A produção do Rock In Rio já anunciou várias atrações. Incluindo as da chamada "noite metal" ou qualquer expressão babaca tipo essa. Metallica, Motörhead, Sepultura e Angra são os primeiros nomes confirmados.
Pelo visto, Roberto Medina está de olho - obviamente - no lucro. Assim, melhor trazer medalhões que são garantia de público. Para nós, fãs da música é uma pena, considerando que Metallica esteve no Brasil ano passado, Motörhead virá no início de 2011, Sepultura já teve sua chance em outro Rock In Rio e o Angra tocou em todos os demais grandes festivais dedicados à música pesada no País.
Outro dia, no Twitter, brinquei que se o Medina fosse macho mesmo, traria o "Big 4", como se denominou a tour com os quatro maiores do thrash mundial (Metallica, Anthrax, Slayer e Megadeth - apesar de eu achar que deveria ser "Big 5", incluindo o Testament). Seria mais macho ainda se conseguisse reuniu a formação original no inigualável Black Sabbath. Nada que alguns milhões de dólares não consigam fazer.
Agora, se fosse para experimentar mesmo, que tal grupos desconhecidos da grande mídia, totalmente desconhecidos do povo leigo? Um festival que foi tão ousado em suas origens, ainda mais quando resolveu mudar de continente e mantendo o nome "In Rio", que sempre ousou - até demais - ao incluir artistas que são qualquer coisa, menos rock, não seria hora de ousar na escolha do cast?
- Pain
Projeto do músico, compositor e produtor sueco Peter Tägtgren, o Rick Rubin da Suécia.
Uma das raras unanimidades na cena pesada, Tägtgren é um renomado produtor do estilo e no seu projeto Pain fez uma interessante mistura de rock pesado com linhas pop eletrônicas. Alguns rotularam o estilo de Future Pop. Bobagem! É sonzêra e pronto.
- Lordi
A banda finlandesa Lordi mistura hard rock com visual na linha do Kiss e Alice Cooper, com pitadas de Twisted Sister no som. Os malucos tocam com fantasias de monstros (!!) que, de tão ridículas, ficam muito legais. Ou seja, mais comercial, impossível. Mas o que importa é o som:
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Escritor ou repórter?
"Quem cruza a ponte Pedro Ivo Campos e vê a ilha crescendo diante dos olho, não imagina sobre o que exatamente está pisando. Não ocorre a ninguém que, sob aquele um quilômetro e meio coberto por três camadas asfálticas, trinta metros acima do mar, há muito mais do que apenas cabos, dutos e sapatas. Naquele espaço entre o topo das pilastras de sustentação e as quatro pistas expressas que desembocam na ilha, pulsa um coração. Ou melhor, vários corações.
Tal como uma variada e às vezes indesejável flora intestinal, o arcabouço que sustenta a Pedro Ivo virou um imenso albergue para desqualificados, excluídos marginais, em geral. De nada adiantam portões de ferro, cadeados reforçados e grades com uma polegada de diâmetro, separando os compartimentos do esqueleto, para coibir a invasão. Não há obstáculo que desencoraje um miserável sem-teto a ocupar uma cobertura daquelas, com vista para a baía Sul e esplêndida localização. E o que é melhor: de graça, o que por si só compensaria o incômodo do trânsito barulhento e do vento que circula sibilante pelas frestas".
Os dois parágrafos acima são um trecho de "As Covas Gêmeas", romance policial cuja trama se passa em Florianópolis e foi publicado pela editora Brasiliense há poucas semanas. Quem conhece o mínimo de texto jornalístico e o de romances, sabe que o autor não é um escritor pura e simplesmente, mas, sim, um repórter que, a partir de agora, enveredou pelo mundo da ficção.
Afinal, só um jornalista tem olhos para identificar as sentenças perpetuadas no texto acima. Digo mais, só um repórter que - quantas vezes? - passou pela área descrita, lembraria de contar quantas camadas de asfalto estão na citada ponte. E, arrisco dizer, só a mente detalhista de um repórter teria a "sacada" de fazer uma alusão ao mercado opressivo imobiliário de uma capital turística.
Este repórter é o meu particular amigo Marco Antônio Zanfra, sabe-se lá o motivo, frequentador deste humilde blog. Ainda que de longe, acompanhei a gestação do livro e, por motivo de trabalho, não pude ir ao lançamento do mesmo. Fiquei em dívida com o Zanfra, pois eu mesmo estava na expectativa por ler a obra. Lembro de ter perguntado detalhes, queria saber do que se tratava mas ele, como não poderia deixar de ser, só desviou o assunto, guardando a surpresa. Ora! quer saber o que há num livro vá comprar para ler.
Hoje cumpri este ritual. Atrás de um presente para outra pessoa, lembrei de me presentear. Ali na livraria Catarinense do Calçadão da Felipe Schmidt, adquiri meu exemplar. A ansiedade no deslocamento até o Ticen só não era maior do que o calor insuportável de Florianópolis. E, no ônibus, passando pela ponte Colombo Salles, justamente ao lado da Pedro Ivo, já havia devorado os dois primeiros capítulos. Vai ser difícil manter o controle e não ler tudo de uma vez, pois a história pede isso.
É estranho ler o texto romanceado de um colega de quem sempre me acostumei a ler os textos jornalísticos. Mas o estilo Zanfra - uma autoridade em reportagem policial - está lá, ainda que disfarçado, na espreita como o detetive Marlowe (sim, alusão total e direta ao Maior de Todos os Detetives, Phillip Marlowe, cria do genial Raymond Chandler).
Antes de começar este post, me perguntava se há diferença entre escritor e jornalista. Sim, há. Várias. Mas isso pouco importa. Bobagem discutir isso. O que interessa é a qualidade do texto, quer seja romanceado, quer seja um relato da realidade. Melhor quando é possível unir características das duas escolas.
Eu, particularmente, prefiro a ficção. Da realidade já sei o que esperar. E me dá muito medo. Melhor ter medo de algo que não vai acontecer. Mas isso é tema para uma outra atualização deste blog.
Zanfra, meu amigo, muito obrigado pelo presente de Natal.
Tal como uma variada e às vezes indesejável flora intestinal, o arcabouço que sustenta a Pedro Ivo virou um imenso albergue para desqualificados, excluídos marginais, em geral. De nada adiantam portões de ferro, cadeados reforçados e grades com uma polegada de diâmetro, separando os compartimentos do esqueleto, para coibir a invasão. Não há obstáculo que desencoraje um miserável sem-teto a ocupar uma cobertura daquelas, com vista para a baía Sul e esplêndida localização. E o que é melhor: de graça, o que por si só compensaria o incômodo do trânsito barulhento e do vento que circula sibilante pelas frestas".
Os dois parágrafos acima são um trecho de "As Covas Gêmeas", romance policial cuja trama se passa em Florianópolis e foi publicado pela editora Brasiliense há poucas semanas. Quem conhece o mínimo de texto jornalístico e o de romances, sabe que o autor não é um escritor pura e simplesmente, mas, sim, um repórter que, a partir de agora, enveredou pelo mundo da ficção.
Afinal, só um jornalista tem olhos para identificar as sentenças perpetuadas no texto acima. Digo mais, só um repórter que - quantas vezes? - passou pela área descrita, lembraria de contar quantas camadas de asfalto estão na citada ponte. E, arrisco dizer, só a mente detalhista de um repórter teria a "sacada" de fazer uma alusão ao mercado opressivo imobiliário de uma capital turística.
Este repórter é o meu particular amigo Marco Antônio Zanfra, sabe-se lá o motivo, frequentador deste humilde blog. Ainda que de longe, acompanhei a gestação do livro e, por motivo de trabalho, não pude ir ao lançamento do mesmo. Fiquei em dívida com o Zanfra, pois eu mesmo estava na expectativa por ler a obra. Lembro de ter perguntado detalhes, queria saber do que se tratava mas ele, como não poderia deixar de ser, só desviou o assunto, guardando a surpresa. Ora! quer saber o que há num livro vá comprar para ler.
Hoje cumpri este ritual. Atrás de um presente para outra pessoa, lembrei de me presentear. Ali na livraria Catarinense do Calçadão da Felipe Schmidt, adquiri meu exemplar. A ansiedade no deslocamento até o Ticen só não era maior do que o calor insuportável de Florianópolis. E, no ônibus, passando pela ponte Colombo Salles, justamente ao lado da Pedro Ivo, já havia devorado os dois primeiros capítulos. Vai ser difícil manter o controle e não ler tudo de uma vez, pois a história pede isso.
É estranho ler o texto romanceado de um colega de quem sempre me acostumei a ler os textos jornalísticos. Mas o estilo Zanfra - uma autoridade em reportagem policial - está lá, ainda que disfarçado, na espreita como o detetive Marlowe (sim, alusão total e direta ao Maior de Todos os Detetives, Phillip Marlowe, cria do genial Raymond Chandler).
Antes de começar este post, me perguntava se há diferença entre escritor e jornalista. Sim, há. Várias. Mas isso pouco importa. Bobagem discutir isso. O que interessa é a qualidade do texto, quer seja romanceado, quer seja um relato da realidade. Melhor quando é possível unir características das duas escolas.
Eu, particularmente, prefiro a ficção. Da realidade já sei o que esperar. E me dá muito medo. Melhor ter medo de algo que não vai acontecer. Mas isso é tema para uma outra atualização deste blog.
Zanfra, meu amigo, muito obrigado pelo presente de Natal.
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Retomada de curso
Quem acompanha a política catarinense sabe que, por umas 48 longas horas, a possibilidade de minha carreira profissional ser levada de volta para a Secretaria de Estado da Educação foi imensa. O susto passou e, Deus queira, o plano original está mantido para 2011: o rumo para trabalhar é Brasília. Morando ou não aqui na capital federal.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Trabalho
Brasília, 22h17. Sessão na Câmara Federal vai a todo vapor. Quem é que disse que deputados (e seus assessores) não trabalham?
Mundo pequeno
Semana rica em encontros e reencontros com antigos conhecidos, desde amigos até colegas, passando por rostos brevemente notados durante a maluquice de uma campanha política. Em Brasília desde o último sábado, já encontrei três amigos de faculdade (Lucio Lambranho, Diógenes Botelho e Jefferson Dalmoro), com quem trabalhei nas redações de O Estado e A Notícia, em Florianópolis.
Também conversei pessoalmente com o João Paulo, um colega gente finíssima que eu só tinha contato via Twitter (@didadiabrasilia). Ainda vi pelos corredores do Congresso pessoas que estavam na campanha eleitoral, em um momento ou outro, sei lá em quais cidades. D´alguns não recordo o nome, outros acabaram ficando mais próximos, como a colega Jaque Bassetto. O mundo, de fato, é muito pequeno.
Também conversei pessoalmente com o João Paulo, um colega gente finíssima que eu só tinha contato via Twitter (@didadiabrasilia). Ainda vi pelos corredores do Congresso pessoas que estavam na campanha eleitoral, em um momento ou outro, sei lá em quais cidades. D´alguns não recordo o nome, outros acabaram ficando mais próximos, como a colega Jaque Bassetto. O mundo, de fato, é muito pequeno.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Ao vivo, em Brasília
Nesta que é a primeira postagem em Brasília fico pensando no desespero dos colegas repórteres de Florianópolis, todos atrás de novidades - há dias - sobre o colegiado do governo Raimundo Colombo. Lembrei de como é terrível ser repórter de política no final do ano. Mas também não é muito agradável para repórteres de esporte, por exemplo. Há um vácuo de pautas, as fontes somem, entram em férias, as grandes matérias praticamente inexistem.
Disso eu não tenho a menor saudade. Nestas horas acho excelente ser assessor de comunicação. Desejo sorte aos colegas, gostaria de poder ajudar mais, porém não disponho de informações que eles querem: nomes confirmados no primeiro, segundo ou em qualquer escalão do governo. Alguns até já desistiram de me procurar.
Também penso que não defini minha situação profissional para 2011. Ainda náo sei se virei morar em Brasília ou se me tornarei freguês das companhias aéreas fazendo idas e vindas semanais para Santa Catarina. Isso, ao menos, certamente garantiria uma milhagem fabulosa.
Sobre o Rio de Janeiro.. não há o que falar. Só ficam as dúvidas sobre o real sucesso desta operação toda, sobre como o Estado fará para ocupar decentemente o lugar dos traficantes e oferecer a dignidade que os moradores das favelas cariocas necessitam. E, pensando melhor, se no Rio levaram pouco mais de duas horas, quanto tempo se levaria para tomar o Morro da Cruz, em Florianópolis? Ou lá não existem traficantes?
Digo mais, só há tráfico porque há consumo. Passou da hora de acabar com a hipocrisia da sociedade brasileira. Sim, quem consome, financia o tráfico. Provem o contrário e mudo meu discurso.
Futebol? Deu tudo certo para os times de Florianópolis, no final das contas. Ótimo para a cidade, que terá dois clubes na Série A, representando mais dinheiro arrecadado com torcidas visitantes, mais exposição na mídia nacional, etc e tal. Só espero que a rivalidade entre Avaí e Figueirense se mantenha no limite civilizado das piadinhas.
Para finalizar e voltando à minha questão profissional: trabalhar no Congresso é tudo de bom e mais um pouco para quem é jornalista. Desconfio que seja muito mais excelente para quem está repórter. Espero, muito em breve, me provar que é assim também para quem está assessor de comunicação.
Disso eu não tenho a menor saudade. Nestas horas acho excelente ser assessor de comunicação. Desejo sorte aos colegas, gostaria de poder ajudar mais, porém não disponho de informações que eles querem: nomes confirmados no primeiro, segundo ou em qualquer escalão do governo. Alguns até já desistiram de me procurar.
Também penso que não defini minha situação profissional para 2011. Ainda náo sei se virei morar em Brasília ou se me tornarei freguês das companhias aéreas fazendo idas e vindas semanais para Santa Catarina. Isso, ao menos, certamente garantiria uma milhagem fabulosa.
Sobre o Rio de Janeiro.. não há o que falar. Só ficam as dúvidas sobre o real sucesso desta operação toda, sobre como o Estado fará para ocupar decentemente o lugar dos traficantes e oferecer a dignidade que os moradores das favelas cariocas necessitam. E, pensando melhor, se no Rio levaram pouco mais de duas horas, quanto tempo se levaria para tomar o Morro da Cruz, em Florianópolis? Ou lá não existem traficantes?
Digo mais, só há tráfico porque há consumo. Passou da hora de acabar com a hipocrisia da sociedade brasileira. Sim, quem consome, financia o tráfico. Provem o contrário e mudo meu discurso.
Futebol? Deu tudo certo para os times de Florianópolis, no final das contas. Ótimo para a cidade, que terá dois clubes na Série A, representando mais dinheiro arrecadado com torcidas visitantes, mais exposição na mídia nacional, etc e tal. Só espero que a rivalidade entre Avaí e Figueirense se mantenha no limite civilizado das piadinhas.
Para finalizar e voltando à minha questão profissional: trabalhar no Congresso é tudo de bom e mais um pouco para quem é jornalista. Desconfio que seja muito mais excelente para quem está repórter. Espero, muito em breve, me provar que é assim também para quem está assessor de comunicação.
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Mudança de hábitos
Há meses venho fazendo um check up geral. Meses, explico, em função da agenda atribuladíssima que foi minha vida durante a campanha para o Senado. Agora, finalmente, estou finalizando o assunto. Eu também vinha pensando em melhorar minha alimentação e voltar a praticar algum tipo de atividade física.
Achei melhor ir em um especialista no assunto e, após uma bateria de exames, surpresa! Meu fígado contém 30% de gordura, o que, tecnicamente, me deixa à beira de uma cirrose hepática. Meu susto foi gigante, pois não bebo o suficiente para isso. O médico provou por A + B que a cirrose não vem apenas do consumo de álcool. Estou colhendo agora os "frutos" de uma vida sedentária e uma alimentação nem um pouco balanceada.
Gahei uma coleção de remédios para tomar por 15 dias e uma dieta braba pelo mesmo período. Estou sem massas, sem arroz, sem churrasco, sem cerveja. Só na base de queijo branco e peito de peru, saladas verdes (só gosto de alface) e carne grelhada, além de barras de proteína e maçã e chá verdes. Honestamente, fome não estou sentindo. Para minha surpresa, esta alimentação frugal dá "sustânça". O diabo é ficar sem sentir o gosto das coisas boas de uma "dieta dos campeões".
Amanhã tenho que fazer aquele teste da esteira, acho que para medir capacidade pulmonar e resistência. Só então virá o programa de exercícios em uma academia. O recado foi claro: ou para agora e cumpre, ou enfrente consequências muito mais graves em curto período de tempo. Agora, nem me perguntem o investimento financeiro nisso tudo. É, como diz um deputado conhecido meu, "de chorar em alemão de trás para frente".
Achei melhor ir em um especialista no assunto e, após uma bateria de exames, surpresa! Meu fígado contém 30% de gordura, o que, tecnicamente, me deixa à beira de uma cirrose hepática. Meu susto foi gigante, pois não bebo o suficiente para isso. O médico provou por A + B que a cirrose não vem apenas do consumo de álcool. Estou colhendo agora os "frutos" de uma vida sedentária e uma alimentação nem um pouco balanceada.
Gahei uma coleção de remédios para tomar por 15 dias e uma dieta braba pelo mesmo período. Estou sem massas, sem arroz, sem churrasco, sem cerveja. Só na base de queijo branco e peito de peru, saladas verdes (só gosto de alface) e carne grelhada, além de barras de proteína e maçã e chá verdes. Honestamente, fome não estou sentindo. Para minha surpresa, esta alimentação frugal dá "sustânça". O diabo é ficar sem sentir o gosto das coisas boas de uma "dieta dos campeões".
Amanhã tenho que fazer aquele teste da esteira, acho que para medir capacidade pulmonar e resistência. Só então virá o programa de exercícios em uma academia. O recado foi claro: ou para agora e cumpre, ou enfrente consequências muito mais graves em curto período de tempo. Agora, nem me perguntem o investimento financeiro nisso tudo. É, como diz um deputado conhecido meu, "de chorar em alemão de trás para frente".
Florianópolis sem segurança
Ainda não sei o que me assusta mais:
- o secretário de Estado da Segurança confirmar que há nos presídios de Santa Catarina uma facção criminosa nos moldes do PCC paulista, o PGC (Primeiro Grupo Catarinense)
ou
- ele reconhecer que o tema era conhecido mas, até pouco tempo, simplesmente foi tratado como, palavras dele, se não existisse.
A matéria de hoje do Diário Catarinense, manchete de capa, mostra isso tudo e um pouco mais. A reportagem é um reflexo da onda de assaltos que tomou conta da capital de todos os catarinenses nas últimas semanas. O texto do colega Rafael Martini pode ser lido aqui.
- o secretário de Estado da Segurança confirmar que há nos presídios de Santa Catarina uma facção criminosa nos moldes do PCC paulista, o PGC (Primeiro Grupo Catarinense)
ou
- ele reconhecer que o tema era conhecido mas, até pouco tempo, simplesmente foi tratado como, palavras dele, se não existisse.
A matéria de hoje do Diário Catarinense, manchete de capa, mostra isso tudo e um pouco mais. A reportagem é um reflexo da onda de assaltos que tomou conta da capital de todos os catarinenses nas últimas semanas. O texto do colega Rafael Martini pode ser lido aqui.
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Vou falar.. só um pouco
O que me agrada é que, apesar de eu ter atualizado pouco este blog, quando o faço, gero murmúrio. Dois visitantes, um cliente antigo e outra ainda novata, reclamaram do post anterior. Ao primeiro, digo que o blog é meu e escrevo nele o que desejar. Se ele pode ser ranzinza, eu também posso. Para a segunda, pense bem... ao ficar sem dizer nada, acabei dizendo muitas coisas...
Fico contente também em registrar a presença de Maria Fernanda Ribeiro, saudosa colega dos tempos do jornal Bom Dia Jundiaí. Jornalista extremamente competente que merece espaço em qualquer redação que se preze. Seja bem-vinda e volte sempre. Agora que a eleição passou, a tendência é que este blog retome suas atualizações regulares.
Para finalizar o dia, afinal sou filho de Deus e estou de folga, sobre a eleição... democracia deve ser respeitada. Uma maioria decidiu um rumo, vamos nele, fiscalizando e ajudando no que for possível. Mas acho legal lembrar que praticamente metade do eleitorado deixou claro que deseja mudanças. Estou neste grupo. Passou da hora de mudar para melhorar. Torço para que vencedores não se apeguem com vendettas e idéias retrógradas.
Fico contente também em registrar a presença de Maria Fernanda Ribeiro, saudosa colega dos tempos do jornal Bom Dia Jundiaí. Jornalista extremamente competente que merece espaço em qualquer redação que se preze. Seja bem-vinda e volte sempre. Agora que a eleição passou, a tendência é que este blog retome suas atualizações regulares.
Para finalizar o dia, afinal sou filho de Deus e estou de folga, sobre a eleição... democracia deve ser respeitada. Uma maioria decidiu um rumo, vamos nele, fiscalizando e ajudando no que for possível. Mas acho legal lembrar que praticamente metade do eleitorado deixou claro que deseja mudanças. Estou neste grupo. Passou da hora de mudar para melhorar. Torço para que vencedores não se apeguem com vendettas e idéias retrógradas.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Não vou falar
* Não vou falar sobre futebol, pois meus times estão bons que é um nojo
* Não vou falar sobre política, pois não aguento mais esta briga boba
* Não vou falar sobre minha vida pessoal, pois estou em meio à outra transição dolorosa
* Não vou falar sobre música, pois estou afastado há mais de seis meses deste mundo maravilhoso
* Não vou falar sobre uma eventual mudança para Brasília, pois ainda estamos em campanha
* Não vou falar sobre política, pois não aguento mais esta briga boba
* Não vou falar sobre minha vida pessoal, pois estou em meio à outra transição dolorosa
* Não vou falar sobre música, pois estou afastado há mais de seis meses deste mundo maravilhoso
* Não vou falar sobre uma eventual mudança para Brasília, pois ainda estamos em campanha
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Só algumas palavras
Sobrou um tempinho para tirar o pó aqui do blog. Nem registrei o resultado do primeiro turno da eleição em Santa Catarina. No fim das contas, deu tudo certo para a equipe da qual sou integrantes. Venceram os candidatos que apoiamos, corremos o Estado, conheci várias cidades, muita gente nova, rimos, tivemos momentos de alta tensão, má alimentação, raras horas de sono, muitas latas de Red Bull, mas valeu a pena.
Minha idéia era fazer um "diário de bordo" ao longo de toda a campanha, mas as características mencionadas acima impediram isso. Uma pena. Talvez rendesse um bom número de histórias. E como ainda estamos em campanha, agora no segundo turno, dentro do pleito nacional, a saga continua. Acabei deixando meio de lado, mas, se rolar uma folga após a eleição, se me vier a paciência necessária, quem sabe eu não lance aqui alguma das passagens ocorridas na estrada.
Confesso que, particularmente, tive alguns dias em que a vitória me pareceu distante. O investimento do governo federal na campanha do adversário foi forte. Mas, no dia da eleição, assim que saiu a primeira parcial do TRE, me tranquilizei. Tenho colegas que prestam serviço para o PT, lamento por eles, mas eleição é igual tênis, não há como existir empate. Só um pode ganhar.
Mal terminou a festa da comemoração e já fomos à estrada novamente. Os candidatos eleitos da polialiança estão passando pelas sedes das 36 regiões administrativas de Santa Catarina. É o famoso "Obrigado meu povo", para agradecer os votos. De quebra, aproveitam para pedir votos para o candidato José Serra. Já me perdi nas contas de quantas cidades visitamos, mas sei que esta semana tem mais: Quilombo, Xanxerê, Seara, Concórdia, Joaçaba, Lages, Caçador, Videira, Curitibanos e São Joaquim.
Consegui na última semana até ver meus pais. Tive a chance de passar algumas horas com eles em três dias. Meu velho eu não via há mais de um mês, a mamma, talvez um pouco menos. Ela, por sinal, quebrou o pé no dia da votação, mas, ainda bem, já está caminhando, quase pronta para a próxima.
Ainda não consegui rever os amigos, contar as novidades, então, de certa forma, o blog pode me ajudar nisto. O Twitter acabou se transformando em uma ferramenta mais acessível, mas não pretendo abandonar esta plataforma aqui. Escrever é preciso, tuitar é um passatempo.
Volto assim que puder. Abracci per tutti!
Minha idéia era fazer um "diário de bordo" ao longo de toda a campanha, mas as características mencionadas acima impediram isso. Uma pena. Talvez rendesse um bom número de histórias. E como ainda estamos em campanha, agora no segundo turno, dentro do pleito nacional, a saga continua. Acabei deixando meio de lado, mas, se rolar uma folga após a eleição, se me vier a paciência necessária, quem sabe eu não lance aqui alguma das passagens ocorridas na estrada.
Confesso que, particularmente, tive alguns dias em que a vitória me pareceu distante. O investimento do governo federal na campanha do adversário foi forte. Mas, no dia da eleição, assim que saiu a primeira parcial do TRE, me tranquilizei. Tenho colegas que prestam serviço para o PT, lamento por eles, mas eleição é igual tênis, não há como existir empate. Só um pode ganhar.
Mal terminou a festa da comemoração e já fomos à estrada novamente. Os candidatos eleitos da polialiança estão passando pelas sedes das 36 regiões administrativas de Santa Catarina. É o famoso "Obrigado meu povo", para agradecer os votos. De quebra, aproveitam para pedir votos para o candidato José Serra. Já me perdi nas contas de quantas cidades visitamos, mas sei que esta semana tem mais: Quilombo, Xanxerê, Seara, Concórdia, Joaçaba, Lages, Caçador, Videira, Curitibanos e São Joaquim.
Consegui na última semana até ver meus pais. Tive a chance de passar algumas horas com eles em três dias. Meu velho eu não via há mais de um mês, a mamma, talvez um pouco menos. Ela, por sinal, quebrou o pé no dia da votação, mas, ainda bem, já está caminhando, quase pronta para a próxima.
Ainda não consegui rever os amigos, contar as novidades, então, de certa forma, o blog pode me ajudar nisto. O Twitter acabou se transformando em uma ferramenta mais acessível, mas não pretendo abandonar esta plataforma aqui. Escrever é preciso, tuitar é um passatempo.
Volto assim que puder. Abracci per tutti!
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
On the road 7
Um longo update nos roteiros pelo interior do Estado. Já não perco mais tempo tentando calcular, mas fácil poderia dizer que na média, são mais de cinco municípios por dia. As viagens iniciam nas terças e só têm acabado nos domingos.
Dormir, sempre entre da uma às cinco/seis da manhã. Claro, eventuais cochiladas durante os deslocamentos de uma cidade para outra são sempre bem-vindas.
São Bento do Sul
Rio Negrinho
Schroeder
Guaramirim
Massaranduba
Jaraguá do Sul
Araquari
Joinville
Barra Velha
Chapecó
São Miguel do Oeste
Descanso
Iporã do Oeste
São João do Oeste
Itapiranga
Mondaí
Riqueza
Caibi
Palmitos
São Carlos
Atalanta
Agrolândia
Trombudo Central
Braço do Trombudo
Pouso Redondo
Itajaí
Rio das Antas
Matos Costa
Caçador
Concórdia
Alto Bela Vista
Major Vieira
Papanduva
Itaiópolis
Mafra
Três Barras
Canoinhas
Dormir, sempre entre da uma às cinco/seis da manhã. Claro, eventuais cochiladas durante os deslocamentos de uma cidade para outra são sempre bem-vindas.
São Bento do Sul
Rio Negrinho
Schroeder
Guaramirim
Massaranduba
Jaraguá do Sul
Araquari
Joinville
Barra Velha
Chapecó
São Miguel do Oeste
Descanso
Iporã do Oeste
São João do Oeste
Itapiranga
Mondaí
Riqueza
Caibi
Palmitos
São Carlos
Atalanta
Agrolândia
Trombudo Central
Braço do Trombudo
Pouso Redondo
Itajaí
Rio das Antas
Matos Costa
Caçador
Concórdia
Alto Bela Vista
Major Vieira
Papanduva
Itaiópolis
Mafra
Três Barras
Canoinhas
terça-feira, 31 de agosto de 2010
On the Road 6
Amanhã começa mais um roteiro no interior. A lista inclui:
Araranguá
Sombrio
Jacinto Machado
Ermo
Turvo
Meleiro
Forquilhinha
Criciúma
Içara
Quinta-feira:
Blumenau
Joinville
Campo Alegre
São Bento do Sul
Rio Negrinho
Sexta-feira:
Carreata
Guaramirim
Massaranduba
Jaraguá do Sul
Araquari
Joinville
Vai um Red Bull aí?
Araranguá
Sombrio
Jacinto Machado
Ermo
Turvo
Meleiro
Forquilhinha
Criciúma
Içara
Quinta-feira:
Blumenau
Joinville
Campo Alegre
São Bento do Sul
Rio Negrinho
Sexta-feira:
Carreata
Guaramirim
Massaranduba
Jaraguá do Sul
Araquari
Joinville
Vai um Red Bull aí?
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Lá vai a notícia
A campanha tem me permitido participar, ainda que indiretamente, de coberturas jornalísticas. É empolgante rever colegas e, em alguns casos, correr literalmente atrás da notícia.
Foto: Alessandro Bonassoli

A caminhada dos candidatos da coligação As Pessoas em Primeiro Lugar pelo Centro de Joinville, semana passada, foi um exemplo disso. Não resisti à tentação de registrar o trampo de vários colegas. Nas imagens abaixo estão Antonio Carlos Mafalda, J.L. Cibils e Giovanna Locatelli. Mas vários outros têm suado a camisa na cobertura desta eleição, quer seja pelas assessorias de imprensa, quer seja por jornais, rádios e TVs. À todos, minhas considerações.
Foto: Alessandro Bonassoli
A caminhada dos candidatos da coligação As Pessoas em Primeiro Lugar pelo Centro de Joinville, semana passada, foi um exemplo disso. Não resisti à tentação de registrar o trampo de vários colegas. Nas imagens abaixo estão Antonio Carlos Mafalda, J.L. Cibils e Giovanna Locatelli. Mas vários outros têm suado a camisa na cobertura desta eleição, quer seja pelas assessorias de imprensa, quer seja por jornais, rádios e TVs. À todos, minhas considerações.
On the Road 5
Correria ampla, total e irrestrita. Tempo livre é algo cada vez mais raro com a proximidade da eleição. Na estrada, nos raros momentos em que consigo sinal de Internet, este é totalmente dedicado aos afazeres da assessoria de imprensa. Ler e responder e-mail é coisa praticamente abolida. Atualizar o blog então, caso de extinção.
Hoje, por um breve momento, consegui uma janela para retomar o blog, que já começava a cheirar mofo.
Depois das viagens às 36 regiões, já passamos por uma boa quantidade de cidades catarinenses. Nas duas últimas semanas isso se acentuou, sempre com passagens rápidas, ora para carreatas, ora para comícios. Não parei para contabilizar a quilometragem, pois há trechos feitos via aérea e isso daria um trabalho imenso para confirmar. Como detesto matemática, números e coisas irritantes do tipo, não cogitei fechar isso.
Então vamos à lista..
São José (duas vezes_
Chapecó
Joinville (quatro vezes)
Palhoça
Campos Novos (duas vezes)
Lages
Jaraguá do Sul
Blumenau
Angelina
Rancho Queimado
Anitápolis
São Bonifácio
Tubarão
Erval Velho
Capinzal
Ouro
Lacerdópolis
Salto Veloso
Iomerê
Curitibanos
Santa Cecília
Claro que São José e Palhoça não podem ser consideradas "viagens", pois estão aqui ao lado de Florianópolis.
Entre todas, não posso deixar de registrar o impacto que me causou a ida a minha terra natal, Curitibanos. Há uma dúvida sobre a quantidade de veículos que participaram da carreata, certamente a maior na história da cidade. Alguns falaram em mil, eu e os demais colegas assessores de imprensa calculamos 700. O fato é que as duas principais ruas ficaram completamente tomadas pela fila e quem conhece Curitibanos sabe que a extensão da avenida Salomão Carneiro de Almeida, por exemplo, é muito grande.
Sobre isso, mais um registro. Foi estranho rever locais, casas, prédios que ou estão completamente modificados ou já não existem mais. Onde eu morava é um exemplo disso. Há anos que minha velha morada já foi demolida e substituída por uma imponente residência. Mas desta vez bateu um sentimento estranho. Saudosismo puro, acredito. Ao menos as duas pracinhas onde eu e meus saudosos amigos de infância jogávamos bola ainda estão lá.
Nesta semana, é claro, tem mais estrada pela frente...
Hoje, por um breve momento, consegui uma janela para retomar o blog, que já começava a cheirar mofo.
Depois das viagens às 36 regiões, já passamos por uma boa quantidade de cidades catarinenses. Nas duas últimas semanas isso se acentuou, sempre com passagens rápidas, ora para carreatas, ora para comícios. Não parei para contabilizar a quilometragem, pois há trechos feitos via aérea e isso daria um trabalho imenso para confirmar. Como detesto matemática, números e coisas irritantes do tipo, não cogitei fechar isso.
Então vamos à lista..
São José (duas vezes_
Chapecó
Joinville (quatro vezes)
Palhoça
Campos Novos (duas vezes)
Lages
Jaraguá do Sul
Blumenau
Angelina
Rancho Queimado
Anitápolis
São Bonifácio
Tubarão
Erval Velho
Capinzal
Ouro
Lacerdópolis
Salto Veloso
Iomerê
Curitibanos
Santa Cecília
Claro que São José e Palhoça não podem ser consideradas "viagens", pois estão aqui ao lado de Florianópolis.
Entre todas, não posso deixar de registrar o impacto que me causou a ida a minha terra natal, Curitibanos. Há uma dúvida sobre a quantidade de veículos que participaram da carreata, certamente a maior na história da cidade. Alguns falaram em mil, eu e os demais colegas assessores de imprensa calculamos 700. O fato é que as duas principais ruas ficaram completamente tomadas pela fila e quem conhece Curitibanos sabe que a extensão da avenida Salomão Carneiro de Almeida, por exemplo, é muito grande.
Sobre isso, mais um registro. Foi estranho rever locais, casas, prédios que ou estão completamente modificados ou já não existem mais. Onde eu morava é um exemplo disso. Há anos que minha velha morada já foi demolida e substituída por uma imponente residência. Mas desta vez bateu um sentimento estranho. Saudosismo puro, acredito. Ao menos as duas pracinhas onde eu e meus saudosos amigos de infância jogávamos bola ainda estão lá.
Nesta semana, é claro, tem mais estrada pela frente...
sábado, 24 de julho de 2010
Quem não chora, não... se elege
Pensando bem, vou fazer um registro. Até agora, só um candidato e uma candidata me pediram voto.
E olha que, ultimamente, tenho convivido com muitos, muitos, candidatos. Sei lá, acho estranho, como desejam se eleger se não pedem voto?
E olha que, ultimamente, tenho convivido com muitos, muitos, candidatos. Sei lá, acho estranho, como desejam se eleger se não pedem voto?
Sem updates
Tenho muita coisa para contar destas duas primeiras semanas de campanha Estado afora. Mas depois de dormir só duas horas de quinta para sexta e quatro horas de sexta para sábado e ainda ter que levantar amanhã, domingo, às 6 da madrugada, vou me reservar o direito de dormir um pouco mais.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Vai começar a campanha
Começa amanhã. Vou para a estrada em uma campanha política. Quem diria? Jamais imaginei - mesmo quando iniciei a faculdade de Jornalismo - que um dia eu iria trabalhar neste ramo. Nunca fui fã de Política. Na verdade, na adolescência, o assunto me era completamente alheio. Eu apenas via comentários na TV esporadicamente. Mas não entendia nada do que os jornalistas da época tanto falavam.
O interesse só surgiu durante minha passagem pela Folha de S.Paulo, em Ribeirão Preto (SP), quando fiz algumas matérias. Anos depois, no extinto AN Capital, tive uma meia dúzia de pautas sobre o assunto. Me interessei mais quando fui editor na rede Bom Dia de jornais. Minha editoria era outra, mas nos plantões de finais de semana as colunas de política passavam pelo meu crivo. O estilo do texto e, talvez até mais, os sub-textos começaram a despertar minha curiosidade.
De volta, outra vez, em Florianópolis, graças ao colega Mauro Geres, a quem sempre serei devedor por duas oportunidades únicas em minha carreira, acabei finalmente virando repórter do setor no Notícias do Dia. E que delícia era cobrir Assembléia Legislativa. Foi um pouco mais de um ano de muita diversão, pautas desafiadoras. Principalmente para quem estava começando a se inteirar dos fatos. Entender leva muito mais tempo, acredito.
Infelizmente, o salário de repórter me fez desejar mudar de profissão. Não foi preciso, acabei virando assessor de imprensa de um político. Hoje estou no "outro lado do balcão". O desejo de cobrir uma campanha estadual finalmente será saciado, de outro modo. Não na cobertura por um jornal. Mas tá valendo. Vou lá aprender mais coisas. É hora de crescer mais um pouco. O ritmo, claro, será puxadíssimo, como mostra o roteiro abaixo. É assustador, estressante, nos mantém distante geograficamente de nossas famílias, mas estou contando as horas.
14/07 - Blumenau - 19h30
15/07 - Brusque - 9h, Timbó - 14h30, Jaraguá do Sul - 19h30
16/07 - Canoinhas - 9h30, Mafra - 14h30, Joinville - 19h30
17/07 - Itajaí - 14h
19/07 - Caçador - 19h30
20/07 - Curitibanos - 9h, Campos Novos - 14h30, Videira - 19h30
21/07 - Joaçaba - 9h30, Seara - 14h30, Concórdia - 19h30
22/07 - Xanxerê - 9h, Quilombo - 14h30, Chapecó - 19h30
23/07 - Lages - 19h30
24/07 - São Joaquim - 9h
26/07 - Ibirama - 19h30
27/07 - Taió - 9h, Ituporanga - 14h30, Rio do Sul - 19h30
28/07 - Laguna - 9h, Braço do Norte - 14h30, Tubarão - 19h30
29/07 - Araranguá - 14h, Criciúma - 19h
30/07 - Palmitos - 9h, Itapiranga - 13h30, Dionísio Cerqueira - 14h30, Rio do Sul - 20h
31/07 - Maravilha - 9h, São Lourenço do Oeste - 14h
02/08 - Grande Florianópolis - 19h30
O interesse só surgiu durante minha passagem pela Folha de S.Paulo, em Ribeirão Preto (SP), quando fiz algumas matérias. Anos depois, no extinto AN Capital, tive uma meia dúzia de pautas sobre o assunto. Me interessei mais quando fui editor na rede Bom Dia de jornais. Minha editoria era outra, mas nos plantões de finais de semana as colunas de política passavam pelo meu crivo. O estilo do texto e, talvez até mais, os sub-textos começaram a despertar minha curiosidade.
De volta, outra vez, em Florianópolis, graças ao colega Mauro Geres, a quem sempre serei devedor por duas oportunidades únicas em minha carreira, acabei finalmente virando repórter do setor no Notícias do Dia. E que delícia era cobrir Assembléia Legislativa. Foi um pouco mais de um ano de muita diversão, pautas desafiadoras. Principalmente para quem estava começando a se inteirar dos fatos. Entender leva muito mais tempo, acredito.
Infelizmente, o salário de repórter me fez desejar mudar de profissão. Não foi preciso, acabei virando assessor de imprensa de um político. Hoje estou no "outro lado do balcão". O desejo de cobrir uma campanha estadual finalmente será saciado, de outro modo. Não na cobertura por um jornal. Mas tá valendo. Vou lá aprender mais coisas. É hora de crescer mais um pouco. O ritmo, claro, será puxadíssimo, como mostra o roteiro abaixo. É assustador, estressante, nos mantém distante geograficamente de nossas famílias, mas estou contando as horas.
14/07 - Blumenau - 19h30
15/07 - Brusque - 9h, Timbó - 14h30, Jaraguá do Sul - 19h30
16/07 - Canoinhas - 9h30, Mafra - 14h30, Joinville - 19h30
17/07 - Itajaí - 14h
19/07 - Caçador - 19h30
20/07 - Curitibanos - 9h, Campos Novos - 14h30, Videira - 19h30
21/07 - Joaçaba - 9h30, Seara - 14h30, Concórdia - 19h30
22/07 - Xanxerê - 9h, Quilombo - 14h30, Chapecó - 19h30
23/07 - Lages - 19h30
24/07 - São Joaquim - 9h
26/07 - Ibirama - 19h30
27/07 - Taió - 9h, Ituporanga - 14h30, Rio do Sul - 19h30
28/07 - Laguna - 9h, Braço do Norte - 14h30, Tubarão - 19h30
29/07 - Araranguá - 14h, Criciúma - 19h
30/07 - Palmitos - 9h, Itapiranga - 13h30, Dionísio Cerqueira - 14h30, Rio do Sul - 20h
31/07 - Maravilha - 9h, São Lourenço do Oeste - 14h
02/08 - Grande Florianópolis - 19h30
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quarta-feira, 7 de julho de 2010
Direita ou esquerda?
Nos últimos meses, tenho ouvido amigos e colegas ligados ao PSDB dizendo que a imprensa é "toda petista". Folha de S.Paulo, Veja, Diário Catarinense, O Globo, UOL, o jornaleco "devezenquandário". Tanto faz. Estão todos "a soldo de Moscou". Ok, esta frase ninguém disse, mas foi irresistível empregá-la.
Agora ouço e leio colegas e conhecidos do PT acusando a mídia de ser tendenciosa. "Não divulgam os fatos positivos do governo Lula", bradou um. "São contra a Dilma", me garantiu outro.
Ora, de fato, não há como agradar gregos e troianos. E, claaaaro, a culpa é da imprensa. Convenhamos, na imprensa - assim como em qualquer outro ramo da atividade humana - hai gentes e gentes. Uns torcem pro Inter, outros pro Grêmio. Alguns gostam de feijão, há aqueles que preferem arroz. E é óbvio que há jornalistas "de esquerda" e outros "de direita". Particularmente, não sou de nenhum destes lados. Sou apenas jornalista. Volto a dizer, jornalista não deve ter partido político. Deve ser profissional. Mas esta,claro, é somente a minha humilde opinião, que só vale prá eu mesmo.
Agora ouço e leio colegas e conhecidos do PT acusando a mídia de ser tendenciosa. "Não divulgam os fatos positivos do governo Lula", bradou um. "São contra a Dilma", me garantiu outro.
Ora, de fato, não há como agradar gregos e troianos. E, claaaaro, a culpa é da imprensa. Convenhamos, na imprensa - assim como em qualquer outro ramo da atividade humana - hai gentes e gentes. Uns torcem pro Inter, outros pro Grêmio. Alguns gostam de feijão, há aqueles que preferem arroz. E é óbvio que há jornalistas "de esquerda" e outros "de direita". Particularmente, não sou de nenhum destes lados. Sou apenas jornalista. Volto a dizer, jornalista não deve ter partido político. Deve ser profissional. Mas esta,claro, é somente a minha humilde opinião, que só vale prá eu mesmo.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Reflexão metálica
Vi o Iron Maiden em 1992 no ginásio do meu glorioso Internacional.
Entrevistei o mestre Kai Hansen e o Gamma Ray antes do inesperado show no Capoeirão.
Assisti, entrevistei e ganhei um autógrafo personalizado de Ronnie James Dio na véspera de um histórico show do lendário frontman em Santo Amaro da Imperatriz.
Assisti Megadeth, Faith No More, Dark Tranquillity, Motörhead, Ozzy Osbourne, Alice Cooper, Manowar, Savatage, Helloween, Slayer. Iron Maiden mais umas 3 vezes pelo menos.
Tive a grata satisfação de ver Moonspell (e na platéia tinha um mano fantasiado de Mephisto!).
Cobri show do Overkill e minha matéria com texto que ligeiramente zoava a Argentina foi publicada em uma revista do país vizinho.
Estava no Kreator com o Destruction fazendo o opening act e antes o Frank "Blackfire" Gosdzik veio me cumprimentar.
Não só vi o The Gathering como ainda lasquei um beijo (no rosto!) na Anneke Van Giersbergen após a entrevista coletiva.
Anthrax, Blind Guardian, Nightwish.
Matei a fissura ao ver a primeira e única Doro.
Viajei de Florianópolis até Belo Horizonte de ônibus - 23 horas de estrada - para ver Mercyful Fate.
Realizei o sonho de ver o Rage ao vivo (e tocaram uma pérola do Avenger!). E o Stryper é ainda melhor ao vivo.
REALIZEI O SONHO DE VER O QUEENSRÿCHE. Com direito à camiseta autografada e foto com o Geoff "melhor do munto" Tate.
Entrevistei Blackie Lawless e depois VI O FUCKIN W.A.S.P.!!!
Sim, Udo Dirkschneider é o cara. Sim, David Lee Roth é o cara e tocou o melhor show de rock and roll de todos os tempos.
Tomei várias com os caras do Grave Digger na Vila Madalena depois de um dos 2 ou 3 shows deles que já pude assistir.
AC/DC na pedreira Paulo Leminski em Curita. Quase 25 anos depois, vi o Metallica.
Glenn Hughes em Floripa!! Judas Priest com Ripper Owens. Judas Priest com a formação clássica e Whitesnake abrindo a noite.
Testament tocando "Sins of Omission" em Curita.
Eu tava no histórico show do Ramones abrindo pro Sepultura, na tour do Chaos A.D., em Balneário Camboriú.
Rodei por Sampa com Warrel "Sanctuary" Dane e Jeff Loomis. Tirei foto com os 2 e o Zé do Caixão. Apareci num vídeo pirata de um dos shows do Nevermore em Sampa.
E, agora posso dizer, Neil Peart é mesmo um gênio.
Nebula na chopperia do SESC Pompéia.
Mas, definitivamente, os dois momentos mais HEAVY METAL de toda a minha vida foram:
Rob Halford... tocando duas faixas do incomparável FIGHT!
Fui ao Rock In Rio para ver somente estas duas músicas. Iron Maiden pouco me importava naquela noite (o show foi bem mais ou menos, por sinal).
E iria novamente DE SÃO PAULO AO RIO DE JANEIRO NUMA VAN LOTADA.
Não sei se foi por eu não ter visto o Fight ao vivo. Ou se porquê boa parte do público que estava naquele Rock In Rio não tinha a menor idéia de quem era Rob Halford. E isto é um sacrilégio para quem se diz fã de rock pesado.
Talvez tenha sido porque a agressividade na música do Fight me ajudou muito a colocar para fora toda uma série de frustrações que vivi no início dos péssimos nos 90. A tristeza por ver um verdadeiro irmão sucumbir diante das drogas, derrotas pessoais em vários campos. A mediocridade da Florianópolis de então. A sensação de imobilidade profissional, pessoal e cultural em uma província que era ainda mais provinciana.
"Nailed To The Gun" e "Into The Pit" foram o ápice daquele Rock In Rio prá mim. Momentos que continuam vivos em minha memória, de onde não podem ser arrancados.
Entrevistei o mestre Kai Hansen e o Gamma Ray antes do inesperado show no Capoeirão.
Assisti, entrevistei e ganhei um autógrafo personalizado de Ronnie James Dio na véspera de um histórico show do lendário frontman em Santo Amaro da Imperatriz.
Assisti Megadeth, Faith No More, Dark Tranquillity, Motörhead, Ozzy Osbourne, Alice Cooper, Manowar, Savatage, Helloween, Slayer. Iron Maiden mais umas 3 vezes pelo menos.
Tive a grata satisfação de ver Moonspell (e na platéia tinha um mano fantasiado de Mephisto!).
Cobri show do Overkill e minha matéria com texto que ligeiramente zoava a Argentina foi publicada em uma revista do país vizinho.
Estava no Kreator com o Destruction fazendo o opening act e antes o Frank "Blackfire" Gosdzik veio me cumprimentar.
Não só vi o The Gathering como ainda lasquei um beijo (no rosto!) na Anneke Van Giersbergen após a entrevista coletiva.
Anthrax, Blind Guardian, Nightwish.
Matei a fissura ao ver a primeira e única Doro.
Viajei de Florianópolis até Belo Horizonte de ônibus - 23 horas de estrada - para ver Mercyful Fate.
Realizei o sonho de ver o Rage ao vivo (e tocaram uma pérola do Avenger!). E o Stryper é ainda melhor ao vivo.
REALIZEI O SONHO DE VER O QUEENSRÿCHE. Com direito à camiseta autografada e foto com o Geoff "melhor do munto" Tate.
Entrevistei Blackie Lawless e depois VI O FUCKIN W.A.S.P.!!!
Sim, Udo Dirkschneider é o cara. Sim, David Lee Roth é o cara e tocou o melhor show de rock and roll de todos os tempos.
Tomei várias com os caras do Grave Digger na Vila Madalena depois de um dos 2 ou 3 shows deles que já pude assistir.
AC/DC na pedreira Paulo Leminski em Curita. Quase 25 anos depois, vi o Metallica.
Glenn Hughes em Floripa!! Judas Priest com Ripper Owens. Judas Priest com a formação clássica e Whitesnake abrindo a noite.
Testament tocando "Sins of Omission" em Curita.
Eu tava no histórico show do Ramones abrindo pro Sepultura, na tour do Chaos A.D., em Balneário Camboriú.
Rodei por Sampa com Warrel "Sanctuary" Dane e Jeff Loomis. Tirei foto com os 2 e o Zé do Caixão. Apareci num vídeo pirata de um dos shows do Nevermore em Sampa.
E, agora posso dizer, Neil Peart é mesmo um gênio.
Nebula na chopperia do SESC Pompéia.
Mas, definitivamente, os dois momentos mais HEAVY METAL de toda a minha vida foram:
Rob Halford... tocando duas faixas do incomparável FIGHT!
Fui ao Rock In Rio para ver somente estas duas músicas. Iron Maiden pouco me importava naquela noite (o show foi bem mais ou menos, por sinal).
E iria novamente DE SÃO PAULO AO RIO DE JANEIRO NUMA VAN LOTADA.
Não sei se foi por eu não ter visto o Fight ao vivo. Ou se porquê boa parte do público que estava naquele Rock In Rio não tinha a menor idéia de quem era Rob Halford. E isto é um sacrilégio para quem se diz fã de rock pesado.
Talvez tenha sido porque a agressividade na música do Fight me ajudou muito a colocar para fora toda uma série de frustrações que vivi no início dos péssimos nos 90. A tristeza por ver um verdadeiro irmão sucumbir diante das drogas, derrotas pessoais em vários campos. A mediocridade da Florianópolis de então. A sensação de imobilidade profissional, pessoal e cultural em uma província que era ainda mais provinciana.
"Nailed To The Gun" e "Into The Pit" foram o ápice daquele Rock In Rio prá mim. Momentos que continuam vivos em minha memória, de onde não podem ser arrancados.
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segunda-feira, 21 de junho de 2010
On the Road 4
Faltou atualizar a série "On the Road" nas últimas semanas. Só agora vi que o post mais recente sobre minhas andaças pelo interior de Santa Catarina havia parada na já saudosa viagem pelo Oeste e Extremo-Oeste do Estado.
Com as passagens pelos municípios abaixo, cé finita a fase de pré-campanha. Agora é aguardar a convenção para iniciar a campanha propriamente dita. Aí sim, a quilometragem vai se multiplicar.
Na série abaixo, nenhuma cidade desconhecida. Em todas eu já havia passado. Canoinhas, claro, não se encaixa nisso, afinal não passei lá, afinal se contar todas as vezes que estive na terra natal da minha mamma, praticamente daria uma vida. Nesta visita mais recente, infelizmente, não pude rever ninguém da famiglia, nem meu afilhado Yuri, pois do evento fomos sob um frio daqueles, direto para São Bento do Sul.
Maracajá
Criciúma
Canoinhas
São Bento do Sul
Jaraguá do Sul
Navegantes
Com as passagens pelos municípios abaixo, cé finita a fase de pré-campanha. Agora é aguardar a convenção para iniciar a campanha propriamente dita. Aí sim, a quilometragem vai se multiplicar.
Na série abaixo, nenhuma cidade desconhecida. Em todas eu já havia passado. Canoinhas, claro, não se encaixa nisso, afinal não passei lá, afinal se contar todas as vezes que estive na terra natal da minha mamma, praticamente daria uma vida. Nesta visita mais recente, infelizmente, não pude rever ninguém da famiglia, nem meu afilhado Yuri, pois do evento fomos sob um frio daqueles, direto para São Bento do Sul.
Maracajá
Criciúma
Canoinhas
São Bento do Sul
Jaraguá do Sul
Navegantes
terça-feira, 15 de junho de 2010
Copinha
Copinha do Mundo sem graça esta, não? Ao menos até este momento, de 13 jogos, seis empates. Não ouvi falar de nenhum grande jogo. Ok, estou comentando sobre o comentários de terceiros (afinal, ainda não tive tempo para assistir alguma partida). A tal Itália de quem tanto falavam foi decepcionante. Na Argentina, também não vi nada assim tão extraordinário. Alemanha fazer 4 a 0 na Austrália nada mais é do que pura obrigação.
A cobertura da imprensa que me chega demonstra que esta não é uma Copa "daquelas". Suspeito que será um torneio burocrático, com os de sempre chegando à decisão. Tomara que isso mude. Ainda tenho curiosidade sobre a Espanha, se vai, finalmente, desencantar.
Palpite para logo mais? Brasil 2 a 0 sobre a Coréia do Norte.
A cobertura da imprensa que me chega demonstra que esta não é uma Copa "daquelas". Suspeito que será um torneio burocrático, com os de sempre chegando à decisão. Tomara que isso mude. Ainda tenho curiosidade sobre a Espanha, se vai, finalmente, desencantar.
Palpite para logo mais? Brasil 2 a 0 sobre a Coréia do Norte.
domingo, 6 de junho de 2010
Discursando com o inimigo
Política e políticos não são mais surpreendentes. Ou, ao menos, não deveriam mais ser. Mas ver o deputado estadual Joares Ponticelli (PP) no palanque do PSDB na noite da última quinta-feira foi algo no mínimo curioso. Certamente o crítico mais aguerrido, feroz e ousado do governo catarinense (leia-se PMDB e PSDB), o parlamentar era só sorrisos ao lado de todas as lideranças tucanas que lotaram o palanque de Prezalino Ramos Neto, o Preto, que exatamente neste domingo, disputa a prefeitura de Maracajá.
Sim, eleição municipal. A bucólica cidade do Sul do Estado teve os vencedores do pleito cassados em 2010 e a segunda chance de eleição suspensa pela Justiça Eleitoral. Prezalino, presidente da Câmara, herdou o cargo interinamente. O caso é que, nos poucos meses que pilotou a prefeitura, conseguiu fazer uma boa administração e virou candidato. Mas para bater o PMDB local, foi necessário uma coligação com o PP. Coisas da política catarinense. Amigos lá nem sempre são amigos aqui e vice-versa.
Ponticelli foi recebido pacificamente no palanque em Maracajá. Mas era nítido o ar sério e distante de alguns tucanos de alta plumagem. Fiquei imaginando se o parlamentar do PP não iria fazer nenhuma crítica ao governo Leonel Pavan. Claro que não o fez. Está certo ele. Estratégia e estratégia. E a chance de conquistar mais uma vice-prefeitura deve fazer valer a pena a proximidade com adversários declarados. Por trás de tanta harmonia também deve estar o interesse de uma coligação para a eleição ao governo do Estado com os tucanos. O tema agrada parte do PSDB, mas desagrada outra fatia significativa do partido. É só mais um capítulo da confusa configuração do quadro eleitoral catarinense para este ano.
Sim, eleição municipal. A bucólica cidade do Sul do Estado teve os vencedores do pleito cassados em 2010 e a segunda chance de eleição suspensa pela Justiça Eleitoral. Prezalino, presidente da Câmara, herdou o cargo interinamente. O caso é que, nos poucos meses que pilotou a prefeitura, conseguiu fazer uma boa administração e virou candidato. Mas para bater o PMDB local, foi necessário uma coligação com o PP. Coisas da política catarinense. Amigos lá nem sempre são amigos aqui e vice-versa.
Ponticelli foi recebido pacificamente no palanque em Maracajá. Mas era nítido o ar sério e distante de alguns tucanos de alta plumagem. Fiquei imaginando se o parlamentar do PP não iria fazer nenhuma crítica ao governo Leonel Pavan. Claro que não o fez. Está certo ele. Estratégia e estratégia. E a chance de conquistar mais uma vice-prefeitura deve fazer valer a pena a proximidade com adversários declarados. Por trás de tanta harmonia também deve estar o interesse de uma coligação para a eleição ao governo do Estado com os tucanos. O tema agrada parte do PSDB, mas desagrada outra fatia significativa do partido. É só mais um capítulo da confusa configuração do quadro eleitoral catarinense para este ano.
sábado, 29 de maio de 2010
On the Road 3
Mais uma semana na estrada. Embarcamos no Aeroporto Internacional Hercílio Luz na noite de terça-feira e rumamos para Chapecó. No dia seguinte, após uma entrevista do chefe na rádio Super Condá, caímos na estrada, de micro-ônibus, até São Lourenço do Oeste.
De lá o rumo foi São Miguel do Oeste, onde passamos a noite, para ir até Maravilha, na quinta-feira. Naquela noite, a correria foi grande em um evento com mais de 600 pessoas em Chapecó. Sexta levantamos cedinho para ir até Xanxerê, Concórdia e Joaçaba. De lá continuamos até Treze Tílias, cidade que sempre quis conhecer e nunca antes tive oportunidade de ir. A comitiva, com 15 pessoas, se divertiu jogando boliche, espantando o frio ao redor de uma lareira e tomando uma sopa espetacular antes de ir para o ótimo Hotel Tirol.
Este lugar, por sinal, é altamente recomendável. Excelentes instalações, comida muito boa e diárias bem acessíveis. Preciso voltar lá a passeio, para conhecer mais a cidade colonizada por austríacos. Hoje cedo o micro-ônibus nos conduziu para Caçador onde, finalmente, encerramos o roteiro. É só uma pré-campanha.
De lá o rumo foi São Miguel do Oeste, onde passamos a noite, para ir até Maravilha, na quinta-feira. Naquela noite, a correria foi grande em um evento com mais de 600 pessoas em Chapecó. Sexta levantamos cedinho para ir até Xanxerê, Concórdia e Joaçaba. De lá continuamos até Treze Tílias, cidade que sempre quis conhecer e nunca antes tive oportunidade de ir. A comitiva, com 15 pessoas, se divertiu jogando boliche, espantando o frio ao redor de uma lareira e tomando uma sopa espetacular antes de ir para o ótimo Hotel Tirol.
Este lugar, por sinal, é altamente recomendável. Excelentes instalações, comida muito boa e diárias bem acessíveis. Preciso voltar lá a passeio, para conhecer mais a cidade colonizada por austríacos. Hoje cedo o micro-ônibus nos conduziu para Caçador onde, finalmente, encerramos o roteiro. É só uma pré-campanha.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
On the road 2
Update nos roteiros:
Lages
Curitibanos
Blumenau
Joinville
----
Brasília
----
Próxima semana? Oeste e Extremo-Oeste de Santa Catarina.
Lages
Curitibanos
Blumenau
Joinville
----
Brasília
----
Próxima semana? Oeste e Extremo-Oeste de Santa Catarina.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Alvo do CQC
Dia corrido na Câmara Federal. Muitos alcaides catarinenses participando da Marcha dos Prefeitos. Movimento intenso, entra e sai no gabinete, corredores lotados de gente, muita, muita gente, reivindicando mil coisas diferentes, protestando contra mais um monte de outras.
Final da tarde, meu assessorado conversa com um dos prefeitos no saguão no lado de fora do Plenário. Eu ali por perto, só de olho no movimento, procurando algum colega, algum conhecido, tentando ainda me acostumar com a doidêra que é esta Babel. Lá no fundo noto a equipe do programa "CQC", da TV Bandeirantes.
Assim que o chefe se despede do prefeito, discretamente eu o chamo e explico quem é o repórter, o quê é o "CQC". Ele ainda não tinha visto a atração, mas sabia de alguns detalhes. Ok, recado passado, vamos em frente. Bastaram três passos para Danilo Gentili "colar" no meu assessorado.
Três perguntas rápidas e o chefe se saiu muito bem. Passou na prova de fogo. Talvez, por isso, duvido que as imagens entrem na edição final do programa. Mas que foi divertido, ah, isso foi.
Final da tarde, meu assessorado conversa com um dos prefeitos no saguão no lado de fora do Plenário. Eu ali por perto, só de olho no movimento, procurando algum colega, algum conhecido, tentando ainda me acostumar com a doidêra que é esta Babel. Lá no fundo noto a equipe do programa "CQC", da TV Bandeirantes.
Assim que o chefe se despede do prefeito, discretamente eu o chamo e explico quem é o repórter, o quê é o "CQC". Ele ainda não tinha visto a atração, mas sabia de alguns detalhes. Ok, recado passado, vamos em frente. Bastaram três passos para Danilo Gentili "colar" no meu assessorado.
Três perguntas rápidas e o chefe se saiu muito bem. Passou na prova de fogo. Talvez, por isso, duvido que as imagens entrem na edição final do programa. Mas que foi divertido, ah, isso foi.
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domingo, 16 de maio de 2010
Dio eterno
Volto a atualizar este blog em um dos dias mais tristes da minha vida. Ronnie James Dio um dos músicos mais admiráveis da história, uma lenda do rock morreu nesta manhã, vítima de um câncer de estômago.
Cantor do ELF, Rainbow e Black Sabbath, além de sua vitoriosa carreira solo, Dio era um rockstar gente finíssima. Nada de escândalos, bebedeiras, bizarrices ou envolvimento com drogas. Quem o conheceu - eu tive a honra de entrevistá-lo em um dos dias mais felizes destes meus 37 anos de existência - sabe que era um gentleman. Sempre atendeu aos fãs e aos jornalistas com muito respeito, carisma, educação e bom humor.
A última apresentação dele que pude ver ao vivo foi no dia 5 de dezembro de 2001, no Credicard Hall, em São Paulo. Passei uns 15 dias, pelo menos, lamentando para meu amigo David Torelli - quando ainda trabalhávamos na Century Media - que minha música preferida jamais seria tocada pelo mestre Dio. Na noite do show, eis que o dono de uma das vozes mais poderosas deste planeta anunciou: "Invisible". Quase caí das cadeiras superiores do Credicard Hall. E quem conhece tal casa de espetáculos sabe quão alto é isso.
Há algumas semanas, ou seriam meses?, quando a notícia de que Dio estava encrentando um câncer começou a se multiplicar na Internet eu pensei que isso não era nada. Um homem como ele não morre, imaginei. Doenças deste tipo são reservadas aos seres humanos comuns, afinal de contas. Como é que um cidadão vive 67 anos, mais de 50 deles dedicados à música, ao rock, ao heavy metal, com amplo sucesso, fãs ao redor do mundo todo, pode perecer de algo tão bobo quanto um câncer?
Mas a realidade é cruel. A vida continua, o mundo gira e rockstars, ídolos, astros, são tão humanos quanto todos nós no final das contas.
Não lembro a data exata em que ouvi a voz única de Ronnie Dio. Mas certamente foi em 1983, ano em que minha vida mudou, logo após eu descobrir o Kiss. E então chegou nas minhas mãos uma fita k-7 do Iron Maiden, um LP do Black Sabatth (ainda com Ozzy nos vocais), outro do Accept. Até que um dia me explicaram que o Ozzy enlouqueceu, brigou com Tony Iommi e montou uma banda própria. Para o seu lugar, entrou um baixinho que inventou o sinal dos "chifrinhos" que representava o heavy metal. Ele era americano, mas tinha um sobrenome italiano. Ao escutar "Holy Diver", o álbum com aquela enigmática capa, tive uma sensação mágica que só sentiria ao ouvir outras peças magníficas, como "Operation: Mindcrime" (Queensrÿche), "Master of Puppets" (Metallica), "Século XX" (Overdose), "Hall of the Mountain King" (Savatage), "Killers" (Iron Maiden), "W.A.S.P." (W.A.S.P.), "Abigail" (Kind Diamond), "Reign In Blood" (Slayer), "Creatures of the Night" (Kiss), "Balls To The Wall" (Accept) e "Schizophrenia" (Sepultura), não necessariamente nesta ordem.
A vida é estranha. Cresci sonhando em assistir ao vivo tantos ídolos da minha adolescência. Mas isso era em uma época em que shows internacionais no Brasil eram uma raridade. Ainda mais de bandas que tocam rock pesado. Não havia Internet, telefone celular, fotografia digital, computadores eram coisas de filme americano. Mas o progresso, lentamente, chegou ao Brasil. O País começou a deixar de ser arcaico e, aos poucos, mais e mais ídolos vinham até nós. E um belo dia anunciaram que Dio iria tocar em Florianópolis. Na verdade, em Santo Amaro da Imperatriz. Era dezembro de 1995, mais precisamente no dia 1º, quando eu estava no Hotel Cambirela, ao lado de alguns outros fãs, para entrevistar o mestre!
Foi um dia mágico. Dio entrou na sala e mostrou-se a gentileza em pessoa, a alegria e a felicidade de conversar conosco, a quem instistiu em chamar de amigos, eram nítidas. Usei meu ainda parco conhecimento no inglês e fiz várias perguntas. Ele brincou comigo quando questionei sobre o Black Sabbath. O diálogo foi mais ou menos assim:
"I hope this isn´t a forbidden subject", comecei. "No, go ahead, ask, my friend", ele respondeu. "About Black Sabbath...", indaguei. "No, i don´t speak about this", afirmou Dio, já rindo com a minha cara, obviamente, patética e decepcionada. "I´m kidding. Of course i´ll answer to you", ele continuou.
Ao final da entrevista, todos receberam seus autógrafos com a tradicional frase "A magic to..." que ele sempre assinou para seus fãs. Naquela tarde, meu velho vinil do "Holy Diver" voltou para casa com a frase "A special magic to Alessandro", como pode ser visto neste link. E esta é uma história que não me canso de contar. É bobo, eu sei. Infantil muito provavelmente. Mas é real.
O setlist tocado na noite de 2 de dezembro de 1995 naquele antológico show na New Time, uma danceteria do vizinho município de Santo Amaro da Imperatriz, foi mais ou menos assim:
* Intro (someone scanning through radio stations)
* Stand Up And Shout
* Strange Highways
* Don't Talk To Strangers *
* Evilution
* Pain
* Guitar Solo
* Pain
* Mob Rules *
* Children Of The Sea *
* Holy Diver
* Heaven And Hell *
* Man On The Silver Mountain **
* Drum Solo
* Heaven And Hell *
* Jesus Mary & The Holy Ghost
* Hollywood Black
* The Last In Line
* Rainbow In The Dark (encore)
* We Rock (encore)
* Here's To You (encore)
* Da sua passagem pelo Black Sabbath
** Da sua passagem pelo Rainbow
Hoje, lamentavelmente, Dio passou, seguiu em frente em sua trajetória. Deixou, felizmente, sua arte, sua música, sua mágica. Não teremos mais o prazer de vê-lo ao vivo, mas estará sempre vivo.
Cantor do ELF, Rainbow e Black Sabbath, além de sua vitoriosa carreira solo, Dio era um rockstar gente finíssima. Nada de escândalos, bebedeiras, bizarrices ou envolvimento com drogas. Quem o conheceu - eu tive a honra de entrevistá-lo em um dos dias mais felizes destes meus 37 anos de existência - sabe que era um gentleman. Sempre atendeu aos fãs e aos jornalistas com muito respeito, carisma, educação e bom humor.
A última apresentação dele que pude ver ao vivo foi no dia 5 de dezembro de 2001, no Credicard Hall, em São Paulo. Passei uns 15 dias, pelo menos, lamentando para meu amigo David Torelli - quando ainda trabalhávamos na Century Media - que minha música preferida jamais seria tocada pelo mestre Dio. Na noite do show, eis que o dono de uma das vozes mais poderosas deste planeta anunciou: "Invisible". Quase caí das cadeiras superiores do Credicard Hall. E quem conhece tal casa de espetáculos sabe quão alto é isso.
Há algumas semanas, ou seriam meses?, quando a notícia de que Dio estava encrentando um câncer começou a se multiplicar na Internet eu pensei que isso não era nada. Um homem como ele não morre, imaginei. Doenças deste tipo são reservadas aos seres humanos comuns, afinal de contas. Como é que um cidadão vive 67 anos, mais de 50 deles dedicados à música, ao rock, ao heavy metal, com amplo sucesso, fãs ao redor do mundo todo, pode perecer de algo tão bobo quanto um câncer?
Mas a realidade é cruel. A vida continua, o mundo gira e rockstars, ídolos, astros, são tão humanos quanto todos nós no final das contas.
Não lembro a data exata em que ouvi a voz única de Ronnie Dio. Mas certamente foi em 1983, ano em que minha vida mudou, logo após eu descobrir o Kiss. E então chegou nas minhas mãos uma fita k-7 do Iron Maiden, um LP do Black Sabatth (ainda com Ozzy nos vocais), outro do Accept. Até que um dia me explicaram que o Ozzy enlouqueceu, brigou com Tony Iommi e montou uma banda própria. Para o seu lugar, entrou um baixinho que inventou o sinal dos "chifrinhos" que representava o heavy metal. Ele era americano, mas tinha um sobrenome italiano. Ao escutar "Holy Diver", o álbum com aquela enigmática capa, tive uma sensação mágica que só sentiria ao ouvir outras peças magníficas, como "Operation: Mindcrime" (Queensrÿche), "Master of Puppets" (Metallica), "Século XX" (Overdose), "Hall of the Mountain King" (Savatage), "Killers" (Iron Maiden), "W.A.S.P." (W.A.S.P.), "Abigail" (Kind Diamond), "Reign In Blood" (Slayer), "Creatures of the Night" (Kiss), "Balls To The Wall" (Accept) e "Schizophrenia" (Sepultura), não necessariamente nesta ordem.
A vida é estranha. Cresci sonhando em assistir ao vivo tantos ídolos da minha adolescência. Mas isso era em uma época em que shows internacionais no Brasil eram uma raridade. Ainda mais de bandas que tocam rock pesado. Não havia Internet, telefone celular, fotografia digital, computadores eram coisas de filme americano. Mas o progresso, lentamente, chegou ao Brasil. O País começou a deixar de ser arcaico e, aos poucos, mais e mais ídolos vinham até nós. E um belo dia anunciaram que Dio iria tocar em Florianópolis. Na verdade, em Santo Amaro da Imperatriz. Era dezembro de 1995, mais precisamente no dia 1º, quando eu estava no Hotel Cambirela, ao lado de alguns outros fãs, para entrevistar o mestre!
Foi um dia mágico. Dio entrou na sala e mostrou-se a gentileza em pessoa, a alegria e a felicidade de conversar conosco, a quem instistiu em chamar de amigos, eram nítidas. Usei meu ainda parco conhecimento no inglês e fiz várias perguntas. Ele brincou comigo quando questionei sobre o Black Sabbath. O diálogo foi mais ou menos assim:
"I hope this isn´t a forbidden subject", comecei. "No, go ahead, ask, my friend", ele respondeu. "About Black Sabbath...", indaguei. "No, i don´t speak about this", afirmou Dio, já rindo com a minha cara, obviamente, patética e decepcionada. "I´m kidding. Of course i´ll answer to you", ele continuou.
Ao final da entrevista, todos receberam seus autógrafos com a tradicional frase "A magic to..." que ele sempre assinou para seus fãs. Naquela tarde, meu velho vinil do "Holy Diver" voltou para casa com a frase "A special magic to Alessandro", como pode ser visto neste link. E esta é uma história que não me canso de contar. É bobo, eu sei. Infantil muito provavelmente. Mas é real.
O setlist tocado na noite de 2 de dezembro de 1995 naquele antológico show na New Time, uma danceteria do vizinho município de Santo Amaro da Imperatriz, foi mais ou menos assim:
* Intro (someone scanning through radio stations)
* Stand Up And Shout
* Strange Highways
* Don't Talk To Strangers *
* Evilution
* Pain
* Guitar Solo
* Pain
* Mob Rules *
* Children Of The Sea *
* Holy Diver
* Heaven And Hell *
* Man On The Silver Mountain **
* Drum Solo
* Heaven And Hell *
* Jesus Mary & The Holy Ghost
* Hollywood Black
* The Last In Line
* Rainbow In The Dark (encore)
* We Rock (encore)
* Here's To You (encore)
* Da sua passagem pelo Black Sabbath
** Da sua passagem pelo Rainbow
Hoje, lamentavelmente, Dio passou, seguiu em frente em sua trajetória. Deixou, felizmente, sua arte, sua música, sua mágica. Não teremos mais o prazer de vê-lo ao vivo, mas estará sempre vivo.
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quarta-feira, 5 de maio de 2010
On the road
De uns tempos para cá, não tem outro programa entre quintas e sábados: é estrada e mais estrada.
Até o momento, desde que deixei a Secretaria da Educação e passei a assessorar o deputado federal Paulo Bauer, passei pelas seguintes cidades:
Brasília
-------------
Bela Vista do Toldo
Porto União
Três Barras
-------------
Criciúma
Forquilhinha
Criciúma
Treviso
Siderópolis
Içara
Tubarão
------------
Imbituba
São Martinho
Tubarão
Araranguá
Maracajá
------------
Jaraguá do Sul
Navegantes
Camboriú
Navegantes
Balneário Camboriú
------------
E amanhã tem mais: Rio do Sul é o destino certo. Mas não é de se estranhar que o roteiro possa ganhar mais paradas.
Até o momento, desde que deixei a Secretaria da Educação e passei a assessorar o deputado federal Paulo Bauer, passei pelas seguintes cidades:
Brasília
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Bela Vista do Toldo
Porto União
Três Barras
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Criciúma
Forquilhinha
Criciúma
Treviso
Siderópolis
Içara
Tubarão
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Imbituba
São Martinho
Tubarão
Araranguá
Maracajá
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Jaraguá do Sul
Navegantes
Camboriú
Navegantes
Balneário Camboriú
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E amanhã tem mais: Rio do Sul é o destino certo. Mas não é de se estranhar que o roteiro possa ganhar mais paradas.
terça-feira, 4 de maio de 2010
A fila no Cartório Eleitoral de Florianópolis desce a rua Esteves Júnior até a esquina com a rua São Francisco e por esta sobre até a metade da íngreme subida. Preferia acreditar que é o amplo interesse da população em regularizar sua situação com a Justiça Eleitoral para participar das próximas eleições.
Este seria o mundo ideal. Mas, na verdade, hoje é o penúltimo dia para quem ainda não fez ou transferiu o título de eleitor. Brasileiro, como diz o ditado, deixa tudo para a última hora. Desconfio que, de fato, tamanho interesse é apenas garantir a possibilidade de participar de um dos vários concursos públicos existentes, pois o título é documento obrigatóriio para quem deseja participar destas seleções.
Este seria o mundo ideal. Mas, na verdade, hoje é o penúltimo dia para quem ainda não fez ou transferiu o título de eleitor. Brasileiro, como diz o ditado, deixa tudo para a última hora. Desconfio que, de fato, tamanho interesse é apenas garantir a possibilidade de participar de um dos vários concursos públicos existentes, pois o título é documento obrigatóriio para quem deseja participar destas seleções.
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segunda-feira, 3 de maio de 2010
Resposta
Marco Antonio Zanfra é daqueles jornalistas de verdade. De ampla experiência, nome respeitado, não mede esforços para... fazer jornalismo. Um crítico por natureza. Pergunta sem medo de incomodar. E isso me faz manter a mesma admiração que aprendi a ter pelo seu trabalho quando fomos colegas no extinto jornal O Estado. É meu leitor há tempos. Fiel e severo. Não deixa passar nada. E isso é ótimo. Ok, o blog é meu, escrevo nele o que desejar, mas sempre é bom ter fiscalização.
E no post anterior, o Zanfra avaliou que cedi espaço semelhante ao da revista Veja para o pré-candidato do PSDB, José Serra. Perguntou ainda se isto está no contrato do meu assessorado que, não há segredo algum, pertence ao mesmo partido do ex-governador paulista. Na verdade, cedi um grande espaço para eu mesmo. Aqui é o único lugar onde posso ser repórter, já que os salários irrisórios oferecidos pelos veículos de comunicação de Santa Catarina me forçaram a ir para o setor de assessoria de imprensa, o "outro lado do balcão".
Fiz no texto abaixo uma análise do político e pré-candidato José Serra. Inclui minhas impressões sobre ele, fazendo comparação com uma época anterior da vida pública dele, a qual eu testemunhei. Reportei o que ele estava fazendo naquele momento retratado pelo texto e com quem. Emiti opinião - afinal, como dito acima, o blog é meu. Mas em momento algum eu disse "vote nele" ou "não vote nele". Não sou de partido político algum, defendo a tese de que jornalista não deve ter partido político. Pode, no máximo, prestar serviços a tais agremiações. Obviamente, já fui convidado a me filiar ao partido do político para o qual eu presto serviço. Declinei. Nem por isso, a pessoa que contrata minha mão de obra me demitiu. Em quem eu vou votar é um problema só meu. Minhas ideologias também. Não interessam à ninguém, a não ser que eu resolva contar.
Esta resposta é para quem ler o texto abaixo e o comentário do meu amigo Zanfra, que me garante audiência e muitos momentos de reflexão. Desconfio até que muitas vezes ele me questiona como castigo, por eu não me dedicar mais, tanto quanto eu gostaria, à leitura do blog dele (cujo link está no menu ao lado). :)
E no post anterior, o Zanfra avaliou que cedi espaço semelhante ao da revista Veja para o pré-candidato do PSDB, José Serra. Perguntou ainda se isto está no contrato do meu assessorado que, não há segredo algum, pertence ao mesmo partido do ex-governador paulista. Na verdade, cedi um grande espaço para eu mesmo. Aqui é o único lugar onde posso ser repórter, já que os salários irrisórios oferecidos pelos veículos de comunicação de Santa Catarina me forçaram a ir para o setor de assessoria de imprensa, o "outro lado do balcão".
Fiz no texto abaixo uma análise do político e pré-candidato José Serra. Inclui minhas impressões sobre ele, fazendo comparação com uma época anterior da vida pública dele, a qual eu testemunhei. Reportei o que ele estava fazendo naquele momento retratado pelo texto e com quem. Emiti opinião - afinal, como dito acima, o blog é meu. Mas em momento algum eu disse "vote nele" ou "não vote nele". Não sou de partido político algum, defendo a tese de que jornalista não deve ter partido político. Pode, no máximo, prestar serviços a tais agremiações. Obviamente, já fui convidado a me filiar ao partido do político para o qual eu presto serviço. Declinei. Nem por isso, a pessoa que contrata minha mão de obra me demitiu. Em quem eu vou votar é um problema só meu. Minhas ideologias também. Não interessam à ninguém, a não ser que eu resolva contar.
Esta resposta é para quem ler o texto abaixo e o comentário do meu amigo Zanfra, que me garante audiência e muitos momentos de reflexão. Desconfio até que muitas vezes ele me questiona como castigo, por eu não me dedicar mais, tanto quanto eu gostaria, à leitura do blog dele (cujo link está no menu ao lado). :)
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